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PL reage e pressiona por anistia ampla que inclua Bolsonaro

Política

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), rechaçou nesta quinta-feira (4) a proposta de anistia “light” desenhada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O texto alternativo, costurado por aliados do senador, prevê redução de penas para participantes dos atos de 8 de Janeiro, mas exclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Sóstenes, a iniciativa extrapola o papel institucional de Alcolumbre e contraria a estratégia da oposição de aprovar uma anistia ampla.

Deputado critica intervenção do Senado

Segundo Cavalcante, o presidente do Senado deve apenas pautar as matérias, não redigir versões paralelas. “O Senado pode propor ajustes quando o projeto chegar lá; alterar o texto antes disso fere o devido processo legislativo”, afirmou o parlamentar. Ele sustenta que qualquer emenda feita pelos senadores deverá retornar à Câmara, etapa que, na avaliação do PL, pode atrasar ou esvaziar a proposta original.

O rascunho elaborado por interlocutores de Alcolumbre limita a anistia aos réus já condenados ou processados por participação direta nos eventos de 8 de Janeiro, excluindo figuras de comando. Na prática, a medida permitiria redução de pena ou substituição da prisão por medidas alternativas, mas não alcançaria Bolsonaro nem demais investigados por suposta articulação de golpe.

Para a bancada do PL, restringir o alcance da anistia afronta o princípio da isonomia. O partido defende que todos os investigados, denunciados e condenados por supostos crimes contra o Estado Democrático de Direito sejam contemplados, inclusive o ex-chefe do Executivo, cujo julgamento no Supremo Tribunal Federal pode ser concluído nos próximos dias.

Estratégia da oposição na Câmara

Nos bastidores, PL, PP, Republicanos e União Brasil já contabilizam 242 votos favoráveis ao projeto original de anistia. São necessários 257 votos — maioria absoluta da Casa — para aprovar uma proposta de lei complementar. O bloco oposicionista pretende colocar o texto em votação logo após o STF concluir o julgamento de Bolsonaro, calculando que uma eventual condenação aumente a pressão política por uma saída legislativa.

Aliados do ex-presidente argumentam que uma anistia ampla reduziria tensões institucionais e encerraria o ciclo de acusações ligadas ao pleito de 2022. Ao mesmo tempo, admitem nos corredores do Congresso o receio de que um perdão parcial incentive questionamentos de inconstitucionalidade no Supremo. “Se for para pacificar, que seja para todos”, ecoou um deputado do PP que pediu reserva.

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A base governista, por sua vez, trabalha para adiar qualquer votação sobre o tema. Líderes próximos ao Palácio do Planalto defendem que a discussão ocorra somente após as eleições municipais de outubro, evitando que vereadores e prefeitos usem o debate como pauta eleitoral. Eles contam com a resistência pública de ministros do STF, que consideram inconstitucional o perdão a crimes contra a democracia, para reforçar o discurso de postergação.

Impacto sobre o julgamento no STF

O Supremo segue examinando denúncias relacionadas ao 8 de Janeiro e pode anunciar, ainda nesta semana, a sentença contra Bolsonaro. A eventual condenação reforçaria a narrativa de que o ex-presidente teria tentado subverter o resultado eleitoral. Nesse contexto, a oposição vê na anistia uma resposta legislativa para proteger o aliado e, ao mesmo tempo, beneficiar centenas de réus que já cumprem pena em diferentes unidades prisionais do país.

Ministros da Corte sinalizaram, em conversas reservadas, que enxergam vícios de constitucionalidade numa anistia que abranja crimes contra o Estado Democrático de Direito. Mesmo assim, parlamentares do PL consideram que o Congresso tem competência para legislar sobre matéria penal e enfatizam precedentes históricos de anistias políticas aprovadas em momentos de crise institucional.

Próximos passos no Congresso

Caso o texto seja votado na Câmara com o formato amplo, seguirá ao Senado, onde Alcolumbre poderá propor mudanças. Se os senadores aprovarem qualquer alteração, o projeto retorna aos deputados, fase que pode arrastar a tramitação para o segundo semestre. Por isso, o PL pressiona por um acordo que evite modificações substanciais, garantindo a promulgação ainda neste ano legislativo.

A oposição avalia marcar sessões deliberativas na semana subsequente ao fim do julgamento no STF. Já governistas buscam esvaziar o quórum, usando como argumento o calendário eleitoral e a necessidade de debater temas econômicos, como a reforma tributária. A disputa de narrativas promete prolongar o impasse.

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Em síntese, a oposição, liderada pelo PL, sustenta que apenas uma anistia total, incluindo Jair Bolsonaro, trará pacificação institucional. O governo aposta no STF e no calendário municipal para retardar a votação. Resta agora observar se a base bolsonarista alcançará os 257 votos necessários ou se a versão “light” de Alcolumbre ganhará terreno no Congresso. Continue acompanhando e fique atento às próximas movimentações.

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