geraldenoticias 1756543131

Devido processo legal volta ao foco após críticas ao STF e ações de Trump

Política

O editorial publicado em 23 de agosto de 2025 pela Gazeta do Povo recolocou o devido processo legal no centro das discussões institucionais, apontando riscos à democracia sempre que autoridades ultrapassam os limites impostos pela lei. O texto relaciona episódios ocorridos no Brasil e nos Estados Unidos para ilustrar como decisões administrativas ou judiciais, quando não observam garantias formais, podem avançar sobre direitos individuais e fragilizar a legitimidade do Estado.

Princípios que sustentam a garantia

No ordenamento jurídico ocidental, o devido processo legal reúne princípios como juiz natural, contraditório e ampla defesa. Códigos processuais determinam cada etapa de um julgamento, garantindo que o acusado saiba do que é imputado e tenha tempo e meios para responder. Nos Estados Unidos, essa prerrogativa é sintetizada pela expressão “day in the court”, o direito de ser ouvido antes de qualquer sanção.

O editorial recorda exemplos cotidianos para ilustrar a importância da regra: até em uma simples multa de trânsito a autoridade deve demonstrar a infração e permitir recurso ao motorista. A lógica, reitera o texto, é a mesma quando estão em jogo liberdades civis, patrimônio ou a própria vida.

Contestações ao Supremo brasileiro

Segundo a publicação, a aplicação desses princípios tem sido comprometida no Brasil. O inquérito das fake news, a repressão aos manifestantes de 8 de janeiro de 2023 e julgamentos virtuais são citados como casos em que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria ignorado etapas processuais básicas. Entre os pontos destacados estão:

  • censura a conteúdos sem indicação clara de qual conduta seria criminosa;
  • condenações apesar da ausência de provas apresentadas pelos órgãos de investigação;
  • sessões virtuais que tornam incerto se os ministros assistem às sustentações orais gravadas pelos advogados;
  • casos originalmente de competência de primeira instância analisados diretamente pelo STF;
  • decisões tomadas de ofício, sem provocação do Ministério Público.

Para o jornal, mesmo tribunais superiores estão obrigados ao texto constitucional — o artigo 5.º, inciso LIV, afirma que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. Qualquer afastamento dessa cláusula, alerta o editorial, compromete o arcabouço democrático.

Hipóteses extremas para ilustrar o risco

Para dimensionar o problema, o texto propõe um exercício: imaginar o Ministério da Educação expulsando sumariamente estudantes conservadores ou obrigando universidades a ficharem opositores. A mera hipótese, afirma o editorial, demonstra o absurdo de se admitir decisões administrativas sem a devida verificação legal. A comparação serve para enfatizar que, em qualquer democracia, não há espaço para perseguições políticas travestidas de atos de governo.

Medidas de Trump também entram em pauta

O editorial amplia o tema ao analisar iniciativas do presidente norte-americano Donald Trump. Entre elas aparecem:

  • ordens que obrigaram universidades, em especial Harvard, a repassar dados de alunos estrangeiros e a suspender novas matrículas de não-americanos;
  • ameaça de corte total de verbas federais a instituições que não cumprissem as determinações;
  • suspensão de credenciais de segurança de advogados em escritórios que atuaram contra o governo;
  • pedido ao Departamento de Justiça para investigar bancas envolvidas em processos movidos contra a administração federal desde 2017.

Nos Estados Unidos, o due process of law é cláusula constitucional. O texto da Gazeta do Povo reforça que nem mesmo o Executivo pode impor restrições a universidades ou profissionais sem seguir procedimentos formais, sob pena de violar liberdades individuais, igualdade perante a lei e autonomia institucional.

Democracia exige limites claros ao poder

Ao colocar lado a lado os casos brasileiros e norte-americanos, o editorial conclui que a estabilidade das democracias depende da disposição de governantes e tribunais em obedecer aos freios legais, sobretudo quando esses limites parecem inconvenientes à autoridade do momento. Qualquer tentativa de contornar o devido processo, ainda que alegadamente bem-intencionada, abre caminho para abusos e enfraquece a confiança nas instituições.

Em síntese, a publicação relembra que posições de mando — conquistadas por eleição ou nomeação — não concedem salvo-conduto para perseguições políticas. A preservação do Estado de Direito exige que investigações, punições ou restrições ocorram sempre dentro do rito previsto em lei, com transparência e defesa garantida.

Para saber como o debate jurídico tem influenciado outras decisões recentes em Brasília, confira a cobertura completa em Política.

O devido processo legal, portanto, permanece como pilar essencial para conter arbitrariedades, proteger direitos e assegurar que a lei prevaleça acima da vontade de quem exerce o poder. Acompanhe nossos próximos artigos e mantenha-se informado sobre os desdobramentos desse tema crucial.

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *