O senador Romário (PL-RJ) rebateu, nesta sexta-feira (8), as cobranças de nomes da direita que exigem posicionamento favorável à abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em mensagem divulgada nas redes sociais, o ex-atacante declarou não dever favores a qualquer grupo político e negou rompimento com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pressão pública sobre o senador
Nos últimos dias, Romário tornou-se alvo de críticas de militantes conservadores que defendem a responsabilização de Moraes por supostos abusos de autoridade. Entre os mais incisivos esteve Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú (SC) e filho do ex-presidente. Pelas redes, o jovem parlamentar cobrou que o senador “mostre que também sabe jogar pelo povo” e classificou a votação do pedido de impeachment como “chance de brilhar de novo”.
Em outra publicação, Jair Renan qualificou como “escolha covarde” a eventual recusa de senadores do PL em apoiar a medida. Segundo ele, parlamentares que se elegeram com o sobrenome Bolsonaro teriam obrigação moral de endossar a iniciativa. “A omissão será lembrada”, avisou.
Pressão semelhante partiu do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e organizador de atos em defesa de Bolsonaro. Em vídeo difundido na quinta-feira (7), o religioso disse esperar uma postura combativa de Romário e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil. Para Malafaia, o silêncio de ambos seria “vergonhoso” diante das acusações dirigidas a Moraes.
Resposta de Romário
Ao comentar as críticas, Romário afirmou que “já enfrentou pressão muito maior” ao longo da carreira e que continua alinhado às pautas que defende desde que ingressou na vida pública: esporte, saúde, inclusão e defesa das pessoas com deficiência. “Tenho boa relação com o PL e sigo trabalhando pelo Rio e pelo Brasil”, declarou.
O senador rejeitou a ideia de submissão a qualquer liderança. “Não devo nada a ninguém”, escreveu, acrescentando que prefere dialogar “olhando no olho” em vez de alimentar polêmicas online. Ele agradeceu o apoio de quem “confia em seu trabalho” e disse lamentar a desconfiança de críticos.
Contexto do pedido de impeachment
Parlamentares ligados à oposição protocolaram no Senado novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, acusando o ministro de extrapolar competências em investigações sobre a atuação de políticos e influenciadores conservadores na internet. Para prosperar, o requerimento depende de aval do presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e de maioria absoluta dos senadores ao final da tramitação.
O tema ganhou força entre apoiadores de Jair Bolsonaro, que enxergam em Moraes o principal responsável por decisões judiciais que atingiram o ex-chefe do Executivo e seus aliados. Lideranças conservadoras consideram estratégica a adesão de parlamentares do PL, legenda com a maior bancada no Senado.
Situação interna no PL
O partido abriga correntes distintas sobre a ofensiva contra Moraes. Enquanto integrantes próximos a Bolsonaro pressionam publicamente pela abertura do processo, alas moderadas demonstram cautela para não tensionar ainda mais a relação institucional com o Supremo.


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Romário mantém trajetória independente dentro da legenda. Nas eleições de 2022, o ex-jogador foi reeleito com base no discurso de gestão eficiente para programas sociais no estado do Rio de Janeiro. Desde então, tem apoiado pautas de interesse do governo estadual e projetos voltados à saúde pública, especialmente no tratamento de deficiências.
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que o posicionamento do senador pode influenciar outros parlamentares fluminenses. Embora não faça parte da linha de frente bolsonarista, Romário possui capital político junto a eleitores alinhados à direita.
Próximos passos
Até o momento, o senador não confirmou voto caso o pedido de impeachment seja colocado em apreciação. A decisão sobre a admissibilidade cabe a Rodrigo Pacheco, que já arquivou iniciativas semelhantes no passado alegando falta de fundamentação jurídica.
Se Pacheco aceitar o requerimento, a matéria seguirá para comissão especial, onde será elaborado parecer pela continuidade ou rejeição. Em seguida, o relatório vai ao plenário. São necessários 41 votos para instaurar o processo formalmente. O ambiente político no Senado indica falta de consenso, e a contagem de votos segue indefinida.
Enquanto isso, a ala bolsonarista intensifica a mobilização nas redes sociais. Pastores evangélicos, influenciadores e parlamentares buscam ampliar o apoio público, apostando que a pressão popular possa convencer senadores reticentes. Romário, por sua vez, sinalizou que tomará posição “no momento adequado” e reiterou compromisso com seus eleitores.
A repercussão do episódio revela a divisão interna da oposição e ressalta o desafio de se construir maioria qualificada para afastar um ministro da Suprema Corte. A definição do placar ainda depende de articulações nas próximas semanas, mas a manifestação de independência de Romário desidrata, por ora, a estratégia dos defensores do impeachment.

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