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Moro reafirma liberdade de expressão e ignora ataques de Gregorio Duvivier

Política

Sérgio Moro utilizou sua recém-criada conta no Twitter para sustentar o princípio da liberdade de expressão após ser alvo de insultos do humorista Gregorio Duvivier durante o ato “Lula Livre”, realizado em abril de 2019. Nos posts, o então ministro da Justiça e Segurança Pública deixou claro que não pretende recorrer à Justiça contra o comediante e que vê no debate amplo, e não na censura, o caminho adequado para lidar com críticas, ainda que ofensivas.

Ofensas durante ato político

No dia 7 de abril, em São Paulo, Duvivier chamou Moro de “fraco, frágil, covarde” e usou termos de baixo calão para se referir ao magistrado que conduziu a Operação Lava Jato. As declarações ocorreram em cima do trio elétrico de um evento partidário em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao longo de quase um mês, o episódio permaneceu restrito a redes sociais e pequenos registros da imprensa. Porém, em 6 de maio, o assunto voltou ao debate após Moro publicar uma série de mensagens na plataforma que passou a utilizar oficialmente para se comunicar com o público.

Tuítes direcionados aos apoiadores

Logo na primeira postagem, o ministro esclareceu que respondia, na verdade, a seguidores que sugeriam medidas judiciais contra as ofensas. “Reporto-me a mensagens sugerindo providências contra declarações ofensivas”, escreveu. Ele não citou o nome de Duvivier, referindo-se apenas a um “suposto comediante em evento político-partidário”.

Essa menção indireta bastou para que surgissem manchetes sobre um suposto confronto pessoal entre os dois. No entanto, a sequência de tuítes de Moro demonstra foco na defesa institucional da liberdade de expressão, tema que tem sido alvo de discussões envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

Defesa firme da liberdade de expressão

Moro reproduziu, em seus tuítes, trechos de decisões históricas da Suprema Corte norte-americana a respeito do direito à crítica dura contra autoridades. Segundo ele, o “debate de assuntos públicos deve ser sem inibições, robusto, amplo e pode incluir ataques veementes, cáusticos e algumas vezes desagradáveis”.

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O ministro declarou que a resposta a eventuais excessos não deve ser “a censura ou o controle da palavra”, mas sim “o esclarecimento e o aprofundamento do debate”. Para Moro, ameaças e incitações à violência precisam ser punidas, porém insultos isolados não justificam a limitação do discurso.

Contraste de perfis

Na mesma linha, Moro observou que declarações ofensivas “falam mais sobre o ofensor do que sobre o ofendido”. O ex-juiz ganhou projeção internacional ao ser listado pela revista Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo em 2016, após condenar integrantes da elite política e empresarial brasileira, incluindo um ex-presidente.

Já Gregorio Duvivier, conhecido pelo programa de humor político, sustenta posições socialistas enquanto atua como empresário do entretenimento, acumulando patrimônio relevante no mercado audiovisual. O contraste entre o magistrado que ganhou notoriedade no combate à corrupção e o artista que desfruta dos frutos do capitalismo, mas promove pautas de esquerda, reforçou o debate sobre coerência ideológica.

Repercussão controlada

Ao recusar medidas judiciais, Moro evitou ampliar a visibilidade do episódio e reafirmou o compromisso com valores constitucionais. Analistas avaliam que a postura reduz o espaço para narrativas de vitimização e mantém o foco na agenda de segurança pública e combate à corrupção, área em que o ministro construiu sua popularidade.

Com a sinalização de que não recorrerá aos tribunais, o ministro encerra a possibilidade de transformar um ato isolado em disputa jurídica prolongada. Em vez disso, reforça o entendimento de que figuras públicas devem conviver com críticas, preservando o debate livre mesmo quando as palavras descem ao nível pessoal.

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Em síntese, ao reagir sem recorrer à Justiça, Sérgio Moro demarcou posição clara: ataques pessoais não são pretexto para limitar o direito de expressão. Se você considera importante o acompanhamento de discussões sobre liberdades individuais e responsabilidade pública, compartilhe este artigo e continue informado conosco.

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