O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a cadeia nacional de rádio e televisão, na noite de 6 de setembro, para apresentar sua mensagem alusiva ao Dia da Independência. Durante pouco mais de cinco minutos, o chefe do Executivo enfocou o tema da soberania nacional e distribuiu recados diretos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Recado a Trump e Bolsonaro
Lula ressaltou, logo no início, que o Brasil “não será colônia de ninguém” e rejeitou qualquer tipo de interferência externa. A afirmação apareceu como resposta às medidas comerciais anunciadas recentemente por Trump, que pretende aplicar sobretaxa de 50% a produtos brasileiros e impor sanções a autoridades do país. Ao abordar o assunto, Lula afirmou que o Brasil “mantém relações amigáveis com todos”, porém “não aceita ordem de quem quer que seja”.
O presidente também dirigiu comentários indiretos a Bolsonaro e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Citando negociações que teriam sido feitas junto ao governo norte-americano em busca de anistia para o ex-mandatário, Lula classificou as tratativas como “inaceitáveis” e chamou os envolvidos de “traidores da pátria”. Sem mencionar nomes, declarou ser “inadmissível” que políticos brasileiros “estimulem ataques ao Brasil” para proteger interesses particulares.
Em seguida, Lula tentou afastar a imagem de ingerência sobre o Poder Judiciário. “Zelamos pelo cumprimento da Constituição, que garante independência entre os Três Poderes. O presidente não pode interferir em decisões da Justiça, por mais que queiram impor isso ao nosso país”, declarou, em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal que envolve Bolsonaro.
Outros pontos do discurso
Além da soberania, Lula destacou iniciativas internas. Uma delas foi a defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado em 2020 e alvo de críticas provenientes da administração Trump, segundo o Planalto. O presidente descreveu o Pix como ferramenta que facilita transações e reduz custos para a população.
Outro tema central foi o projeto de isenção de Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês. Lula indicou que a proposta figura entre as prioridades do governo no Congresso e que, se aprovada, beneficiará diretamente a classe média assalariada.


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A regulamentação das big techs também recebeu destaque. O presidente afirmou que empresas de tecnologia “não estão acima da lei” e reclamou do uso das plataformas para disseminar fake news, discurso de ódio, golpes financeiros e exploração sexual de menores. Segundo ele, a aprovação de um marco regulatório é indispensável para impedir crimes virtuais e proteger os cidadãos.
O pronunciamento foi gravado durante a semana no Palácio da Alvorada. Na exibição nacional, iniciada às 20h30, telespectadores relataram falhas técnicas, inclusive corte abrupto na transmissão e problemas de áudio na Rede Globo.

Imagem: Internet
Contexto político
A fala ocorreu em um momento de tensão institucional. De um lado, o Supremo Tribunal Federal julga denúncias contra Bolsonaro por suposta incitação a atos antidemocráticos. Do outro, o governo dos Estados Unidos, sob liderança de Trump, pressiona Brasília com barreiras tarifárias e sanções. Ao defender a soberania, Lula buscou se posicionar como contraponto às críticas externas e internas, sublinhando que “o Brasil tem um único dono: o povo brasileiro”.
Embora não tenha mencionado reeleição, o presidente encerrou o pronunciamento afirmando que “todos os nossos esforços se voltam ao bem-estar do povo”. Dentro do Congresso, a base aliada tenta acelerar a tramitação de propostas econômicas enquanto a oposição critica o que chama de “retórica ideológica”.
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Em síntese, a mensagem de 7 de Setembro reforçou o tom nacionalista do Planalto e mirou adversários domésticos e internacionais em defesa da autonomia brasileira. Continue acompanhando o Geral de Notícias para obter cobertura completa dos desdobramentos políticos e econômicos que impactam o país.
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