PORTO VELHO (RO) — Em discurso durante o encontro do PL Mulher neste sábado (27), Michelle Bolsonaro declarou que pretende voltar ao Palácio do Planalto apenas no papel de primeira-dama. A manifestação ocorre em meio a especulações sobre a sucessão presidencial de 2026, intensificadas após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
Declaração direta no evento do PL Mulher
Diante de militantes e lideranças do partido, Michelle foi categórica: “Vamos trabalhar para reeleger o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro, porque eu não quero ser presidente, não. Eu quero ser primeira-dama”. A fala, efetuada em tom firme, reforçou a posição de que seu empenho eleitoral está vinculado ao retorno do marido ao comando do Executivo.
A ex-primeira-dama acrescentou que só assumiria uma eventual candidatura se fosse um pedido explícito de Jair Bolsonaro. “Meu marido está em casa, mas, se ele quiser, eu serei a voz dele nos quatro cantos desta nação e até fora se precisar”, frisou. O comentário veio dias após entrevista ao jornal britânico The Telegraph, na qual disse aceitar disputar a Presidência caso fosse a vontade de Deus. A repercussão daquela declaração alimentou expectativas quanto a uma possível presença feminina no topo da chapa conservadora.
Apoio do comando partidário
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é um dos principais entusiastas do protagonismo político de Michelle. Em ocasiões públicas, o dirigente destaca o “potencial eleitoral” da ex-primeira-dama e já sugeriu seu nome para o Senado pelo Distrito Federal em 2026. Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que a popularidade de Michelle entre o eleitorado conservador pode preservar a sigla no centro do debate nacional, mesmo sem Jair Bolsonaro na corrida.
Pesquisas internas e sondagens divulgadas ao longo de 2023 colocaram Michelle em segundo lugar na preferência do eleitorado, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esses números alimentaram especulações sobre um cenário em que a ex-primeira-dama lideraria a oposição em 2026. Ela, entretanto, tem reiterado preferir o papel de apoiadora.
Outros nomes na vitrine da direita
Com Bolsonaro impedido de concorrer por decisão da Justiça Eleitoral, o entorno conservador baliza o debate em torno de três nomes: Michelle, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).


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Apesar de evitar a pauta em público, Tarcísio é visto por aliados como primeira opção de continuidade do projeto bolsonarista. O governador mantém bom desempenho administrativo em São Paulo, evita confrontos diretos com o Supremo Tribunal Federal e preserva afinidade com a base conservadora. Essa postura amplia seu capital político para uma possível candidatura nacional.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, já manifestou interesse na disputa presidencial. O deputado tem forte penetração nas redes sociais e bom trânsito com bastiões conservadores. Contudo, interlocutores do PL ponderam que o sobrenome Bolsonaro pode sofrer maior resistência em segmentos moderados do eleitorado, razão pela qual se mantém em compasso de espera.
Estratégia para 2024 e 2026
Até o pleito municipal de 2024, a prioridade do PL é robustecer sua presença nas capitais e grandes colégios eleitorais, garantindo palanques locais para eventuais postulantes à Presidência. Valdemar Costa Neto articula candidaturas alinhadas ao ex-presidente e trabalha para manter a sigla como a maior da Câmara dos Deputados.

Imagem: Reprodução
Nesse contexto, Michelle Bolsonaro será figura-chave na mobilização do público feminino e evangélico. A agenda do PL Mulher inclui viagens por todo o país, com eventos voltados à formação política e ao engajamento de novas lideranças. A ex-primeira-dama deve concentrar sua atuação em regiões onde Jair Bolsonaro venceu em 2022, reforçando o discurso da direita sobre família, liberdade econômica e segurança pública.
Dentro do núcleo bolsonarista, a avaliação é de que a reafirmação de Michelle como “futura primeira-dama” ajuda a manter viva a bandeira da reversão da inelegibilidade de Jair. Ao mesmo tempo, abre espaço para negociações internas que viabilizem um nome de consenso caso o ex-presidente permaneça fora da disputa em 2026.
Para quem acompanha o xadrez político, o recado de Michelle em Rondônia cumpre dupla função: energiza a base com a perspectiva de retorno de Bolsonaro e, simultaneamente, mantém a ex-primeira-dama como figura de proa capaz de unir diferentes alas da direita.
Seja qual for o desfecho, o PL seguirá calibrando seu discurso para maximizar o capital eleitoral do clã Bolsonaro e preservar a influência da legenda no Congresso. A movimentação ganha força à medida que o calendário eleitoral se aproxima e as peças do tabuleiro se definem.
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Em resumo, Michelle Bolsonaro reiterou que seu objetivo é reassumir a função de primeira-dama, reforçando o projeto de retorno de Jair Bolsonaro ao Planalto. A declaração reacende discussões sobre a liderança conservadora e lança luz sobre possíveis candidaturas para 2026. Continue acompanhando os desdobramentos e compartilhe esta notícia com quem deseja entender o cenário eleitoral brasileiro.
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