Ozzy Osbourne realizou em 5 de julho, no estádio Villa Park, em Birmingham, o que veio a ser seu último show ao lado do Black Sabbath. A apresentação, batizada de Back to the Beginning, celebrou o legado da banda que ajudou a definir o heavy metal e reuniu os quatro integrantes originais após duas décadas sem tocarem juntos.
Retorno da formação clássica emociona público
No palco, Ozzy Osbourne, Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward dividiram os holofotes pela primeira vez desde o início dos anos 2000. Aos 76 anos e enfrentando a doença de Parkinson, Ozzy permaneceu sentado em um trono durante boa parte do concerto, mas participou ativamente de cada momento. Em determinado ponto, dirigiu-se à plateia e agradeceu: “Vocês não têm ideia de como me sinto. Obrigado do fundo do meu coração”.
O repertório mesclou sucessos da carreira solo e clássicos do Black Sabbath. A interpretação de “Mama I’m Coming Home” destacou-se pelo tom emotivo, arrancando aplausos prolongados. Na sequência, vieram “War Pigs”, “Paranoid” e “Iron Man”, cantadas em uníssono pelos milhares de fãs presentes.
Gigantes do rock prestam tributo
Além da formação principal, o evento contou com participações especiais de bandas que sempre citaram o Black Sabbath como influência direta. Integrantes de Metallica, Slayer e Guns N’ Roses subiram ao palco em momentos distintos para celebrar a importância do grupo britânico. As colaborações reforçaram o caráter de homenagem da noite e evidenciaram o impacto de cinco décadas de música pesada.
As presenças ilustres também atraíram público diverso, reunindo veteranos do rock e admiradores mais jovens. Muitos relataram que as canções do Black Sabbath serviram de trilha sonora para superar desafios pessoais, sentimento constantemente mencionado nas redes sociais após o espetáculo.
Estrutura do show e repercussão
O Villa Park recebeu produção de grande porte, com telões exibindo imagens da trajetória da banda desde 1968. A cenografia incluiu elementos que remetem às capas dos álbuns mais icônicos, enquanto jogos de luz e pirotecnia acompanharam as transições de música. Técnicos de som ajustaram a equalização para acomodar a voz de Ozzy, que alternou momentos de maior esforço com passagens em que foi auxiliado pelo público e pelos backing vocals.


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Imagem: da Redação via jovempan.com.br
Críticos britânicos classificaram a noite como “histórica” pela combinação de nostalgia e performance sólida, mesmo diante das limitações físicas do vocalista. Nas plataformas digitais, registros amadores ultrapassaram milhares de visualizações em poucas horas, alimentando a discussão sobre a influência do Black Sabbath na evolução do metal.
Despedida marcada por perda recente
Menos de três semanas depois do show, Ozzy Osbourne morreu em 22 de julho, aos 76 anos. A apresentação em Birmingham ganhou, portanto, caráter de despedida não apenas dos palcos, mas da vida. Fãs que estiveram presentes relatam orgulho por testemunhar a última reunião da formação original. Para muitos, o evento sintetizou a trajetória de uma banda que transformou a música pesada e abriu caminho para sucessores ao redor do mundo.
Com o palco escuro e o som de sinos ao fundo, as luzes se apagaram após os acordes finais de “Paranoid”. Foi o encerramento simbólico de uma era: a cidade onde tudo começou, quase seis décadas antes, assistiu ao adeus definitivo de Ozzy Osbourne e ao tributo que cravou o nome do Black Sabbath na história do rock.


