O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste domingo (17) governadores que pretendem disputar a eleição presidencial de 2026, classificando-os como “ratos” e “oportunistas” ao tentarem ocupar o espaço político deixado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje em prisão domiciliar e inelegível até 2030. A declaração foi publicada no X (antigo Twitter) e recebeu apoio imediato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.
Alvos diretos: Zema e Caiado
Sem citar nomes, Carlos direcionou o ataque aos governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). Ambos já anunciaram pré-candidatura ao Planalto e procuram se apresentar como alternativas à polarização entre o presidente Lula (PT) e o bolsonarismo.
Na mensagem, o vereador acusou os dois governadores de “sacrificarem o povo pelo poder”, limitando-se, segundo ele, a repetir o slogan “Fora PT” sem oferecer liderança real ao eleitorado conservador. “Vocês se comportam como ratos, não entregam liderança, não representam o coração do povo. Querem apenas herdar o espólio de Bolsonaro, encostando-se nele de forma vergonhosa e patética”, escreveu.
Contexto da crise interna na direita
A ofensiva ocorre em meio ao rearranjo das forças de direita pós-2022. Jair Bolsonaro permanece como principal cabo eleitoral do campo conservador, mesmo afastado das atividades partidárias e restrito pela Justiça Eleitoral. A limitação abre espaço para novos nomes, mas também provoca disputas públicas.
No sábado (16), um dia antes das críticas, Romeu Zema oficializou sua pré-candidatura em evento do Novo, em Belo Horizonte. Na ocasião, defendeu uma direita liberal, prometeu reformas econômicas e citou a necessidade de “modernizar o Estado”. O movimento evidenciou o interesse do governador mineiro em dialogar com eleitores bolsonaristas sem adotar pautas tidas como mais radicais.
Ronaldo Caiado, por sua vez, confirmou em fevereiro que pretende concorrer ao Planalto. O governador goiano enfatiza segurança pública, agronegócio e gestão fiscal responsável como eixos do projeto. Durante o mandato, manteve relação próxima com Jair Bolsonaro, mas tem buscado atrair apoios fora do núcleo bolsonarista.


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Reação de Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro republicou a fala do irmão, reforçando a crítica aos governadores. Ele não acrescentou comentários próprios, mas a partilha foi interpretada como respaldo ao posicionamento de Carlos. O gesto confirma a estratégia da família Bolsonaro de preservar o capital político do ex-presidente e desestimular candidatos que queiram se beneficiar da marca sem alinhamento completo.
Impacto no PL e no eleitorado conservador
O Partido Liberal planeja expandir bancadas regionais e avançar sobre o Nordeste, região em que Lula historicamente obtém maior votação. Para o PL, manter a fidelidade do eleitor bolsonarista é decisivo. A crítica de Carlos Bolsonaro sinaliza que a legenda não pretende dividir protagonismo com lideranças de legendas diferentes, mesmo que também à direita.

Analistas partidários apontam que o discurso duro serve para afastar concorrentes internos antes do calendário oficial. Governadores que buscam eleitorado conservador precisarão equilibrar a própria imagem com a forte influência do ex-presidente.
Próximos passos até 2026
A pré-campanha de 2026 ainda está em fase inicial, mas movimentos como o de Zema e Caiado indicam que ambos devem ampliar agendas nacionais e fortalecer palanques estaduais. Já o clã Bolsonaro tende a medir o grau de apoio ou veto a cada nome, avaliando quem poderá representar a continuidade de suas pautas.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar desde 7 de março, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que apura suposta tentativa de obstrução de investigação da Polícia Federal. A condição jurídica do ex-presidente reforça a indefinição sobre quem poderá liderar o campo conservador na próxima disputa.
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Em síntese, Carlos Bolsonaro expôs as fraturas na direita ao chamar governadores de “ratos” e acusá-los de explorar o legado do pai. A declaração ressalta a disputa por espaço antes de 2026 e reforça o papel central que Jair Bolsonaro ainda exerce na definição de candidatos. Continue acompanhando nosso site para não perder as próximas atualizações do embate eleitoral.

