A Uber iniciará, no próximo mês, um projeto-piloto que conecta passageiras a motoristas mulheres em viagens solicitadas pelo aplicativo. A iniciativa estreia nas cidades de Los Angeles, San Francisco e Detroit, nos Estados Unidos, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança e oferecer mais controle às usuárias.
Como funciona a nova opção de pareamento
Pelo aplicativo, passageiras poderão ativar uma preferência para serem atendidas por motoristas do mesmo gênero tanto em corridas imediatas quanto agendadas. Da mesma forma, condutoras terão a possibilidade de aceitar apenas passageiras.
Segundo a empresa, o sistema prioriza o pareamento quando houver disponibilidade, mas não garante 100% das corridas com essa correspondência. O recurso foi testado anteriormente em França, Alemanha e Argentina, e sua implementação nos EUA servirá para avaliar desempenho e receptividade antes de uma possível expansão.
Objetivo é reforçar segurança e ampliar participação feminina
Camiel Irving, vice-presidente de operações da Uber nos EUA e Canadá, afirmou que a ferramenta oferece mais escolha, controle e conforto para mulheres, tanto no volante quanto no banco traseiro. O lançamento ocorre em meio a discussões sobre segurança em plataformas de transporte, cenário marcado por denúncias de assédio e processos judiciais.
Para responder a essas preocupações, empresas do setor têm introduzido verificações de identidade, compartilhamento de rotas em tempo real e contas específicas para públicos sensíveis, como adolescentes e idosos. Na Uber, o recurso direcionado a mulheres soma-se a iniciativas como o U-Elas, disponível no Brasil desde 2020 apenas para motoristas, e a conta sênior, expandida nacionalmente um mês após o anúncio.
Comparativo com concorrência e histórico de iniciativas
A Lyft, principal rival da Uber nos EUA, lançou em 2023 uma função que permite o pareamento entre motoristas e passageiros que se identificam como mulheres ou pessoas não binárias, mas a empresa ainda não opera no mercado brasileiro.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada





Imagem: Vitor Pádua via tecnoblog.net
A própria Uber testou, em 2019, recurso semelhante na Arábia Saudita, pouco depois de as mulheres obterem permissão legal para dirigir. Desde então, a funcionalidade foi estendida a cerca de 40 países, demonstrando interesse constante da companhia em soluções de gênero.
Próximos passos e possível expansão
Concluída a fase piloto nas três cidades norte-americanas, a Uber avaliará dados de uso, feedback das usuárias e questões técnicas para decidir sobre a ampliação do serviço a outras regiões. Não há cronograma divulgado para chegada ao Brasil, onde a plataforma mantém recursos restritos às motoristas, mas sem opção de escolha para passageiras.
A adoção gradual do recurso buscará equilibrar oferta e demanda de corridas conduzidas por mulheres, além de monitorar impactos na segurança percebida por passageiras e motoristas.


