Um bloco de vinte deputados estaduais mineiros, alinhados a partidos de esquerda, divulgou carta neste domingo (17) acusando o governador Romeu Zema (Novo) de descuidar da administração de Minas Gerais para se dedicar a uma “pseudocandidatura” à Presidência da República. O documento reúne críticas à gestão estadual em áreas como segurança, educação, saúde, infraestrutura e política externa.
Deputados listam falhas e questionam prioridade do governador
A manifestação partiu do Bloco Democracia e Luta, formado por parlamentares de PT, PCdoB, Psol, Rede e PV. Segundo o texto, após quase sete anos no cargo, Zema estaria vendendo “imagem de político inovador” mediante forte estratégia de marketing sustentada por verba publicitária estimada em R$ 147 milhões.
Entre os principais pontos elencados, os deputados citam:
1) Segurança pública – cortes de combustíveis para viaturas policiais, medida que, segundo o grupo, dificulta o patrulhamento nas ruas.
2) Educação – tentativa de privatizar escolas e suposto abandono da rede de ensino estadual.
3) Saúde – hospitais alegadamente sem condições de atendimento e falta de investimentos adequados.
4) Assistência social – redução de R$ 1 bilhão em recursos destinados ao combate à pobreza.
5) Infraestrutura – estradas deterioradas, enquanto obras pontuais favoreceriam “interesses pessoais”.
Salários, incentivos fiscais e postura internacional também entram na mira
O reajuste de 300% no salário do governador, aprovado em 2022, contrasta, conforme a oposição, com aumento de apenas 3% concedido aos servidores públicos estaduais. O bloco ainda aponta gastos com “bufês de luxo” em eventos oficiais e isenções fiscais consideradas bilionárias para grandes empresas, enquanto serviços essenciais sofreriam cortes.
No campo externo, os deputados criticam declarações de Zema favoráveis a um presidente estrangeiro que, na visão dos signatários, ameaça a soberania brasileira. Também condenam a postura “hostil” em relação ao Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A carta cita estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), segundo o qual eventuais tensões com os parceiros poderiam colocar em risco até 187 mil empregos ligados a exportações mineiras.
Governador é acusado de usar Minas como trampolim político
Para o Bloco Democracia e Luta, a agenda nacional do governador demonstra que o Estado estaria servindo de plataforma para ambições pessoais. “Minas Gerais não pode ser tratada como trampolim”, afirma o documento, que chama atenção para o papel histórico da unidade federativa na política brasileira e pede que a população “fique atenta” a possíveis prejuízos locais.


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O texto termina com apelo para que as lideranças estaduais priorizem problemas como a manutenção de estradas, reforço ao ensino público, investimentos em saúde e combate à pobreza, em vez de projetos eleitorais antecipados.

Contexto político e próximos passos
Apesar de ainda não haver anúncio oficial de candidatura, Zema tem intensificado viagens a outros Estados e encontros com dirigentes partidários, movimentos que reforçam especulações sobre sua entrada na corrida ao Planalto em 2026. O Novo, sigla do governador, busca ampliar presença nacional após desempenho modesto em eleições recentes.
Não houve resposta formal do Palácio Tiradentes até a publicação deste texto. A tendência é que o governo apresente dados de gestão para rebater as críticas, sobretudo em segurança, educação e geração de empregos, áreas consideradas prioritárias pelo Executivo mineiro.
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Em síntese, a carta da oposição pressiona Romeu Zema no momento em que cresce a discussão sobre a sucessão presidencial. Resta saber como o governador equilibrará agendas estadual e nacional sem afastar aliados internos. Continue acompanhando nossos conteúdos e permaneça informado sobre os rumos de Minas e do país.

