O instituto Paraná Pesquisas divulgou novo levantamento sobre as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Os dados apontam liderança do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e do senador Rogério Marinho (PL) na disputa pelo Executivo estadual. Foram ouvidos 1.505 eleitores em 58 municípios entre 6 e 10 de setembro de 2025, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e 95% de confiança.
Disputa pelo governo do Estado
No cenário espontâneo, quando o entrevistado responde livremente, Bezerra aparece com 7,4% das menções, seguido por Marinho (5,3%) e pelo senador Styvenson Valentim (PSDB), com 5,1%. A atual governadora Fátima Bezerra (PT) registra 3,3%, enquanto Cadu Xavier (PT) alcança 1,5% e Álvaro Dias (Republicanos) 0,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 75,6%.
Na simulação estimulada, que apresenta aos participantes uma lista de nomes, Bezerra obtém 30,0% das intenções de voto. Marinho marca 28,2%, formando empate técnico dentro da margem de erro. Álvaro Dias surge em terceiro, com 16,4%, e o petista Cadu Xavier fica em 8,6%. Brancos e nulos totalizam 11,1%, enquanto 5,7% não souberam responder.
O instituto também testou três possibilidades de segundo turno contra Cadu Xavier, potencial nome do PT. Em todas elas, o pré-candidato petista fica abaixo dos 22%:
- Allyson Bezerra x Cadu Xavier: 57,2% a 16,3%.
- Rogério Marinho x Cadu Xavier: 50,3% a 21,1%.
- Álvaro Dias x Cadu Xavier: 50,9% a 16,6%.
Os números reforçam a vantagem de nomes ligados ao campo de centro-direita e a dificuldade do PT em repetir o desempenho de 2018 e 2022.
Cenário para o Senado
O Rio Grande do Norte renovará duas cadeiras no Senado. Na pergunta espontânea, Styvenson Valentim (PSDB) lidera com 10,6%. Fátima Bezerra aparece em segundo, com 3,5%, seguida por Zenaide Maia (PSD), 2,4%. Outros nomes não ultrapassam 1% cada, e o índice de indecisos chega a 76,6%.


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Nos cenários estimulados, Valentim amplia vantagem. Na primeira configuração, o senador registra 49,0%; Zenaide Maia fica com 30,0%; Fátima Bezerra atinge 29,2%; Álvaro Dias, 28,8%. Coronel Hélio Oliveira (PL) reúne 9,9%, Nina Souza (União Brasil) 6,6%, Luizinho Cavalcante (PSB) 2,7% e Babá (PL) 2,5%.
Em outra simulação, sem Zenaide Maia, o percentual de Styvenson avança a 52,2%. Álvaro Dias (35,2%), Fátima Bezerra (31,2%) e Zenaide (34,5%) aparecem embolados na disputa direta pela segunda vaga.
Avaliação da gestão Fátima Bezerra
O mesmo levantamento mensurou a percepção do eleitorado sobre o governo estadual. A soma de avaliações ruim e péssima alcança 54,4%, enquanto 21,2% consideram a gestão ótima ou boa. Outros 23,1% classificam como regular e 1,3% não opinam.
Quanto à aprovação, 63,5% desaprovam a administração, contra 33,7% que aprovam. O índice negativo ultrapassa os 60% e indica cenário desfavorável à governadora petista, que figura como possível candidata ao Senado.

Imagem: mtag Gazeta do Povo Divulgação
Metodologia e impacto
A pesquisa ouviu eleitores presencialmente, distribuídos proporcionalmente entre as regiões do estado. O método considera cotas de sexo, idade, grau de instrução e nível econômico. Apesar de retratar um recorte de momento, o levantamento reforça a consolidação de perfis conectados à direita e ao liberalismo econômico, ao passo que representantes do PT enfrentam resistência significativa.
Especialistas apontam que, com índices robustos na espontânea, Bezerra e Marinho largam à frente pela capacidade de capilaridade regional: o prefeito é bem-avaliado em Mossoró e municípios vizinhos; o senador possui recall nacional por ter comandado o Ministério do Desenvolvimento Regional na gestão Bolsonaro. Ambos devem intensificar agendas no interior para solidificar vantagem.
Já Styvenson Valentim, que mantém postura independente no Senado, surge como nome competitivo e com margem para crescimento. O alto percentual de eleitores sem candidato definido sugere que a disputa para esta Casa ainda tende a mudanças conforme a campanha avance.
Próximos passos
Com praticamente um ano até o início oficial da pré-campanha, União Brasil e PL saem motivados pelos números. Dirigentes locais pretendem articular alianças para evitar fragmentação do campo conservador, enquanto o PT estuda estratégias para reduzir rejeição, sobretudo no interior. A tendência é de acirramento entre dois polos claramente definidos: de um lado, siglas que defendem ajuste fiscal, autonomia municipal e gestão enxuta; do outro, a continuidade do modelo petista de alta intervenção estatal.
Para acompanhar outras movimentações partidárias e dados eleitorais, visite a seção de política em https://geraldenoticias.com.br/category/politica/.
Em síntese, o levantamento do Paraná Pesquisas confirma vantagem inicial de Allyson Bezerra e Rogério Marinho na corrida pelo governo potiguar e projeta cenário competitivo para o Senado, com forte rejeição à atual governadora. Fique atento às próximas pesquisas e compartilhe este conteúdo para que mais leitores acompanhem o panorama político do Rio Grande do Norte.
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