A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira protocolou nesta quarta-feira (27) no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de progressão do regime semiaberto para aberto. Segundo os advogados, o ex-policial militar já soma 113 dias de remição de pena, conquistados por meio de leituras, cursos profissionalizantes e atividades laborais desempenhadas na Penitenciária de Magé, no Rio de Janeiro.
O processo está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável por analisar se os requisitos legais foram cumpridos e se a mudança de regime será concedida. A defesa argumenta que, ao atender às exigências da Lei de Execução Penal, Silveira faz jus ao benefício antes mesmo da data inicialmente prevista, 15 de dezembro de 2024.
Leituras e cursos reconhecidos pela Justiça
Conforme o documento entregue ao STF, uma comissão avaliadora validou a leitura de 12 obras literárias por parte de Silveira, entre elas Crime e Castigo, O Príncipe, 1984 e A Revolução dos Bichos. Cada livro, de acordo com o regulamento interno do sistema prisional e as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, representa quatro dias de abatimento. No total, as leituras geraram 48 dias de remição.
Além dos livros, Silveira concluiu dois cursos de qualificação: “Fundamentação da Educação” e “Contabilidade Escolar”. Esses treinamentos adicionaram mais 15 dias de redução da pena. A defesa anexou certificados e relatórios de frequência para atestar a participação.
No campo laboral, o ex-deputado registrou 92 dias de trabalho na unidade prisional, correspondentes a 30 dias e duas horas de remição. Somados, os esforços educacionais e profissionais completam os 113 dias pleiteados.
Cálculo antecipa possível liberação para agosto
Com base no novo saldo, os advogados Michael Pinheiro e Paulo César de Faria sustentam que a data projetada para o ingresso de Silveira no regime aberto pode ser antecipada para 23 de agosto deste ano. A previsão original estabelecia a transição somente em meados de dezembro.
Nos termos da petição, a defesa pede ainda autorização para que o ex-parlamentar cumpra a exigência de pernoite em casa, alegando motivos de saúde. Silveira passou por cirurgia no joelho há cerca de um mês e, segundo os laudos médicos apresentados, necessita de fisioterapia diária e repouso adequado. O trajeto diário até a colônia agrícola de Magé, sustentam os advogados, compromete o processo de recuperação.
Em requerimento anterior, a defesa solicitou prisão domiciliar temporária pelo mesmo motivo, mas o pleito foi negado. Agora, os representantes jurídicos reiteram a urgência de um tratamento pós-cirúrgico contínuo, argumentando que a permanência do ex-deputado em sua residência não representaria risco à ordem pública nem à execução penal.
Próximos passos dependem de despacho do relator
O ministro Alexandre de Moraes tem a prerrogativa de decidir monocraticamente sobre o pedido ou submetê-lo ao plenário da Corte. Caso o relator considere que todos os requisitos foram atendidos, a progressão será formalizada e comunicada à Vara de Execuções Penais competente, que acompanhará o cumprimento das condições impostas.


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Imagem: Internet
Entre as restrições típicas do regime aberto, estão a obrigatoriedade de recolhimento domiciliar noturno, a apresentação periódica em juízo e a manutenção de atividade laboral comprovada. A defesa de Silveira se comprometeu a fornecer comprovantes de emprego e endereços atualizados, em consonância com a lei.
Silveira cumpre pena por crimes de ameaça e incitação contra instituições democráticas, conforme decisão do STF. A condenação, que resultou também na perda do mandato parlamentar, vem sendo contestada por juristas e parlamentares que apontam possíveis excessos da Corte no processo. Mesmo assim, o ex-deputado passou a executar a sentença em 2023, momento a partir do qual iniciou as atividades de estudo e trabalho previstas na legislação.
Direito garantido pela Lei de Execução Penal
A remição de pena por meio de leitura, estudo e trabalho é prevista nos artigos 126 e 128 da Lei de Execução Penal. A norma incentiva a ressocialização, oferecendo ao condenado a possibilidade de reduzir a pena desde que comprove dedicação e aproveitamento. No caso de cursos, é exigida certificação por instituição reconhecida; para as leituras, uma resenha avaliada por comissão formada por pedagogos e servidores.
Especialistas em direito penal observam que o Supremo costuma respeitar as remições desde que os documentos estejam em ordem. Dessa forma, o pedido de Silveira encontra respaldo na jurisprudência e depende apenas da verificação formal dos requisitos pelo relator.
Para acompanhar o desfecho desse e de outros casos envolvendo decisões de Brasília, visite a seção de política do nosso portal, onde publicamos atualizações diárias.
Em resumo, Daniel Silveira busca reconhecer, no STF, o abatimento de 113 dias em sua sentença, resultado de atividades educacionais, culturais e laborais. Se autorizado, o ex-deputado pode passar ao regime aberto já em agosto, marcando mais um capítulo na controvérsia jurídica que cerca sua condenação. Fique atento às próximas decisões e compartilhe esta notícia para que mais pessoas conheçam o andamento do caso.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!