Parlamentares do Partido Liberal (PL) montaram um esquema de rodízio de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. As visitas são individuais, ocorrem em datas previamente definidas e seguem exigências determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas medidas cautelares.
Coordenação para evitar aglomerações
De acordo com o planejamento interno, cada parlamentar precisa formalizar o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) com antecedência, indicando o motivo da visita e o dia exato em que pretende comparecer à residência. O objetivo do rodízio é impedir aglomerações, afastar qualquer caráter de ato político coletivo e, ao mesmo tempo, assegurar a demonstração de apoio ao ex-chefe do Executivo.
Entre as restrições fixadas por Moraes estão a proibição de filmagens, transmissões ao vivo e declarações públicas a partir do local. O ministro também vinculou eventual descumprimento das regras à possibilidade de transformar a atual prisão domiciliar em preventiva, o que reforça o cuidado dos parlamentares em seguir cada norma.
Agenda definida de parlamentares
A agenda divulgada até agora inclui:
• 15 de abril: Celina Leão (PP-DF)
• 18 de abril: Domingos Sávio (PL-MG)
• 19 de abril: Joaquim Passarinho (PL-PA)
• 20 de abril: Capitão Alden (PL-BA)
• 25 de abril: Julia Zanatta (PL-SC)
Esse cronograma poderá ser estendido, caso outros parlamentares apresentem novos pedidos. Cada autorização é analisada separadamente, e o STF exige justificativas detalhadas sobre a necessidade da visita. A condução individual minimiza riscos de infringir as cautelares e preserva a rotina da residência.
Objetivo político e jurídico
O PL vê as visitas como forma de solidariedade institucional ao ex-presidente. Ao mesmo tempo, a defesa de Bolsonaro trabalha para reverter a situação judicial, mantendo contato direto com a equipe de advogados que acompanha diariamente o cumprimento das exigências impostas pelo Supremo.
Além de fortalecer laços internos, o partido avalia que o rodízio mantém a base parlamentar mobilizada sem ultrapassar limites legais. A preocupação imediata é evitar qualquer incidente que possa resultar em sanções mais severas contra Bolsonaro.
Regras cautelares em vigor
Bolsonaro se encontra em prisão domiciliar por decisão de Alexandre de Moraes, que estabeleceu medidas restritivas como:
• Entrega de passaporte;
• Proibição de contatos que não sejam autorizados;
• Veto a manifestações políticas públicas a partir da residência;
• Fiscalização sobre dispositivos eletrônicos.


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Qualquer violação dessas determinações pode levar à conversão da prisão domiciliar em preventiva, cenário que o PL quer evitar. Por isso, os parlamentares ajustaram a estratégia de visitas para atender integralmente às condições judiciais.
Monitoramento constante do STF
O gabinete de Moraes acompanha cada solicitação de visita. Segundo relatos, o ministro busca detalhes minuciosos sobre o propósito de cada encontro antes de liberar ou negar o acesso. Essa supervisão direta reforça a necessidade de pedidos formais e agendas específicas.
O controle judicial atinge também a comunicação. Sem gravações ou transmissões permitidas, as reuniões acontecem em caráter privado, limitadas ao diálogo entre o ex-presidente e o visitante autorizado. O partido avalia que o formato garante respeito às imposições do STF sem comprometer a mensagem de apoio.
Possíveis desdobramentos
Nos bastidores, a expectativa é de que novos parlamentares do PL solicitem audiências nas próximas semanas, desde que o modelo de rodízio continue autorizado. Consultados, dirigentes do partido afirmam que o procedimento será mantido enquanto durar a prisão domiciliar ou até que haja mudança na decisão judicial.
Para o ex-presidente, a sequência de visitas assegura contato político controlado e monitorado, considerado essencial para manter interlocução com a bancada que integra sua base de apoio no Congresso.
Até o momento, não há registro de descumprimento das regras por parte dos visitantes. O partido reforça orientações internas para que cada deputado ou senador cumpra rigorosamente as determinações, evitando qualquer interpretação de afronta às ordens do Supremo.
O agendamento escalonado, as exigências de sigilo e a fiscalização permanente formam o núcleo do procedimento que permite a continuidade das visitas a Jair Bolsonaro. Enquanto as negociações jurídicas avançam, o PL aposta no fluxo controlado de parlamentares para expressar apoio sem criar novas frentes de conflito legal.

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