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Haddad reconhece que esquema do PCC pode ter movimentado centenas de bilhões

Política

Brasília — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu que o esquema de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ter alcançado cifras muito superiores aos R$ 52 bilhões já identificados pela Receita Federal e pela Polícia Federal. Em entrevista concedida à BandNews, o titular da pasta afirmou não ser exagero estimar valores “na casa das centenas de bilhões de reais”.

Operações recentes expõem a estrutura do crime

Na semana passada, três operações simultâneas miraram a facção criminosa. A investigação detalhou uma cadeia que começava na importação de insumos químicos, passava pela adulteração de combustíveis e terminava na venda ao consumidor em postos de gasolina próprios. Para sustentar o negócio, o PCC mantinha frota de caminhões-tanque, terminal portuário privado e investimentos avaliados em cerca de R$ 30 bilhões em corretoras instaladas na Avenida Faria Lima, principal polo financeiro de São Paulo.

Os relatórios oficiais registram movimentação financeira de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com evasão estimada em R$ 8 bilhões em tributos. De acordo com Haddad, porém, o montante real pode chegar a R$ 100, R$ 200 ou até R$ 300 bilhões, dependendo do aprofundamento das análises.

Além do volume de recursos, chamou a atenção dos investigadores a estratégia de depósitos fracionados — mecanismo usado para evitar alertas automáticos do sistema bancário e dificultar o rastreamento.

Fintechs voltam ao radar da Receita

Haddad reconheceu que a brecha regulatória envolvendo fintechs contribuiu para a ocultação de valores. Segundo ele, a Receita havia recuado de norma que exigia dessas empresas o mesmo padrão de reporte já adotado pelos grandes bancos. A suspensão coincidiu com polêmica sobre suposta taxação do PIX, debate que o ministro classificou como “fake news” naquele momento.

Com a deflagração das operações, a portaria foi restabelecida. Agora, as fintechs deverão repassar todas as informações de movimentações financeiras referentes ao primeiro semestre de 2025. “Vamos poder revisitar esses dados, que foram processados manualmente”, afirmou Haddad, acrescentando que a Receita poderá informar autoridades policiais sempre que identificar transações suspeitas.

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A demora na equiparação regulatória, no entanto, abriu caminho para que o crime organizado se valesse justamente dessas plataformas menos vigiadas. A oposição acusa o governo de ter sido leniente e de recuar em fiscalização sob pressão de parlamentares alinhados a interesses de grupos financeiros.

Repercussão política

Parlamentares de oposição interpretaram as declarações de Haddad como sinal de complacência anterior do Executivo. O senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Lava Jato, declarou que o “governo Lula é frouxo contra o crime organizado” e cobrou mais rapidez em medidas de controle financeiro. Já setores aliados ao Palácio do Planalto tentam minimizar a polêmica, alegando que a reedição da norma demonstra empenho na repressão à criminalidade.

Internamente, cresce a pressão para que o Ministério da Fazenda apresente relatório completo sobre valores sonegados e impactos na arrecadação. Técnicos da Receita avaliam que a recuperação de tributos poderá reforçar o caixa federal em momento de déficit projetado para 2025.

Como funcionava o esquema de combustíveis

O modelo investigado começava com importação de solventes e outros químicos subfaturados. Em laboratórios clandestinos, o PCC adulterava gasolina e diesel, reduzindo custos e ampliando lucro. O produto era distribuído na própria rede de postos, vendendo ao consumidor final mistura de baixa qualidade. O fluxo de caixa, por sua vez, era pulverizado em contas de pessoas físicas e jurídicas, posteriormente canalizado para aplicações em corretoras, imóveis e operações de câmbio.

Autoridades também identificaram uso de paraísos fiscais e compra de criptomoedas, estratégia que facilita remessas internacionais e dificulta rastreamento. A estimativa é de que, apenas em contratos de futuros de petróleo, o grupo tenha girado recursos superiores a R$ 10 bilhões.

Próximos passos das investigações

A Receita Federal prepara cruzamento de dados bancários, fiscais e aduaneiros. A Polícia Federal, por sua vez, analisa centenas de celulares e computadores apreendidos para rastrear beneficiários. Fontes ligadas ao Ministério Público apontam que novas fases da operação devem ocorrer ainda neste semestre, com medidas de bloqueio de ativos e pedidos de cooperação internacional.

Especialistas em compliance lembram que o Brasil adotou os padrões do Grupo de Ação Financeira (GAFI) contra lavagem de dinheiro, mas a efetividade depende de fiscalização uniforme em todos os agentes financeiros, incluindo fintechs e plataformas digitais.

Para acompanhar outras movimentações do cenário político e fiscal, acesse a seção dedicada em Política e fique por dentro das atualizações.

Em síntese, o próprio ministro da Fazenda reconhece que a estrutura financeira do PCC pode ter alcançado dimensão inusitada, escancarando fragilidades de fiscalização. A reativação de normas para fintechs será teste crucial para o governo demonstrar rigor no combate ao crime organizado. Continue acompanhando nossos conteúdos e saiba como essas medidas podem impactar a economia e a segurança pública.

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