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PT defende Maduro e condena avanço naval dos EUA perto da Venezuela

Política

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota oficial neste domingo (31) em que ataca a movimentação militar norte-americana no sul do Caribe e reitera apoio ao regime de Nicolás Maduro. O texto, assinado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), qualifica como “ameaça” a chegada de navios de guerra dos Estados Unidos à região e exige “respeito à soberania” venezuelana.

PT repete discurso de defesa ao chavismo

De acordo com a nota, o partido do ex-presidente Lula “não aceita ameaças nem atos violentos contra a Venezuela” e sustenta que a América do Sul deve permanecer “exemplo de convivência pacífica”, sem “intervenções autoritárias alheias ao continente”. O documento reafirma os princípios diplomáticos tradicionalmente defendidos pelo PT, que incluem a não intervenção externa mesmo diante de sucessivas denúncias de violações de direitos humanos e crise humanitária no país vizinho.

Humberto Costa, que também ocupa a Secretaria Nacional de Relações Internacionais da legenda, argumenta que “é imperativo que prevaleça a serenidade” e critica qualquer iniciativa militar liderada pelos americanos. Na visão petista, “ameaças e atos violentos” estariam em desacordo com a “tradição de diálogo” da região. Nada é mencionado, porém, sobre a repressão interna praticada pelo governo Maduro nem sobre a perseguição a opositores.

Manobra naval reforça pressão internacional

O movimento contestado pelo PT teve início na sexta-feira (29), quando o chefe de gabinete de Donald Trump, Stephen Miller, anunciou novo deslocamento de forças para o sul do Caribe. Segundo Miller, a operação visa “desmantelar cartéis e facções terroristas estrangeiras” que exploram rotas ilegais na região. Washington sustenta que o regime chavista mantém conexões com esses grupos e facilita o tráfico de drogas.

No sábado (30), mais um navio de guerra de defesa aérea, capaz de lançar mísseis de longo alcance, cruzou o Canal do Panamá vindo do Pacífico e juntou-se a outras sete embarcações já posicionadas. Também foi enviado um submarino nuclear de ataque rápido. Ao todo, aproximadamente 4,5 mil marinheiros integram a frota norte-americana responsável por monitorar as águas próximas à Venezuela.

O reforço naval soma-se a sanções econômicas e denúncias diplomáticas que vêm sendo aplicadas contra Maduro desde 2017. Estados Unidos, União Europeia e dezenas de nações latino-americanas não reconhecem a legitimidade das eleições que mantiveram o chavista no poder e cobram transição democrática, eleições livres e respeito aos direitos humanos.

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Contraste entre alinhamento ideológico e agenda internacional

A reação petista ocorre no momento em que crescem os apelos, dentro e fora da Venezuela, por maior pressão internacional contra o regime. Analistas apontam que o posicionamento do partido brasileiro reforça o histórico alinhamento com governos de esquerda na América Latina, mesmo quando estes enfrentam denúncias de autoritarismo. Já nos Estados Unidos, o governo Trump mantém discurso firme de que “todas as opções estão sobre a mesa” para restaurar a democracia venezuelana.

Embora o PT acuse Washington de “intervenção autoritária”, o Palácio do Planalto, sob gestão anterior, havia condenado reiteradamente as ações de Maduro e defendido soluções pacíficas, porém acompanhadas de pressão política e econômica. O posicionamento divergente dos petistas evidencia a disputa ideológica interna sobre como lidar com a crise venezuelana.

Próximos passos

A Marinha dos EUA ainda não confirmou o número definitivo de navios que permanecerão na área, mas fontes do Departamento de Defesa indicam que o deslocamento deve ser concluído “na próxima semana”. Caso haja novas provocações de Caracas ou incidentes envolvendo embarcações civis, a Casa Branca promete resposta “rápida e proporcional”.

Enquanto isso, o regime de Nicolás Maduro continua a restringir liberdades civis, bloquear a imprensa independente e prender opositores. Milhões de venezuelanos permanecem refugiados em países vizinhos, inclusive no Brasil, fugindo de hiperinflação e escassez de serviços básicos. A nota do PT ignora esses pontos e centra ataque exclusivamente na política externa de Washington.

Internamente, a sigla pretende levar a crítica ao plenário do Senado, onde Humberto Costa deve pedir moção de repúdio à “escalada militar”. Não há sinal, contudo, de apoio majoritário à proposta, uma vez que partidos de centro e direita veem a ação norte-americana como medida legítima de contenção ao regime chavista.

O contraste entre a defesa incondicional de Maduro por parte do PT e a postura de firmeza dos Estados Unidos ilustra o choque de visões sobre segurança regional e direitos humanos. Resta saber se a pressão naval acelerará mudanças em Caracas ou se o regime usará o discurso anti-imperialista para reforçar sua narrativa interna.

Se você busca mais atualizações sobre o cenário político latino-americano, a seção de Política reúne análises e notícias que aprofundam o tema.

Em resumo, o PT voltou a defender o governo chavista e a condenar a presença militar dos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela, enquanto Washington amplia o cerco a Maduro com navios de guerra e sanções. Acompanhe as próximas movimentações e compartilhe esta matéria para manter o debate sobre liberdade e soberania na América do Sul.

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