Food To Save, plataforma que conecta supermercados e consumidores interessados em descontos de até 70%, intensifica sua presença no varejo alimentar brasileiro e reforça a economia circular como ferramenta de gestão eficiente.
Números mostram avanço da iniciativa privada
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aproximadamente 17% dos alimentos destinados ao consumo são desperdiçados no mundo. No Brasil, esse índice chega a cerca de 30% da produção. Frente a esse desafio, o setor supermercadista tem recorrido a soluções de mercado para cortar perdas e responder à demanda de clientes atentos à sustentabilidade.
Desde 2022, a Food To Save contabiliza 2.012 supermercados parceiros e mais de 738 mil Sacolas Surpresa vendidas, o que gerou R$ 28 milhões em volume de vendas. O modelo é simples: produtos próximos do vencimento ou com pequenas imperfeições, mas ainda próprios para consumo, são organizados em sacolas pelas lojas parceiras. Os itens ficam disponíveis no aplicativo com descontos que podem chegar a 70%. O cliente escolhe a retirada no ponto de venda ou a entrega em domicílio.
De acordo com Lucas Infante, CEO e cofundador da foodtech, a união com grandes redes de varejo “é uma das formas mais eficazes de reduzir desperdícios em larga escala”. Ele ressalta que a tecnologia viabiliza um fluxo comercial que, além de cortar perdas financeiras, fortalece a imagem dos estabelecimentos perante um público atento às práticas ambientais.
Economia circular impulsiona competitividade
A estratégia se apoia no conceito de economia circular, que defende a reutilização de recursos e a redução do descarte. Para os supermercados, essa abordagem resulta em gestão de estoque mais precisa e menor descarte de mercadorias. Ao mesmo tempo, os consumidores ganham acesso a alimentos de qualidade por preços mais baixos, ampliando o poder de compra sem depender de subsídios estatais.
Empresas que adotam iniciativas como a Food To Save registram impactos diretos na eficiência operacional, fator decisivo em um mercado de margens apertadas. Os recursos economizados com a diminuição das perdas podem ser reinvestidos em infraestrutura, treinamento de funcionários e melhorias no atendimento, reforçando a competitividade do setor.


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A plataforma também abre caminho para pequenas e médias empresas. Qualquer estabelecimento pode se cadastrar gratuitamente, sem mensalidades ou taxas fixas, e converter produtos que antes seriam descartados em receita adicional. O processo de adesão é inteiramente digital, bastando preencher o formulário disponível no site da startup.
Consumidor engajado faz diferença
O público que procura as Sacolas Surpresa apresenta perfil diversificado. Há famílias que buscam economia no orçamento doméstico e clientes que priorizam práticas sustentáveis. Ambos encontram no aplicativo uma solução prática, transparente e alinhada às tendências de consumo responsável.
Além da vantagem financeira, o usuário participa ativamente de uma cadeia que reduz o impacto ambiental. Cada sacola vendida representa menos resíduos em aterros e menor demanda por recursos naturais para reposição de estoque. Esse resultado reforça a noção de que escolhas individuais, aliadas a soluções de mercado, podem gerar benefícios coletivos significativos.

Imagem: Internet
Perspectivas para o varejo alimentar
O cenário aponta que iniciativas de economia circular devem ganhar espaço nos próximos anos. Supermercados que incorporarem tecnologias de gestão de perdas estarão melhor posicionados para atender a um consumidor cada vez mais exigente, informado e comprometido com a sustentabilidade.
Com a expansão da Food To Save, cresce a expectativa de que outros atores do varejo adotem modelos semelhantes. A tendência favorece o livre mercado, estimula a concorrência e amplia a oferta de produtos a preços competitivos, beneficiando produtores, lojistas e compradores.
Para os investidores, os números apresentados pela foodtech demonstram viabilidade econômica. O segmento de combate ao desperdício movimenta capital privado, gera emprego e fomenta a inovação, reduzindo a necessidade de intervenções governamentais onerosas.
O desempenho da Food To Save evidencia como a iniciativa privada, aliada à tecnologia, pode enfrentar o desperdício de alimentos e, ao mesmo tempo, fortalecer a eficiência do varejo. Supermercados que aderirem a esse modelo ganham vantagem competitiva, clientes economizam e o meio ambiente é preservado — um ciclo virtuoso que reforça a lógica de mercado.
Para acompanhar outras medidas de impacto no cenário nacional, veja também a cobertura completa em Política.
Em síntese, a Food To Save demonstra que soluções de mercado bem estruturadas entregam valor social, ambiental e econômico. Se você busca mais informações sobre práticas eficientes no varejo ou deseja acompanhar a evolução de políticas relacionadas, explore nosso conteúdo e fique por dentro das novidades.
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