Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, inicia na próxima terça-feira (26) uma missão oficial ao México com foco na expansão das trocas bilaterais. O encontro principal será com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, na Cidade do México.
Meta é elevar corrente de comércio já superior a US$ 13 bilhões
Segundo dados reunidos pela pasta comandada por Alckmin, a balança comercial entre os dois países somou mais de US$ 13 bilhões em 2024. Do total, o Brasil respondeu por R$ 7,8 bilhões em exportações, enquanto o México vendeu R$ 5,8 bilhões para o mercado brasileiro.
Alckmin considera esses números expressivos, mas insuficientes diante do potencial de integração entre as duas maiores economias latino-americanas. A agenda oficial elenca como setores prioritários biocombustíveis, energia, combustível de aviação sustentável, equipamentos médicos e agroindústria. A expectativa é obter acordos que facilitem o fluxo de bens, serviços e investimentos nesses segmentos.
Em linha com a visão liberal defendida pelo ministério, a delegação brasileira deve insistir na redução de barreiras tarifárias e regulatórias, além da padronização de certificações técnicas, apontadas como entraves recorrentes pelos exportadores.
Visto eletrônico pretende destravar viagens de negócios
Outro ponto da pauta é a criação de um visto eletrônico para cidadãos de ambos os países. A medida busca agilizar deslocamentos corporativos e incentivar novas parcerias produtivas. De acordo com Alckmin, a adoção de um sistema digital dará previsibilidade a empresários e investidores, reduzindo tempo e custos para a obtenção de autorizações de entrada.
A facilitação de mobilidade é vista pelo governo brasileiro como passo essencial para gerar emprego e renda a partir de novos empreendimentos conjuntos. Técnicos dos ministérios das Relações Exteriores e do Trabalho acompanham as discussões para garantir que o modelo seja compatível com a legislação migratória e trabalhista de ambos os lados.
Contexto internacional pressiona por acordos rápidos
Nos bastidores, a equipe econômica brasileira monitora as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre diversos produtos originários da América Latina. Ainda que Alckmin não tenha citado o tema publicamente, a escalada protecionista norte-americana reforça a necessidade de diversificar mercados e aprofundar alianças regionais.
Para analistas do setor privado, a evolução das conversas com o México pode sinalizar ao mercado que o Brasil permanece comprometido com práticas de livre comércio, mesmo diante de pressões externas. Empresários brasileiros de tecnologia limpa, agroindustrial e saúde acompanham a visita em busca de oportunidades concretas de exportação e joint ventures.


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Imagem: Valter Campanato
Agenda oficial e próximos passos
A programação de Alckmin inclui reuniões com a presidente Sheinbaum, ministros mexicanos de Economia e Energia, bem como encontros com representantes de confederações empresariais nos dois países. Também está previsto um seminário sobre financiamento de projetos sustentáveis, com participação de bancos de desenvolvimento.
Nessa viagem, o vice-presidente será acompanhado por secretários do MDIC, técnicos do Itamaraty e lideranças do setor privado. Ao retornar a Brasília, ele pretende apresentar relatório detalhado ao presidente da República e encaminhar propostas de acordos ao Congresso Nacional, caso envolvam alterações legais.
O governo aposta que um cronograma claro de ações – incluindo a implementação do visto eletrônico e a assinatura de memorandos de entendimento – destravará resultados tangíveis ainda no primeiro semestre de 2026. Empresas interessadas já podem buscar o MDIC para integrar missões complementares e feiras setoriais programadas nas duas capitais.
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Alckmin chega ao México defendendo menos barreiras e mais mercado, alinhado à estratégia de fortalecimento da indústria brasileira via integração competitiva. Fique atento às atualizações e compartilhe esta matéria para ampliar o debate sobre comércio livre e desenvolvimento bilateral.

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