Um artigo assinado por Gustavo Maultasch, publicado em 22 de outubro de 2025, apresenta uma leitura crítica sobre o comunismo e descreve aquilo que o autor define como a “verdadeira essência” desse movimento. Segundo o texto, o cerne comunista não estaria na expropriação de propriedades nem na simples socialização dos meios de produção, mas em uma estrutura ideológica capaz de minar valores morais tradicionais e instaurar formas de controle social autoritário.
Três fatores-chave apontados pelo autor
O diplomata elenca três elementos centrais para caracterizar o que chamou de força destrutiva comunista. Em primeiro lugar, destaca a visão maniqueísta da realidade: tudo seria interpretado como disputa entre forças do “Progresso” e da “Reação”. Para o autor, a narrativa divide indivíduos em dois blocos inconciliáveis — os que se alinham ao que seria o Bem (progressistas, socialistas ou comunistas) e os que são rotulados como Mal (conservadores, liberais ou simplesmente críticos).
O segundo ponto enfatiza a substituição da moralidade tradicional por uma moral de cunho classista. Maultasch afirma que, nessa lógica, o comportamento de uma pessoa deixa de ser avaliado por atos concretos; passa a ser julgado somente pela pertença a um grupo considerado “oprimido” ou “opressor”. Dessa forma, escolhas éticas seriam relativizadas conforme critérios identitários ou políticos, o que permitiria defender atos de violência ou ilegalidade com o argumento de que partem do lado “correto” da história.
Por fim, o autor menciona o caráter messiânico e escatológico da ideologia. A liderança política ou intelectual assumiria o papel de guiar as massas rumo a uma utopia igualitária, onde o Mal seria extinto. Segundo a argumentação, para realizar essa “missão redentora”, tudo na sociedade viraria instrumento político: arte, esporte, alimentação e até as relações íntimas. A politização absoluta serviria para legitimar intervenções estatais em todos os setores da vida.
Evolução do discurso e ampliação das díades de conflito
Maultasch observa que a luta de classes descrita por Karl Marx — capitalistas versus proletários — teria sido adaptada ao longo das décadas. O artigo menciona que, no discurso contemporâneo, surgem novas dicotomias, como homem versus mulher, branco versus negro, cisgênero versus transgênero, consumo versus meio ambiente. O autor sustenta que tais pares são utilizados para ampliar a sensação de conflito permanente, justificando políticas que reforcem o papel de partidos, movimentos ou coletivos autoproclamados defensores dos “oprimidos”.
De acordo com o texto, esse método seria eficaz para angariar apoio popular a iniciativas que vão além da economia. A propriedade privada, por exemplo, não seria criticada em si, mas porque representaria um suposto dispositivo de exploração. Assim, o debate deixa de se limitar ao controle de fábricas ou terras e passa a englobar comportamentos individuais, costumes familiares ou tradições religiosas.


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Economia como ferramenta, não como fim
Embora o marxismo coloque a produção material no centro da análise histórica, o artigo ressalta que, sob a ótica apresentada, a economia é apenas um dos instrumentos disponíveis. O objetivo final seria construir uma sociedade igualitária mediante a reconfiguração completa dos valores. A reordenação moral, portanto, assumiria papel prioritário. Para chegar a ela, o movimento poderia lançar mão de políticas fiscais, culturais ou até de censura disfarçada de “proteção” a minorias.
O autor cita exemplos hipotéticos para demonstrar a lógica. Em um confronto entre um assaltante de baixa renda e um empresário, a moral progressista tenderia a defender o primeiro, alegando desigualdade estrutural. A exceção ocorreria se o empresário se encaixasse em múltiplas categorias “protegidas”, como ser ao mesmo tempo ambientalista, transgênero e vegano. Nesse cenário, a hierarquia de opressão complicaria a narrativa, exigindo julgamentos caso a caso.

Imagem: criada utilizando Open AI
Centralização de poder e futuro incerto
No entendimento de Maultasch, a combinação entre maniqueísmo, moral classista e messianismo escatológico cria terreno fértil para o surgimento de regimes centralizados. Uma vez que tudo é politizado, qualquer discordância passa a ser rotulada como ameaça ao “amanhã radiante”. O controle de meios de comunicação, cultura e educação torna-se, então, ferramenta legítima para manter o projeto de poder.
O texto conclui que a “essência destrutiva” do comunismo reside mais na corrosão de instituições morais do que em programas econômicos específicos. A crítica alerta para a importância de reconhecer essa dinâmica antes que medidas de suposta justiça social avancem sobre liberdades individuais e sobre a própria pluralidade de pensamento.
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Em resumo, o artigo de Gustavo Maultasch defende que o comunismo, sob sua forma mais profunda, prioriza a desconstrução moral e a concentração de poder. Compreender esses pilares ajuda a avaliar propostas governamentais que se apresentem como soluções progressistas. Se deseja receber mais conteúdos sobre política e liberdade, assine nossas notificações e mantenha-se informado.
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