Um grupo de generais da reserva critica, em mensagens de WhatsApp, o silêncio do comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, diante do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolve oficiais de quatro estrelas acusados de participar de uma trama contra a ordem institucional. Eles pedem que o chefe da Força assuma publicamente a defesa dos colegas, alegando que uma eventual condenação pode afetar a coesão interna do Exército.
Pressão interna sobre Tomás Paiva
No centro da mobilização estão oficiais que, apesar de aposentados, mantêm influência sobre a ativa por sua trajetória em postos estratégicos. Em texto compartilhado entre eles, os generais salientam que “o Exército vai sangrar com tão inusitado julgamento” e recordam que nunca houve, na história do país, condenação judicial de oficiais de tão alto escalão. O documento aponta que os réus — entre eles os generais Walter Braga Netto e Augusto Heleno — prestaram “inestimáveis serviços ao Brasil” e são “muito queridos e respeitados” pela tropa.
Segundo o grupo, a Corte estaria conduzindo um processo “parcial e direcionado”, argumento usado para justificar a necessidade de pronunciamento institucional. Para os signatários, somente Tomás Paiva possui estatura para representar o peso político da Força diante do STF. “Ele é a única autoridade que pode falar em nome do Exército”, ressalta o texto obtido pela imprensa.
Temor de desgaste e impacto na tropa
Os generais afirmam que uma condenação poderá ser “muito mal recebida” pelos militares da ativa, afetando diretamente a moral e o prestígio da instituição. O grupo sugere que o comandante destaque o “alto conceito e qualificação” dos acusados, bem como os reflexos negativos de um eventual veredicto desfavorável. O ponto central é evitar que a imagem da Força seja associada a práticas consideradas ilícitas, algo que, na visão dos reservistas, comprometeria décadas de construção de credibilidade junto à sociedade.
Entre os réus estão ex-ministros do governo Jair Bolsonaro que ocuparam funções relevantes ao longo da carreira. Walter Braga Netto foi ministro da Defesa e da Casa Civil, enquanto Augusto Heleno chefiou o Gabinete de Segurança Institucional. Ambos, agora, respondem a ações penais por suposta participação em plano para subverter o resultado das urnas de 2022.
Comandante prefere discrição
Até o momento, o Exército não se manifestou oficialmente sobre o pedido de intervenção. Nos bastidores, a avaliação é que Tomás Paiva busca preservar a imagem de neutralidade da instituição, evitando interferir em processos que correm no Judiciário. A postura discreta, no entanto, desagrada parte da reserva, que vê na omissão um risco de julgamento político sem reação à altura.


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Analistas militares destacam que o Código de Ética da Força determina lealdade às instituições democráticas, mas também cobra defesa da honra corporativa. Esse equilíbrio fica mais complexo quando oficiais de alta patente passam à condição de réus. A pressão, portanto, tende a aumentar à medida que o STF avança na análise de provas e depoimentos.
Repercussão na ala moderada
Os generais que subscrevem a cobrança costumam ser classificados como integrantes da ala moderada e legalista. Ainda assim, consideram que o processo contra colegas extrapola os limites do “justo e devido”. A alegação de parcialidade se apoia, principalmente, no argumento de que os acusados teriam apenas expressado opiniões sobre o cenário político, sem articular ações concretas contra o Estado.

Imagem: Internet
Dentro da caserna, oficiais mais jovens acompanham com atenção os desdobramentos. Há o receio de que decisões judiciais provoquem disputas internas e abalem a hierarquia. Para minimizar tensões, algumas correntes defendem que o comandante dialogue com o Supremo longe dos holofotes, buscando acordos que evitem desgaste público. Já os reservistas que assinam a carta exigem um gesto explícito, capaz de demonstrar solidariedade e reforçar a unidade da tropa.
Próximos passos
A expectativa é de que o julgamento dos generais prossiga nas próximas semanas. A defesa trabalha para afastar a acusação de tentativa de golpe, enquanto a Procuradoria-Geral sustenta que houve planejamento sistemático para subverter a ordem democrática.
Se o STF condenar os militares, caberá ao comandante administrar eventuais reflexos internos, incluindo questionamentos sobre promoções, honrarias e até reservas remuneradas. Caso a absolvição prevaleça, o episódio servirá como teste à autonomia do Judiciário e à capacidade das Forças Armadas de manterem disciplina sob pressão política.
Para mais análises sobre decisões que impactam o cenário institucional do país, visite a seção de Política do Geral de Notícias.
Em resumo, generais quatro estrelas da reserva intensificam a cobrança para que o comandante do Exército se posicione em defesa dos colegas julgados no STF. O desfecho do caso poderá definir a relação entre a Corte e as Forças Armadas nos próximos anos. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique informado sobre os desdobramentos políticos que influenciam o Brasil.
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