Brasília, 16 de março de 2024 — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma bateria de exames no Hospital DF Star, na capital federal, e teve confirmada a persistência de esofagite e gastrite. Segundo boletim médico, o quadro exige tratamento medicamentoso contínuo, sem indicação cirúrgica no momento.
Autorização judicial permitiu a ida ao hospital
Bolsonaro deixou a prisão domiciliar na manhã deste sábado após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão permitiu o deslocamento exclusivo para avaliação de saúde, condicionando o ex-chefe do Executivo à apresentação de um atestado de comparecimento em até 48 horas.
O ex-presidente chegou ao DF Star por volta das 9h, permaneceu no local durante aproximadamente cinco horas e recebeu alta às 13h58. A visita médica ocorreu sob supervisão de sua equipe de defesa e em conformidade com as exigências judiciais.
Resultados apontam inflamações digestivas e resquícios pulmonares
Os exames laboratoriais e de imagem indicaram “imagem residual de duas infecções pulmonares recentes possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração”. Uma endoscopia também confirmou esofagite e gastrite ainda presentes, porém em intensidade menor do que anteriormente observado.
O boletim, assinado pelos médicos Cláudio Birolini, Leandro Echenique, Guilherme Meyer e Alisson Barcelos Borges, reforça que Bolsonaro deverá manter o uso de medicamentos para o sistema digestivo, controlar a hipertensão arterial e adotar medidas preventivas contra novos episódios de broncoaspiração.
Orientação médica: medicamentos, dieta e exercícios
Em coletiva à imprensa, o gastroenterologista Leandro Echenique detalhou a conduta terapêutica. “O tratamento envolve diversos fármacos, ajustes nutricionais e rotina de exercícios”, explicou. Para a equipe, a prática física será realizada em academia instalada na residência do paciente, ainda que Bolsonaro manifeste preferência por caminhadas.


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Os profissionais descartaram a necessidade de intervenção cirúrgica, salientando que o tratamento medicamentoso tem respondido de forma satisfatória. A indicação é de acompanhamento regular, com novos procedimentos endoscópicos caso os sintomas se agravem.
Histórico de saúde do ex-presidente
Bolsonaro enfrenta questões gástricas desde o atentado à faca sofrido em 2018, em Juiz de Fora (MG), episódio que resultou em múltiplas cirurgias abdominais. Ao longo dos anos, foram registrados casos de obstrução intestinal e refluxo, além de hospitalizações para tratar fenômenos de soluços persistentes, quadros respiratórios e episódios de broncoaspiração.

Desde que passou a cumprir prisão domiciliar, em fevereiro, o ex-presidente segue acompanhado por médicos particulares, que monitoram indicadores cardiovasculares e tratam a pressão arterial elevada.
Próximos passos sob supervisão judicial
A defesa de Bolsonaro deverá encaminhar o atestado de comparecimento ao Supremo até a manhã de segunda-feira, como determinado pelo ministro Alexandre de Moraes. Qualquer deslocamento futuro para fins médicos continuará dependendo de autorização prévia do Tribunal.
O ex-presidente permanece em sua residência em Brasília, onde dará continuidade ao uso de inibidores de bomba de próton, protetores gástricos e fármacos anti-hipertensivos. A equipe clínica mantém a recomendação de dieta controlada, elevação da cabeceira da cama e sessões periódicas de fisioterapia respiratória.
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Em resumo, Jair Bolsonaro foi liberado do hospital após exames que apontaram inflamações digestivas controladas e vestígios de infecções pulmonares, seguindo somente com tratamento medicamentoso. Continue acompanhando o portal para atualizações sobre o quadro de saúde do ex-presidente e demais fatos relevantes do cenário político.


