Brasília — A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouviu nesta semana o advogado Nelson Wilians, apontado pela Polícia Federal como suspeito de lavar recursos desviados de benefícios de aposentados e pessoas com deficiência. Apesar das cobranças de senadores e deputados, o depoente recusou-se a prestar juramento de dizer a verdade e, logo no início, invocou o direito ao silêncio.
Investigação mira patrimônio de alto padrão
Conhecido no meio jurídico por comandar a maior banca de advocacia do país, Wilians ostenta bens que chamaram a atenção dos investigadores. O inquérito da Polícia Federal menciona carros de luxo, coleção de vinhos e imóveis avaliados em valores milionários. Parte desse patrimônio já foi apreendida em cumprimento a mandados judiciais.
Durante a sessão da CPMI, o advogado chegou trajando terno sob medida e sapatos importados, repetindo o estilo exibido em suas redes sociais, onde soma mais de 1,5 milhão de seguidores. A postura foi considerada altiva por parlamentares, especialmente depois de ele se negar a responder sobre eventual ligação com o ex-ministro petista José Dirceu.
Estratégia de defesa: silêncio e apoio de assessores
Ao lado de dois defensores, Wilians manteve-se calado na maior parte do tempo. A equipe jurídica que o acompanhou demonstrou preparo técnico, mas a estratégia adotada concentrou-se em evitar qualquer resposta que pudesse ser usada pelo colegiado ou pelos órgãos de persecução penal.
A recusa em jurar dizer a verdade causou reações dentro da comissão. Parlamentares lembraram que, embora o silêncio seja garantido pela Constituição, a decisão de não se comprometer com a veracidade das informações gerou dúvida sobre a transparência do depoente. Mesmo assim, a CPMI registrou cada negativa e deu sequência aos questionamentos.
Contexto de erosão institucional
A investigação ocorre em meio a críticas à segurança jurídica nas instâncias superiores e a denúncias de influência de familiares de magistrados em ações que tramitam nos tribunais. Parlamentares veem a atuação de grandes escritórios de advocacia como parte de um ambiente em que agentes privados e autoridades públicas teriam se beneficiado de esquemas de corrupção envolvendo dinheiro do fundo previdenciário.


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O relator da CPMI destacou que o objetivo é rastrear não apenas os operadores do esquema, mas também quem lucrou com as fraudes. Segundo ele, a recuperação dos valores desviados depende de identificar a rota do dinheiro e bloquear bens de uso pessoal obtidos de forma ilícita.

Imagem: Geraldo Magela
Próximos passos da CPMI
O colegiado planeja convocar outros nomes citados em depoimentos e relatórios da Polícia Federal. Integrantes da comissão desejam quebrar sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso, além de solicitar cooperação internacional para apurar movimentações financeiras em paraísos fiscais.
No cronograma preliminar, as próximas audiências ocorrerão ainda neste mês. Parlamentares esperam concluir a fase de oitivas até o fim do ano legislativo, quando será apresentado o relatório final com recomendação de indiciamentos e propostas de mudanças na legislação previdenciária.
Para acompanhar os desdobramentos políticos dessa e de outras investigações, o leitor pode acessar a seção dedicada em Política, que reúne cobertura diária sobre o Congresso Nacional.
Em resumo, a CPMI do INSS avança para identificar responsáveis e beneficiários do desvio de recursos dos aposentados. A postura de silêncio de Nelson Wilians reforçou as suspeitas sobre a origem de seu patrimônio e intensificou a pressão do Legislativo por transparência. Continue acompanhando nossas atualizações e participe, compartilhando este conteúdo nas suas redes.
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