Brasília, 05 de setembro de 2025 – A discussão sobre quem, de fato, mantém relações com o crime organizado ganhou novos capítulos após a divulgação de informações que associam nomes ligados ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores (PT) ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As revelações contrastam com as acusações direcionadas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), alvo de críticas por suposto favorecimento à facção em razão de um vídeo que alcançou mais de 336 milhões de visualizações.
Contador de Lula citado em investigações
Em 2022, reportagens nacionais apresentaram detalhes sobre um contador que prestava serviços a Luiz Inácio Lula da Silva e a um de seus filhos. O profissional foi citado em inquérito da Polícia Federal como suspeito de lavar R$ 16 milhões em prêmios de loteria para o PCC. Conforme apurações, ele e a esposa teriam ganhado 55 vezes na loteria apenas em 2021. Em depoimento, o próprio contador declarou ter atendido um dos principais traficantes da facção.
Até o momento, não há registro de medidas judiciais conclusivas contra o contador. Entretanto, o episódio levantou dúvidas sobre os filtros adotados por pessoas próximas ao ex-presidente. Apesar do volume de informações, o assunto recebeu pouca repercussão entre parlamentares de esquerda – os mesmos que agora insistem em relacionar Nikolas Ferreira ao crime organizado.
Visitas oficiais em áreas controladas pelo tráfico
Em 2023, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, visitou o Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. De acordo com fontes policiais, a presença de autoridades federais no local é inviável sem autorização prévia de grupos criminosos que controlam o território. No mesmo ano, Lula esteve na Favela do Moinho, em São Paulo, em evento articulado por uma ONG citada em investigações sobre vínculos com o PCC.
Ainda em 2024, a chamada “dama do tráfico” – acusada de integrar a cúpula da facção – participou de agenda em Brasília com passagens e diárias pagas pelo Ministério dos Direitos Humanos. Fotografias mostram a presença da suspeita ao lado de parlamentares como Guilherme Boulos (PSOL-SP) e André Janones (Avante-MG), além de registros dentro do Ministério da Justiça. Meses depois, a mulher foi presa após permanecer cinco meses foragida.
Preferência eleitoral declarada pela facção
Documentos obtidos pela polícia indicam que, em 2022, detentos do PCC orientaram familiares a votar em uma candidata do PT, esposa de um condenado a 48 anos de prisão. Em 2024, bilhetes interceptados reforçaram o apoio da facção à chapa municipal composta por Guilherme Boulos e Marta Suplicy, então filiados a PSOL e PT, respectivamente. Em outra interceptação telefônica, um integrante admitiu manter “diálogo cabuloso” com o Partido dos Trabalhadores.


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A despeito dessas evidências, o governo federal rejeitou propostas no Congresso que classificariam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Parlamentares de oposição argumentam que a decisão fragiliza o combate às facções e beneficia indiretamente grupos criminosos.
Contrato público com empresa investigada
Nesta quinta-feira, 4 de setembro, veio à tona que uma distribuidora de combustíveis alvo de apuração por repassar recursos ao PCC mantém contrato ativo com a Presidência da República e com ministérios. A revelação ampliou questionamentos sobre o controle de integridade nos processos de compras governamentais.
Ataques a Nikolas Ferreira carecem de provas
Apesar dos fatos envolvendo figuras ligadas à esquerda, o foco de críticas se voltou ao deputado Nikolas Ferreira após a Operação Carbono Oculto. Adversários alegam que o vídeo de arrecadação via PIX, publicado em 2025, teria facilitado transações ilícitas. Entretanto, veículos da chamada “velha mídia” admitiram não existir prova concreta que vincule o parlamentar ao financiamento do crime organizado.

Imagem: Eds Silva
O próprio deputado afirma que ingressará com ações judiciais contra os responsáveis pelas acusações. Segundo ele, a tentativa de associá-lo ao PCC ignora cronologia básica, pois os esquemas destacados ocorreram entre 2020 e 2024, anos antes da publicação do vídeo.
Seletividade e silêncio sobre ligações à esquerda
Para aliados de Nikolas, a recorrente omissão sobre os episódios envolvendo o PT confirma um padrão de seletividade: enquanto críticas ao parlamentar geram pedidos de censura e suspensões em redes sociais, denúncias sobre conexões de nomes ligados ao governo raramente resultam em investigações aprofundadas ou condenações midiáticas.
O debate ganha relevância em um momento em que o país discute reformas na legislação antiterrorismo e novos instrumentos de combate às facções. Sem consenso, cresce a pressão para que o governo esclareça a relação de seus aliados com empresas ou pessoas investigadas por lavar dinheiro para organizações criminosas.
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Em síntese, documentos, depoimentos e contratos públicos indicam vínculos frequentes entre figuras associadas à esquerda e o PCC, ao passo que acusações contra Nikolas Ferreira seguem sem lastro factual. A expectativa é de que os próximos desdobramentos jurídicos tragam clareza sobre responsabilidades e eventuais punições. Continue acompanhando nossas reportagens e fique informado sobre as investigações em curso.
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