A atriz Fernanda Torres, 59 anos, recorreu às redes sociais para explicar seu posicionamento sobre a corrida que definirá o filme brasileiro a ser submetido ao Oscar 2025. A manifestação ocorreu após usuários do X (antigo Twitter) interpretarem uma publicação da artista como endosso exclusivo a “Manas”, longa-metragem dirigido por Mariana Brennand.
Publicação inicial vira debate no X
Na última semana, Torres comemorou a notícia de que o ator norte-americano Sean Penn abraçou a campanha internacional de “Manas”. O comentário, no entanto, foi visto por parte do público como indicação de preferência na disputa conduzida pela Academia Brasileira de Cinema, que anunciará o escolhido nesta segunda-feira (15). Para dissipar qualquer dúvida, a atriz produziu um post individual para cada um dos seis títulos pré-selecionados: “Manas”, “O Agente Secreto”, “O Último Azul”, “Ainda Estou Aqui”, além de outras duas produções listadas pela entidade — todas com exibição recente em festivais internacionais.
Mesmo após a série de publicações, interpretações sobre um suposto favoritismo persistiram. Diante disso, na manhã de domingo (14) Fernanda Torres divulgou um vídeo com explicações detalhadas. Ela reafirmou não ter intenção de fazer campanha exclusiva e ressaltou que valoriza toda a “safra do cinema brasileiro” presente na shortlist.
Avaliação sobre “O Agente Secreto” e demais concorrentes
No vídeo, a artista destacou conquistas recentes de obras nacionais em mostras estrangeiras e mencionou especificamente “O Último Azul” e “O Agente Secreto”, este último dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. Segundo Torres, ambos os profissionais estão “na plenitude” de suas trajetórias, e o filme levou “dois prêmios importantes em Cannes”, além de contar com distribuição da Neon nos Estados Unidos — ponto considerado estratégico para a campanha ao Oscar.
“Não tenho dúvida de que, se ‘O Agente Secreto’ for escolhido, ele puxará atenção para todos os outros filmes”, afirmou, citando o reconhecimento aos dois nomes envolvidos. Apesar de indicar aposta pessoal, a atriz reforçou que a escolha de um representante nacional não significa rejeição dos demais. “Sou a favor de todos, mas acredito que ‘O Agente Secreto’ será o selecionado”, concluiu.
Entenda a próxima etapa
A Academia Brasileira de Cinema reúne-se anualmente para definir o título que disputará vaga na categoria de Filme Internacional da premiação norte-americana. O anúncio do representante de 2025 ocorrerá em 15 de julho, data previamente divulgada pela instituição. Após a definição, a produção escolhida precisa atender às regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, incluindo período de exibição comercial no país e envio de cópias legendadas.


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Historicamente, o Brasil busca a primeira estatueta na categoria. A fase inicial de submissão costuma envolver divulgação em mostras estratégicas, apoio de distribuidores estrangeiros e campanha de relações públicas em Los Angeles. Produções premiadas em festivais como Cannes, Veneza ou Berlim frequentemente ganham tração, fator que reforça a confiança de Fernanda Torres na candidatura de “O Agente Secreto”.
Repercussão nas redes e cuidado com interpretações
A troca de mensagens evidencia como manifestações pontuais podem ganhar dimensões inesperadas nas plataformas digitais. No caso de Torres, uma comemoração sobre apoio internacional tornou-se objeto de debate político-cultural, exigindo esclarecimento público para evitar leituras equivocadas. O episódio reforça a necessidade de comunicação objetiva por parte de figuras públicas, sobretudo quando o tema envolve representação nacional em eventos de grande visibilidade.

Imagem: Internet
Até o momento, nenhum dos seis filmes divulgou posicionamento oficial após as declarações da atriz. A expectativa é de que produtores concentrem esforços de promoção apenas após a decisão da Academia, respeitando o rito interno e evitando a percepção de lobby antecipado.
Próximos passos
Com o anúncio previsto para segunda-feira, o mercado audiovisual aguarda o resultado que definirá a estratégia brasileira rumo ao prêmio máximo de Hollywood. A definição servirá de termômetro para investidores internacionais e poderá impactar o calendário de festivais até o fim do ano. Independe de qual título seja escolhido, a rodada de exposições internacionais deve fortalecer a visibilidade do cinema nacional e abrir caminho para novos projetos.
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Em síntese, Fernanda Torres reiterou apoio a toda a produção brasileira e manifestou confiança em “O Agente Secreto” como potencial representante. O anúncio da Academia Brasileira de Cinema encerrará as especulações e definirá o roteiro da campanha nacional no exterior. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão as próximas notícias sobre cinema e cultura.
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