O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou no último sábado (23) uma resolução que atribui ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma “ofensiva” dirigida contra a soberania brasileira. O documento, aprovado em reunião da executiva partidária, sustenta que as ações do governo norte-americano envolveriam manobras militares, pressões econômicas e influência política no Brasil.
Resolução aponta ameaça militar e econômica
No texto, o PT afirma que o país estaria “sob ataque profundo” conduzido por Trump e “aliados no Brasil”, classificados pela legenda como representantes de uma “política imperialista e de extrema-direita”. De acordo com a resolução, a ameaça incluiria:
- Deslocamento de tropas dos Estados Unidos para a costa sul-americana;
- Insinuações sobre a soberania do Arquipélago de Fernando de Noronha e da Base Aérea de Parnamirim;
- Censura e monitoramento de cientistas brasileiros;
- Suposto “ataque” ao sistema de pagamentos instantâneos Pix;
- Interferência em áreas de exploração de terras raras.
A sigla também cita informações de que até três destróieres lançadores de mísseis estariam sendo enviados para a Venezuela, acompanhados do grupo anfíbio Iwo Jima, composto por 4.500 marinheiros, e da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, com 2.200 soldados. Na avaliação do partido, esses movimentos indicariam “caráter autoritário, antidemocrático e intervencionista” por parte de Washington.
Componentes eleitorais e críticas à oposição
Além do aspecto militar, o PT atribui à suposta ofensiva um objetivo eleitoral. Para a legenda, Trump e “setores da direita brasileira” desejariam impedir, em 2026, a continuidade do “projeto de desenvolvimento nacional” liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto menciona explicitamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como apoiador de “medidas externas contra o Brasil” e acusado de ter postura “antinacional e antipatriótica” ao respaldar sanções norte-americanas.
O partido relaciona sua reação aos “ataques estrangeiros” às recentes iniciativas tomadas pelo Executivo, destacando a liberação de crédito emergencial e os estímulos à diversificação de mercados. Essas medidas, alega o documento, comprovariam “compromisso e eficácia” do governo Lula na proteção da economia brasileira.
Defesa de alianças internas contra “fascismo”
A resolução encerra defendendo a construção de alianças políticas e sociais “em defesa da soberania e da democracia”. Segundo o texto, “derrotar o fascismo” seria responsabilidade não apenas do PT ou da esquerda, mas de “toda a sociedade brasileira que defende os interesses nacionais”.
Papel das Forças Armadas e contexto regional
Embora o documento mencione movimentações de navios e fuzileiros norte-americanos, não há confirmação oficial por parte do governo brasileiro ou do Comando Sul dos Estados Unidos sobre eventuais operações voltadas especificamente ao território brasileiro. As informações sobre a aproximação de destróieres estariam ligadas, segundo oficiais ouvidos por agências internacionais, à crise na Venezuela. O PT, contudo, interpreta tais deslocamentos como ameaça direta à soberania nacional.


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Imagem: Internet
No plano diplomático, a nota não apresenta indicação de protesto formal do Itamaraty ou de exigências junto a Washington. Ainda assim, a direção do partido considera “urgente” mobilizar organizações sociais e parlamentares para “repudiar qualquer intervenção estrangeira”.
Repercussão e próximos passos
Até o momento, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília não comentou oficialmente as acusações contidas na resolução. Lideranças da oposição ao governo Lula, por sua vez, classificaram o documento como “retórica partidária” e criticaram o que chamam de “instrumentalização” de temas de defesa para fins políticos. O PT não informou se pretende encaminhar o texto ao Congresso Nacional ou às Nações Unidas.
A expectativa interna da legenda é discutir o assunto em encontros regionais e em futuros pronunciamentos da executiva, reforçando a narrativa de soberania e buscando apoio de outras siglas aliadas.
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Em resumo, o PT atribui a Donald Trump e a setores da direita brasileira uma estratégia que envolveria pressão militar, econômica e eleitoral contra o país. A legenda sustenta que as medidas anunciadas pelo governo Lula respondem a essas ameaças e conclama outras forças políticas a se posicionarem. Continue navegando no portal e fique informado sobre os desdobramentos desse tema e de outras pautas relevantes da vida pública.

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