A arrecadação federal alcançou R$ 254,2 bilhões em julho e estabeleceu o maior patamar para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O volume superou em 4,6 % o resultado de julho de 2023, quando a Receita recolheu R$ 243,1 bilhões.
IOF volta a subir e impulsiona receitas
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi o principal motor do crescimento. A elevação do tributo, autorizada em julho por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve render aproximadamente R$ 12 bilhões extras neste ano. A medida retirou a cobrança sobre o chamado “risco sacado”, mas manteve a incidência sobre operações de crédito, saídas de moeda estrangeira e negócios com títulos.
Mudanças recentes na legislação ampliaram o impacto dessas operações, que vêm exibindo forte expansão em 2025. O incremento do IOF foi tema de disputa entre Executivo, Congresso e Judiciário, mas, na prática, consolidou-se como reforço relevante para o caixa federal sem qualquer redução de despesas públicas.
Apostas on-line adicionam quase R$ 1 bilhão ao Fisco
Outra fonte de receita que apresentou contribuição expressiva em julho foi a tributação sobre apostas esportivas e jogos on-line. O setor, popularizado nos últimos anos, garantiu R$ 928 milhões em recolhimentos para a União. O desempenho confirma o segmento como nova fronteira de arrecadação e indica potencial de crescimento ao longo do segundo semestre.
Resultados acumulados mantêm meta fiscal sob controle
De janeiro a julho, o governo federal somou R$ 1,68 trilhão em receitas brutas. O número ainda não passou por ajuste inflacionário, mas já serve de base para os estudos da equipe econômica voltados ao Orçamento de 2025. A meta fiscal em vigor permite resultado primário dentro de uma faixa que vai de superávit a déficit de até 0,25 % do Produto Interno Bruto, equivalente a R$ 31 bilhões.
Projeções oficiais apontam para déficit de R$ 26,3 bilhões no fim do exercício, montante inferior ao limite mínimo estabelecido pelo novo arcabouço. O desempenho até o momento reforça a estratégia de zerar o saldo negativo sem redução significativa de gastos, com foco em elevação de receitas via impostos e contribuições.
Composição da arrecadação em julho
Além de IOF e apostas on-line, a Receita Federal observou incremento em outras bases de incidência:
- Operações de crédito – aumento nominal impulsionado por maior volume de contratações;
- Saída de moeda estrangeira – reflexo de fluxo cambial mais intenso e da variação do câmbio;
- Negócios com títulos – impacto das alterações normativas que ampliaram a base tributável.
Mesmo sem considerar correção inflacionária, o conjunto desses fatores foi suficiente para levar o resultado mensal ao recorde histórico.


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Imagem: Marcelo Camargo
Comparativo com exercícios anteriores
Desde 2023, o Fisco tem registrado sucessivos recordes mensais. Em valores correntes, a arrecadação de julho subiu R$ 11,1 bilhões frente ao mesmo mês do ano passado. Quando o número é atualizado para valores de 1995, o avanço real também se mantém, comprovando a trajetória ascendente da carga tributária.
Perspectivas para o segundo semestre
Com o IOF ajustado e a regulamentação das apostas implementada, a expectativa é de que ambos os mecanismos sigam contribuindo para o caixa federal nos próximos meses. Técnicos da Receita projetam que a arrecadação das bets pode ultrapassar R$ 10 bilhões em 2025, dependendo da adesão das plataformas estrangeiras ao mercado regulado.
Já o IOF permanece no centro do debate entre os Poderes, especialmente quanto à duração da elevação e ao destino dos recursos. Qualquer alteração adicional na alíquota ou na base de cálculo poderá afetar diretamente o planejamento orçamentário do próximo ano.
O desempenho fiscal sustentado pela elevação de impostos levanta discussões sobre a necessidade de ajustes do lado da despesa, mas, até agora, o governo mantém a estratégia de priorizar aumento de receitas. A continuidade dessa política dependerá da evolução da atividade econômica e do ritmo de decisões judiciais sobre tributos federais.
Para acompanhar mais atualizações sobre a política fiscal e os próximos passos do governo, confira a seção específica em Política.
Em resumo, o recorde de R$ 254,2 bilhões em julho foi puxado pelo retorno do IOF majorado e pela estreia da taxação das apostas on-line, fatores que devem seguir relevantes no segundo semestre. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique por dentro dos próximos números da arrecadação federal.

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