O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu, na tarde de segunda-feira (1º), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para tratar da proposta de anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro. O encontro ocorreu na residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. A reunião reservada começou por volta das 16h e se estendeu por pouco mais de uma hora.
Reforço político em momento decisivo
Segundo relatos de aliados presentes à reunião, Lira levou uma mensagem de solidariedade e reiterou apoio ao ex-chefe do Executivo no dia que antecede o julgamento que pode resultar em nova condenação a Bolsonaro. A conversa serviu, sobretudo, para alinhar estratégias a favor de um projeto de anistia amplo, contemplando manifestantes, autoridades políticas e militares envolvidos nos atos investigados.
Interlocutores avaliaram o encontro como símbolo de manutenção de laços entre os dois líderes. Para o grupo aliado, a visita demonstra que o presidente da Câmara não pretende deixar Bolsonaro isolado no momento em que enfrenta diversos processos. O ex-presidente tem recorrido a reuniões discretas para preservar protagonismo e, paralelamente, delegou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a condução de diálogos públicos sobre a pauta.
Negociações e resistências no Congresso
Durante a conversa, Lira apresentou um diagnóstico do ambiente no Legislativo. De acordo com o presidente da Câmara, o texto da anistia avança entre deputados do PL e siglas do Centrão, mas encontra resistência em segmentos da base governista e até em partidos de oposição considerados moderados. A possibilidade de um dispositivo mais restrito foi discutida como alternativa para reduzir objeções e garantir maioria em plenário.
A oposição definiu o assunto como prioridade para esta semana. Líderes partidários têm reunião marcada para terça-feira, às 11h, com o objetivo de acertar calendário e estratégias. No desenho idealizado por Bolsonaro e apoiadores, a votação ocorreria ainda no primeiro semestre, assegurando base legal para rever condenações já expedidas e evitar sentenças futuras.
Nos bastidores, articula-se também a inclusão de membros das Forças Armadas e de policiais que respondem a processos relacionados às manifestações. A medida é vista como forma de reforçar coesão e obter apoio extra na Câmara, onde a presença de parlamentares ligados ao setor de segurança pública é expressiva.


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Caminhos possíveis para aprovação
Aliados do ex-presidente mapeiam dois cenários. No primeiro, o texto seria votado em comissão especial, com relator de perfil favorável à anistia, e depois seguiria ao plenário. No segundo, haveria trâmite acelerado com pedido de urgência, exigindo apoio de 257 deputados para suprimir etapas. A decisão sobre qual trajetória adotar depende do balanço de votos projetado após as rodadas de negociação desta semana.

Imagem: Internet
Ao longo da reunião, os interlocutores analisaram ainda a reação do Palácio do Planalto. A avaliação predominante é que o governo tende a liberar bancada, evitando desgaste público, mas pode atuar nos bastidores para restringir o alcance da proposta. A leitura de aliados é de que a resistência maior virá de partidos que se consideram independentes, mas mantêm cargos no Executivo.
Próximos passos
A pauta deve voltar ao centro das atenções nos próximos dias, especialmente porque o Supremo Tribunal Federal mantém julgamento de réus dos atos de 8 de janeiro em ritmo contínuo. Cada nova sentença amplia a pressão por uma solução legislativa. Bolsonaro, mesmo em prisão domiciliar, pretende seguir coordenando encontros reservados para calibrar apoio, enquanto parlamentares favoráveis à anistia trabalham para apresentar o texto final até o fim do mês.
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Em síntese, o movimento de Jair Bolsonaro ao receber Arthur Lira reforça a ofensiva para aprovar a anistia e consolidar respaldo político na Câmara. Fique atento aos próximos capítulos e compartilhe esta matéria com quem acompanha a agenda de votações em Brasília.
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