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Associação dos EUA pressiona Brasil para evitar controle chinês sobre níquel estratégico

Política

A Associação Americana de Ferro e Aço (AISI) enviou um alerta formal ao governo dos Estados Unidos sobre a provável aquisição das operações de níquel da Anglo American no Brasil pela MMG Limited, controlada pela estatal chinesa China Minmetals. A entidade sustenta que a transação ampliará o domínio de Pequim sobre um mineral essencial para a cadeia de produção de aço inoxidável e para indústrias de alta tecnologia, criando novas vulnerabilidades no suprimento global.

Negócio de US$ 500 milhões coloca Barro Alto no radar de Washington

O acordo, avaliado em aproximadamente US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões), envolve a mina e a refinaria integradas da Anglo American em Barro Alto, Goiás, responsáveis por cerca de 40 mil toneladas de níquel em 2023. Se concluída ainda este ano, a compra concederá à MMG Limited 100% das atividades de extração e processamento do mineral no local.

A preocupação norte-americana foi comunicada em carta de 18 de agosto ao Representante de Comércio dos EUA (USTR), embaixador Jamieson Greer. No documento, o presidente do AISI, Kevin Dempsey, solicita que Washington leve o tema ao governo brasileiro e avalie alternativas de mercado capazes de manter o recurso estratégico fora do controle estatal chinês.

“É fundamental que o Brasil preserve a propriedade orientada ao mercado desses ativos de níquel e garanta acesso aberto e justo ao mineral”, escreveu Dempsey.

Concentração nas mãos da China amplia riscos para o Ocidente

Hoje, cerca de 65% de todo o níquel extraído mundialmente é destinado à fabricação de aço inoxidável. A produção concentra-se em poucos países, com Indonésia, Austrália e Brasil liderando as reservas conhecidas. A Indonésia já opera sob forte presença de capitais chineses, quadro que deve se repetir no Brasil caso o negócio com a MMG avance.

De acordo com a AISI, a soma das reservas brasileiras às indonésias, ambas sob influência de Pequim, aproximaria metade dos recursos mundiais de níquel de um mesmo centro decisório. O setor siderúrgico americano teme que esse cenário resulte em maior dependência de cadeias controladas por subsídios estatais, financiamentos direcionados e eventual uso do mineral como ferramenta geopolítica.

O histórico de políticas industriais chinesas pesa na avaliação. Relatórios oficiais dos Estados Unidos descrevem distorções no mercado de matérias-primas promovidas por subsídios, barreiras à exportação e práticas consideradas não orientadas ao livre-mercado. A AISI entende que a compra da planta goiana segue esse padrão de expansão.

Reação diplomática e apelo por alternativas de mercado

Até o momento, o Itamaraty não se manifestou publicamente sobre o pedido. Segundo a associação norte-americana, a principal expectativa é que Brasília considere opções como a busca de investidores privados sem participação estatal estrangeira ou mecanismos que assegurem transparência e pluralidade de compradores.

Embora a venda esteja amparada por regras regulares de mercado, a AISI argumenta que o risco geopolítico supera o ganho financeiro imediato. Para o órgão, manter fontes diversificadas de níquel é condição estratégica para setores de defesa, eletrônicos e mobilidade elétrica nos países ocidentais.

Importância econômica de Barro Alto e implicações internas

A unidade da Anglo American em Goiás representa um dos maiores investimentos em mineração no Centro-Oeste, gerando empregos diretos e indiretos na região. Com a possível mudança de controle, especialistas do setor mineral observam que decisões sobre processamento, preços e destino do produto passariam a obedecer às diretrizes da holding chinesa, alinhada a políticas de Estado.

Para indústrias brasileiras consumidoras de níquel, como fabricantes de ligas metálicas e baterias, ainda não há projeções claras de impactos. Entretanto, fontes do mercado reconhecem que a verticalização chinesa costuma privilegiar exportações de produtos de maior valor agregado para seu próprio mercado interno.

Próximos passos

A conclusão da transação depende de aprovações regulatórias no Brasil e em outras jurisdições onde as companhias operam. A MMG Limited declarou, em comunicado prévio, que pretende finalizar o processo ainda no quarto trimestre. O governo dos EUA promete acompanhar cada fase e reforçar o diálogo com autoridades brasileiras.

Em síntese, o movimento sinaliza mais um capítulo da disputa por minerais críticos, com Washington tentando conter a expansão de Pequim sobre recursos latino-americanos. Resta ao Brasil avaliar se uma venda estratégica ao capital estatal chinês trará benefícios duradouros ou se ampliará a dependência global de um único fornecedor.

Para acompanhar outras pautas que envolvem interesses estratégicos do país e decisões governamentais, acesse nossa seção de política em Geral de Notícias – Política.

Resumo e CTA: A AISI intensificou a pressão sobre Washington para bloquear o domínio chinês no níquel brasileiro, visto como crítico para a indústria ocidental. Com a venda avaliada em US$ 500 milhões aguardando aval regulatório, os próximos meses serão decisivos para definir quem comandará parte relevante das reservas mundiais do mineral. Continue nos acompanhando para atualizações sobre o tema e outras notícias que impactam a soberania econômica do Brasil.

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