Um esquema de segurança de grande porte começou a funcionar na Praça dos Três Poderes, em Brasília, a menos de 48 horas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros oito réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O plano, executado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) em conjunto com a Polícia Judicial do STF, reúne policiamento ostensivo, monitoramento aéreo por drones e varreduras eletrônicas diárias.
Reforço no policiamento e drones com sensor térmico
De acordo com as autoridades locais, drones equipados com câmeras térmicas patrulham a área do STF e os principais acessos à Praça dos Três Poderes. A tecnologia identifica deslocamentos e objetos suspeitos mesmo em condições de baixa luminosidade, permitindo resposta rápida das equipes em solo. Além do perímetro do tribunal, pontos estratégicos como Esplanada dos Ministérios, Palácio do Planalto e Congresso Nacional contam com efetivos adicionais de policiais militares.
O policiamento ostensivo inclui barreiras móveis, revista de veículos e controle de circulação de pedestres em horários de maior fluxo. Segundo a SSP-DF, o objetivo é garantir tranquilidade ao público e aos ministros durante todo o calendário de sessões, sem restrições ao direito de ir e vir. Para reforçar a proteção, viaturas equipadas com câmeras de alta definição permanecem estacionadas em cruzamentos-chave, transmitindo imagens em tempo real ao centro de comando.
Centro integrado de inteligência e vigilância digital
O aparato de segurança não se limita às ruas. Uma célula integrada de inteligência foi instalada na sede da secretaria distrital para concentrar informações provenientes de diferentes órgãos. Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além do Gabinete de Segurança Institucional, compartilham dados sobre deslocamentos, manifestações convocadas pela internet e possíveis ameaças virtuais.
Especial atenção é dedicada ao ambiente digital. Equipes de cibersegurança monitoram redes sociais abertas e também fóruns menos acessíveis, inclusive camadas profundas da web, para detectar tentativas de ataque a sistemas judiciais ou movimentos de incitação a atos de vandalismo. Segundo fontes da operação, qualquer sinal de ameaça cibernética gera protocolo imediato de contenção, bloqueio de endereço e investigação de autores.
Varreduras nas residências dos ministros
Além do edifício do Supremo, as residências oficiais e particulares dos onze ministros passam por inspeções diárias conduzidas pela Polícia Judicial. Equipamentos de detecção eletrônica vasculham a presença de dispositivos suspeitos, enquanto cães farejadores inspecionam áreas externas. As rondas são intensificadas nas noites que antecedem as sessões de julgamento, garantindo que deslocamentos ocorram sem incidentes.


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A rotina inclui escolta discreta dos magistrados até o tribunal. Unidades de escolta motorizada acompanham os percursos e se comunicam com o centro de operações, que acompanha o trajeto por câmeras urbanas. O procedimento segue protocolos revistos após os eventos de 8 de janeiro, quando prédios dos Três Poderes sofreram depredação.
Calendário das sessões e atenção ao 7 de Setembro
O julgamento está marcado para 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A proximidade com o feriado de 7 de Setembro, data que costuma mobilizar grandes públicos na capital federal, levou as autoridades a ampliar o plano por todo o período. A SSP-DF mantém contingente de prontidão extra na véspera e no dia da comemoração, a fim de evitar que manifestações populares interfiram na agenda do STF.
Segundo a agenda divulgada pelo tribunal, cada sessão ocorre a partir das 14h. O acesso de público ao plenário será restrito e sujeito a credenciamento prévio. Representantes de imprensa terão lugares controlados, e equipamentos eletrônicos passarão por revista por raio X. O STF afirma que as medidas seguem padrões internacionais de segurança para cortes constitucionais.

Imagem: Internet
Aprendizados e protocolos atualizados
Autoridades responsáveis destacam que o planejamento se apoia em lições aprendidas após episódios de ataques a instituições públicas. Entre os procedimentos aprimorados estão a rápida mobilização de tropas de reserva, a coordenação em tempo real entre diferentes corporações e o armazenamento de registros visuais em servidores protegidos contra interrupções.
Outro ponto reforçado é a comunicação instantânea com unidades de pronto atendimento de saúde, preparadas para responder a eventuais ocorrências sem sobrecarregar o sistema hospitalar da cidade. A Aeronáutica mantém espaço aéreo controlado sobre o centro de Brasília, restringindo voos não autorizados durante as sessões.
Para a SSP-DF, o esforço conjunto demonstra que o Distrito Federal dispõe de recursos tecnológicos e humanos para garantir a ordem pública e preservar o andamento de processos de alta relevância nacional. O Ministério da Justiça acompanha as ações, mas a execução diária fica sob comando local.
Interessados em acompanhar o desenrolar do julgamento e outras pautas do Legislativo podem visitar nossa seção de Política, onde as atualizações serão publicadas ao longo dos próximos dias.
Em síntese, a operação de segurança reúne vigilância aérea por drones, monitoramento digital em tempo real e policiamento reforçado em terra para assegurar que as sessões do STF transcorram sem incidentes. Continue acompanhando nosso portal e receba alertas imediatos sobre os desdobramentos do caso.
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