São Paulo, 7 de setembro de 2025 — O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aproveitou a manifestação da direita na Avenida Paulista para cobrar publicamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e enviar recados diretos ao Supremo Tribunal Federal. Em discurso de pouco mais de 20 minutos, o chefe do Executivo paulista exigiu que a proposta de anistia aos presos de 8 de janeiro seja colocada em votação e criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, previsto para esta semana.
Cobrança ao comando da Câmara
Diante de milhares de simpatizantes, Tarcísio afirmou que “nenhum presidente da Câmara pode conter a vontade da maioria” e destacou que mais de 350 deputados já sinalizaram apoio à anistia. A fala foi dirigida nominalmente a Hugo Motta, responsável por definir a pauta do plenário. “Hugo, paute a anistia. Deixa a Câmara decidir. Trazer a anistia para a pauta é resgatar a justiça e fortalecer o Império da Lei”, declarou o governador.
Tarcísio esteve em Brasília na semana anterior justamente para pressionar a Mesa Diretora da Câmara. Segundo aliados, a expectativa da oposição é que o texto seja apreciado logo após o desfecho do julgamento de Bolsonaro. A proposta prevê perdão judicial aos envolvidos nos atos em frente ao Congresso e ao STF em 8 de janeiro de 2023, hoje presos ou processados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Criticas ao Supremo e defesa de Bolsonaro
Ao abordar o processo que corre no STF, Tarcísio classificou como “inexistente” o crime imputado a Jair Bolsonaro e alegou falta de provas materiais. Para ele, toda a acusação se sustenta numa delação “extraída sob coação” do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. “Se não há ordem escrita, áudio ou mensagem que vincule o presidente ao 8 de janeiro, como admitir condenação?”, questionou.
O governador também acusou o ministro Alexandre de Moraes de exercer poder além dos limites constitucionais. “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro. Vamos lutar para que a arbitrariedade tenha fim”, disse, arrancando aplausos do público que ocupava vários quarteirões da via. De mãos dadas com parlamentares da oposição, Freitas frisou que o País não aceitará “a ditadura de um Poder sobre o outro”.
Contexto da manifestação
O ato na Paulista ocorreu no feriado da Independência e reuniu movimentos conservadores, partidos de oposição e lideranças religiosas. Caravanas vindas de diferentes estados chegaram à capital paulista já na madrugada. Entre as faixas erguidas, predominavam pedidos de intervenção no Supremo, apoio à anistia e mensagens de incentivo a Bolsonaro.


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A Secretaria de Segurança Pública ainda não divulgou estimativa oficial de público, mas a organização fala em mais de 250 mil participantes. O policiamento foi reforçado com efetivo da Polícia Militar e bloqueios de trânsito nas principais vias de acesso.
Repercussão política
Líderes governistas na Câmara reagiram às declarações do governador, argumentando que a matéria sobre anistia precisa de análise prévia da Comissão de Constituição e Justiça. Já deputados da oposição enxergam espaço para votação imediata, visto o apoio obtido no plenário. Hugo Motta, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta edição.

Imagem: Reprodução
No Senado, aliados do Palácio do Planalto afirmam que eventual aprovação da anistia esbarrará em “falta de ambiente” na Casa Alta. Ainda assim, senadores conservadores articulam audiência pública para discutir o tema caso o texto avance na Câmara.
Próximos passos na Câmara e no STF
A Corte Suprema incluiu o processo contra Bolsonaro na pauta desta quarta-feira (10). O relator Alexandre de Moraes deverá apresentar voto pela condenação, enquanto outros ministros avaliam pedir vista. Se confirmada a expectativa de Tarcísio e da oposição, uma eventual sentença pode acelerar a tramitação da anistia, transformando o Plenário da Câmara no centro do novo embate institucional.
Nos bastidores, líderes da minoria articulam pedido de urgência para que a Proposta de Lei seja votada logo após o feriado prolongado. A estratégia é utilizar a pressão das bases, evidenciada na Paulista, para forçar Hugo Motta a incluir o tema na Ordem do Dia ainda em setembro.
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Em resumo, o discurso de Tarcísio de Freitas reforçou a mobilização da direita em torno da anistia e elevou o tom contra o STF. A cobrança direta a Hugo Motta amplia a tensão entre Executivo estadual, Legislativo federal e Judiciário. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta matéria para manter o debate informado.
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