A Linha Digital de Assinante Assimétrica (ADSL) continua a ser utilizada em várias regiões para fornecer acesso à internet por meio das antigas linhas telefônicas de cobre. A tecnologia permite transmitir dados em banda larga e realizar chamadas de voz ao mesmo tempo, sem interferência entre os sinais.
Como o ADSL opera
O serviço divide a largura de banda da linha telefônica em duas partes. A faixa inferior de frequência é reservada para a voz, enquanto o segmento superior transporta dados de internet. A divisão é assimétrica: a maior capacidade fica destinada ao download, priorizando o recebimento de informações, e a menor parcela atende ao upload.
Para separar telefone e internet, instala-se um microfiltro entre a tomada e os aparelhos. No núcleo da transmissão, a modulação Multitom Discreto (DMT) reparte a linha em centenas de subcanais. Cada subcanal carrega uma fração dos dados, reduzindo interferências e aumentando a eficiência da conexão.
Vantagens da conexão
Disponibilidade ampla: o ADSL utiliza a infraestrutura telefônica existente, presente em grande parte das residências e empresas.
Custo de implantação reduzido: como dispensa novas fiações, a instalação costuma ser simples e com valores menores que os da fibra óptica.
Uso simultâneo de voz e dados: o usuário pode navegar na internet e atender ligações sem cortes no serviço.


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Velocidade suficiente para tarefas básicas: navegação, e-mail, redes sociais e streaming em definição padrão funcionam de forma aceitável na maioria dos planos.
Limitações identificadas
Largura de banda restrita: as velocidades oferecidas são inferiores às de redes ópticas ou coaxiais, atingindo em geral até 24 Mb/s no padrão ADSL2+.
Perda de desempenho com a distância: quanto maior a separação entre o endereço do assinante e a central telefônica, menor a velocidade e a estabilidade.
Velocidades de upload reduzidas: a assimetria dificulta atividades que exigem envio intenso de dados, como transmissões ao vivo ou backup em nuvem.
Susceptibilidade a ruídos: cabos antigos, condições climáticas e eletrodomésticos podem introduzir interferências que afetam a qualidade da conexão.
Evoluções e variações
O padrão original oferece até 8 Mb/s de download. Na sequência, o ADSL2 elevou a taxa para cerca de 12 Mb/s e ampliou levemente o alcance. O ADSL2+ dobrou a largura de banda, chegando a 24 Mb/s. Em cenários específicos, provedores podem adotar a técnica bonded, que combina duas ou mais linhas para aumentar a velocidade total.
Alternativas disponíveis
Fibra óptica: transmite dados por pulsos de luz e atinge velocidades superiores a 1 Gb/s, com baixa latência.
Cabo coaxial: utilizado por operadoras de TV, oferece taxas equiparáveis ou superiores ao ADSL, dependendo da rede local.
Internet via rádio: indicada para zonas rurais onde não há cabeamento; depende de linha de visão entre antenas.
Sinal via satélite: cobre áreas remotas, porém apresenta latência alta e pacotes de dados limitados.
Redes móveis 4G e 5G: fornecem acesso sem fio, com a vantagem da mobilidade.
Perspectiva de transição
O avanço da fibra óptica e das redes móveis tende a substituir gradualmente o ADSL. Entretanto, enquanto a cobertura dessas tecnologias não é universal, a linha de cobre permanece como solução viável para usuários que necessitam de conexão básica a custos controlados.


