Charlotte (Carolina do Norte) e Salt Lake City (Utah) registraram, em um intervalo de poucos dias, dois crimes que voltaram a colocar em evidência falhas na segurança pública norte-americana. A refugiada ucraniana Iryna Zarutska, de 23 anos, foi morta a facadas em um trem urbano; já o comentarista político Charlie Kirk, 31, foi baleado enquanto participava de um debate universitário. Ambos os ataques foram classificados pelas autoridades como evitáveis, dada a trajetória criminal dos autores.
Refugiada foge da guerra, mas encontra violência no transporte público
Iryna Zarutska chegou aos Estados Unidos em 2022, após deixar a Ucrânia em meio à invasão russa. Instalada em Charlotte com a família, ela trabalhava em uma pizzaria e planejava cursar assistência veterinária. Na manhã de 8 de setembro, Zarutska embarcou em um trem na estação East/West Boulevard, quando foi esfaqueada por Decarlos Brown Jr., 27, preso pela 15ª vez instantes depois.
Brown possuía extensa ficha criminal, inclusive registros de doenças mentais. Em julho, a juíza estadual Teresa Stokes determinou sua soltura, desconsiderando alertas sobre periculosidade. Grupos comunitários e parlamentares federais agora cobram a destituição da magistrada, que, segundo denúncias, não teria licença na Ordem dos Advogados da Carolina do Norte — condição não obrigatória no estado para ocupar o cargo.
A prefeita democrata Vi Lyles agradeceu à imprensa por não divulgar as imagens do ataque, mas não comentou a possível responsabilidade do Judiciário. O silêncio gerou críticas de moradores, que apontam falha sistêmica na proteção de passageiros e tolerância com reincidentes violentos.
Conservador é morto durante evento universitário em Utah
Três dias depois, em 11 de setembro, o cofundador da organização Turning Point USA, Charlie Kirk, foi alvejado enquanto debatia liberdade de expressão com estudantes na Universidade de Utah. O agressor, identificado como Damian Porter, 25, foi detido no local e enfrenta acusação de homicídio qualificado.
Kirk era conhecido por posições pró-vida e defesa da Primeira Emenda. Pai de duas meninas, viajava o país em palestras sobre política conservadora. Apesar do currículo público, parte da imprensa descreveu a vítima como “extrema-direita”, sem aplicar qualificativo semelhante ao atirador. A viúva, Erika Kirk, afirmou em nota que o marido “pregava o diálogo democrático, mesmo com quem discordava”.


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Críticas a políticas de soltura e ao tratamento da mídia
Os dois episódios acentuaram questionamentos à política de fianças reduzidas e à meta de diminuir a população carcerária, defendida por administrações estaduais democratas. Parlamentares republicanos argumentam que tais medidas liberam reincidentes e aumentam o risco para cidadãos comuns.
No caso de Charlotte, documentos judiciais mostram que Brown Jr. fora preso por agressão e porte ilegal de arma apenas quatro meses antes de atacar Zarutska. Já em Utah, relatórios preliminares indicam que Porter havia sido investigado por ameaças online contra conservadores, mas permaneceu em liberdade provisória.

Imagem: Reprodução
Outro ponto sensível é a cobertura jornalística. Analistas notaram contraste entre a ampla mobilização em torno da morte de George Floyd, em 2020, e a repercussão discreta do assassinato de Iryna Zarutska. Comentários de redes sociais registraram protestos contra entidades que não classificaram o crime como motivado por ódio racial, embora o agressor tenha dito “I got that white girl” (“Peguei a garota branca”) logo após o golpe fatal.
Reações oficiais e próximos passos
Na Câmara dos Representantes dos EUA, o deputado Tim Burchett (R-Tennessee) apresentou projeto que obriga tribunais estaduais a revisar liberações de réus reincidentes. No Senado, o republicano Mike Lee pediu audiências sobre segurança em campi, citando o assassinato de Kirk.
A polícia de Charlotte reforçou patrulhas em estações de trem, enquanto a Universidade de Utah adotou detecção de metal em eventos externos. Familiares das vítimas organizam campanhas para financiar despesas jurídicas e pressionar por condenações rápidas.
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Os casos de Iryna Zarutska e Charlie Kirk expõem brechas no sistema de justiça criminal e levantam discussão sobre igualdade de tratamento na imprensa. A cobrança por responsabilização de juízes e revisão de políticas de soltura deve prosseguir nos estados americanos nas próximas semanas. Continue atento às atualizações e compartilhe este conteúdo para ampliar o debate.
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