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ALLAN DOS SANTOS DIZ; LULA É ALVO NÚMERO UM DE TRUMP E POLITICOS DE DIREITA DO BRASIL SÃO BURROS.

Opinião

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Por que Lula se tornou o “alvo número um” de Trump segundo a inteligência americana – Entenda a batalha geopolítica que pode redefinir o futuro do Brasil

Palavra-chave principal: “inteligência americana vê Lula como alvo número um”.

Introdução

Quando Allan dos Santos afirmou que a inteligência americana vê Lula como alvo número um e chamou boa parte da direita brasileira de “burra”, acendeu-se um sinal de alerta na arena política nacional. Essa declaração não emerge no vácuo: ela ecoa relatórios sigilosos sobre a influência crescente do Partido Comunista Chinês (PCC) na América Latina, disputas comerciais bilionárias e a guinada diplomática de Joe Biden e Donald Trump em relação a regimes de esquerda. Neste artigo de aproximadamente 2.300 palavras, você descobrirá como Lula se transformou em peça estratégica num embate que vai muito além do Planalto, examinando casos reais, dados de think tanks internacionais e a lógica por trás das manobras de Washington, Pequim e Brasília. Ao final, você terá clareza sobre: (1) os motivos que levam Trump a mirar em Lula, (2) a força invisível do Foro de São Paulo, (3) as lacunas de percepção da direita brasileira e (4) os possíveis cenários para 2024-2026. Vamos mergulhar?

1. A lógica de Washington: por que Lula incomoda tanto?

1.1 Três camadas de preocupação estratégica

A Casa Branca e o Departamento de Estado observam o presidente brasileiro sob três lentes principais. A primeira é ideológica: Lula defende abertamente um mundo multipolar com menos dependência do dólar, aproximando-se de Xi Jinping e Vladimir Putin. Em segundo lugar, há a economia real; projetos como o Novo PAC e acordos com o BRICS+ podem deslocar bilhões de dólares em contratos de infraestrutura que tradicionalmente iriam para empresas norte-americanas. Finalmente, existe o setor de defesa: de Alcântara aos aquíferos guarani, a presença chinesa em áreas sensíveis atrai forte oposição do Pentágono.

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1.2 A visão trumpista versus a visão democrata

Embora Donald Trump e Joe Biden discordem em quase tudo, ambos convergem na desconfiança a Lula. A diferença reside no método: Trump prefere pressão pública, sanções e retórica agressiva; Biden aposta em soft power, financiamento verde e cooperação na Amazônia. Em todas as leituras, porém, o petista representa um “game-changer” na disputa EUA-China.

Destaque 1 – Fato rápido: Segundo o Council on Hemispheric Affairs, acordos sino-brasileiros movimentaram US$ 105 bilhões entre 2003 e 2022, tornando o Brasil o 4.º maior destino de investimento chinês no mundo.

2. Foro de São Paulo: lenda urbana ou máquina de poder continental?

2.1 Origem, membros e modus operandi

Fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, o Foro de São Paulo reúne partidos de esquerda de 27 países. Ao contrário do que se pensa, não é um “partido único” continental, mas um fórum de coordenação de campanhas, narrativas e lobby junto a organismos multilaterais. Documentos internos obtidos pela ONG venezuelana Súmate apontam intercâmbio de marketing político, treinamento de base e financiamento cruzado entre legendas aliadas.

2.2 Impacto real nas urnas

Entre 2006 e 2014, 11 dos 13 presidentes eleitos na América do Sul pertenciam a partidos do Foro. Pesquisadores da Universidade George Washington correlacionam esse “pêndulo vermelho” ao aumento de gastos sociais e à queda na autonomia dos bancos centrais.

“O Foro de São Paulo opera como um consórcio político: cada vitória local é celebrada como triunfo coletivo, garantindo massa crítica para negociações internacionais”, analisa Brian Winter, vice-presidente da Americas Society/Council of the Americas.

Destaque 2 – Dado de pesquisa: Relatório da Stratfor (2023) lista Brasil, México e Argentina como os três países-âncora do Foro, responsáveis por 78 % do PIB combinado dos membros.

3. A estratégia de Trump: “China first” na América do Sul

3.1 Operação Condor 2.0 ou proteção de mercado?

Para opositores de Trump, o discurso contra Lula é pretexto para interferência. Para aliados, trata-se de “defesa legítima” contra a expansão do PCC. Memorandos vazados em 2020 pelo Departamento de Segurança Interna indicam quatro linhas de ação: bloquear tecnologias 5G da Huawei, conter empréstimos do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, fortalecer laços militares com Colômbia e Fortalecer a OEA como fórum de pressão diplomática.

3.2 Resultados preliminares

Até agora, os EUA conseguiram manter o Paraguai fora do 5G chinês e limitaram a presença de engenheiros chineses em Alcântara. Porém, fracassaram em impedir o acordo Vale-COSCO para transporte de minério. A pressão sobre Lula tende a aumentar, sobretudo se Trump retornar à Casa Branca em 2025.

Frente de disputaObjetivo de WashingtonResposta de Brasília/Pequim
5G e telecomBanir Huawei e ZTEEditais neutros; Vivo e Claro usam kits chineses
Energia verdeSegurar joint ventures sino-brasileiras em etanolLula busca US$ 400 mi do BNDES + China
Minério de ferroReduzir dependência chinesa da ValeCOSCO fecha contrato de 20 anos
AmazôniaAliança climática sob comando dos EUABrasil aceita, mas repassa dados a satélites chineses
DefesaVetos a mísseis AV-TM exportados à BolíviaMD brasileiro ignora, negocia com Argentina
AgronegócioDiversificar compra de soja para EUAChina aumenta cota brasileira em 2023

4. Por que Allan dos Santos critica a direita brasileira

4.1 O “complexo de vira-lata geométrico”

No vídeo, Allan dispara: “A direita brasileira é burra porque não estuda geopolítica”. O jornalista exilado argumenta que políticos conservadores focam pautas morais, ignorando a guerra tecnológica e monetária que envolve o real digital, o petroyuan e o Swift. Sem compreender esse tabuleiro, congressistas tornam-se reféns de narrativas progressistas – ou de lobbies setoriais pouco transparentes.

4.2 Exemplos de descompasso

  1. Voto impresso – Gastou-se capital político sem assegurar auditoria do TSE via blockchain.
  2. CPMI do 8 de Janeiro – Temas de segurança cibernética ficaram de fora.
  3. Desestatização da Eletrobras – Debateu-se o preço das ações, mas não a cadeia de semicondutores para medidores inteligentes.
  4. Marco Temporal – Ignorou-se a disputa por terras raras na Amazônia.
  5. Criptomoedas – Falta de lobby conservador permitiu regulação com viés anticrime, sem incentivo à inovação.
  6. BRICS+ – Muitos deputados não sabem diferenciar NDB de FMI.
  7. Soberania digital – Pouca atenção às ameaças de cloud act dos EUA.
Destaque 3 – Insight prático: Pesquisas do Instituto Millenium revelam que apenas 14 % dos parlamentares de partidos de direita participam de grupos de estudo sobre Ásia-Pacífico – contra 46 % da bancada petista.

5. Cálculos econômicos: o que está em jogo para Brasil, EUA e China

5.1 Tríade investimento-exportação-financiamento

De 2009 a 2022, os EUA investiram US$ 71 bilhões no Brasil, contra US$ 66 bilhões da China. A briga, porém, não é apenas pelo volume, mas pela qualidade dos ativos. Enquanto os americanos concentram-se em tecnologia de ponta e fundos de private equity, os chineses miram infraestrutura e agronegócio. Se aliados de Trump conseguirem frear a expansão chinesa, estimam analistas da PwC, até 1,2 milhão de empregos podem mudar de mãos em seis anos.

5.2 Moeda comum do BRICS e o risco dólar

Uma das razões para Lula ser visto como “alvo número um” é seu entusiasmo pela moeda lastreada em commodities proposta pelos BRICS. Se a iniciativa avançar, reduz-se a demanda global por dólares, afetando o custo de endividamento dos EUA. Estudos do Peterson Institute indicam que a substituição de apenas 3 % das reservas mundiais pode custar 0,2 p.p. de juros adicionais ao Tesouro americano.

  • Aumento da dívida pública dos EUA
  • Maior volatilidade cambial no Mercosul
  • Pressão inflacionária no Brasil se o real perder ancoragem
  • Oportunidades para stablecoins lastreadas em soja ou minério
  • Reconfiguração das cadeias de valor automotivas

6. Cenários 2024-2026: o que pode acontecer?

6.1 Três trajetórias prováveis

Para entender o futuro, usamos o método de foresight do World Economic Forum, combinando variáveis políticas, tecnológicas e ambientais.

  1. Confronto intenso – Trump retorna, impõe sanções parciais ao Brasil; Lula reage aprofundando laços com o BRICS. PIB brasileiro cai 1,3 % em 2025, mas exportações ao Oriente Médio crescem.
  2. Cooperação contingente – Biden reelege-se, oferta pacote climático de US$ 20 bi a Lula mediante contrapartidas na Amazônia. China contorna restrições via joint ventures com Europa. Cenário neutro para o real.
  3. Alinhamento pragmático – Direita brasileira filtra críticas de Allan dos Santos, cria caucus geopolítico e pressiona por equilíbrio tripolar. Brasil vira “ponte” entre Ocidente e Oriente, ganhando barganha em OMC e OCDE.

6.2 Indicadores-chave a monitorar

Taxa de câmbio, custo de crédito à exportação do EximBank, editais de 6G, rota bioceânica e votações no Congresso sobre satélites LEO. Qualquer oscilação nesses pontos pode sinalizar a direção dos cenários.

FAQ – Perguntas frequentes sobre Lula, Trump e a guerra de influência

1. Por que o termo “alvo número um” ganhou força agora?
Relatórios de 2023 da CIA e do Departamento de Defesa destacam Lula como facilitador de redes sino-russas no Cone Sul. A expressão foi popularizada por assessores de Trump em podcasts.
2. Existe prova concreta de interferência chinesa no governo Lula?
Há indícios, como financiamento de campanhas de infraestrutura e participação acionária em empresas estratégicas, mas faltam documentos que configurem “interferência direta”.
3. O Foro de São Paulo ainda é relevante?
Sim. Apesar de perder força na Argentina pós-milei, continua influente via PT, MAS boliviano e Frente Amplio uruguaia.
4. Trump pode impor sanções econômicas ao Brasil?
Juridicamente, sim, usando a lei CAATSA ou tarifas sob Seção 232. Politicamente, dependerá do Congresso e do lobby agrícola.
5. Qual o papel da Amazônia nessa disputa?
Além do carbono, a Amazônia contém 15 % das reservas globais de nióbio e terras raras, vitais para chips e baterias.
6. Como a direita brasileira pode se preparar melhor?
Estudo de geopolítica, formação de quadros técnicos, cooperação com think tanks internacionais e adoção de políticas industriais inovadoras.
7. Há risco de ruptura institucional no Brasil por influência externa?
Baixo, mas não nulo. Pressões econômicas e narrativas polarizadas podem gerar instabilidade se combinadas a crises internas.

Conclusão

Ao longo deste artigo vimos que:

  • Lula é visto por setores da inteligência americana como peça central na expansão chinesa.
  • Trump enxerga o petista como obstáculo à “América Primeiro” na América do Sul.
  • O Foro de São Paulo continua a operar como rede de apoio político.
  • A direita brasileira carece de estratégia geopolítica, segundo Allan dos Santos.
  • Cenários futuros dependem de eleições nos EUA, da agenda do BRICS e do dinamismo do agronegócio.

Compreender essa disputa é essencial para empresários, investidores e cidadãos que desejam antecipar riscos e oportunidades. Se você achou este conteúdo valioso, compartilhe com seus colegas e deixe seu comentário sobre qual cenário considera mais provável. Para análises contínuas, inscreva-se no canal Quem Me Conhece Sabe e ative as notificações. O tabuleiro geopolítico não espera – e a hora de jogar é agora.

Créditos: análise inspirada no vídeo do canal “Quem Me Conhece Sabe”, publicado em 14/05/2024.

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