Brasília, 12 de novembro de 2025 – O Banco Central confirmou que a taxa Selic permanecerá em 15% por um período “bastante prolongado”, medida descrita na ata divulgada nesta quarta-feira. A decisão reforça a postura de contenção inflacionária diante de expectativas consideradas “desancoradas” pela diretoria da autoridade monetária, mesmo após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro ter recuado para 0,09%.
Inflação permanece acima da meta anual
Segundo o relatório, o IPCA acumulado em 12 meses continua acima do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Apesar da desaceleração pontual, o colegiado do Copom avalia que pressões nos preços de serviços e incertezas fiscais impedem cortes na taxa básica. Dessa forma, o juro real segue elevado para salvaguardar o poder de compra das famílias e sinalizar responsabilidade com a moeda.
O compromisso do BC contrasta com a expectativa do Poder Executivo, que defendia redução gradual do custo do crédito para estimular o consumo. Na avaliação da equipe técnica do Banco Central, qualquer flexibilização prematura colocaria em risco o processo de convergência da inflação ao alvo oficial.
Tributação sobre fortunas volta ao STF
No mesmo dia, o Supremo Tribunal Federal retomou o julgamento sobre a implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). A Corte analisa se o dispositivo, previsto na Constituição de 1988, depende apenas de lei complementar para entrar em vigor ou se há obstáculos que exigem regulamentação mais detalhada. O avanço da pauta repercute diretamente entre gestores de patrimônio, que alertam para eventuais reflexos no fluxo de capitais e no ambiente de negócios.
Enquanto o debate jurídico prossegue, especialistas do setor apontam que o IGF pode elevar a carga tributária sobre investimentos produtivos, afetando decisões de alocação de recursos. Não há definição sobre alíquotas, faixas de incidência ou critérios de atualização de valores patrimoniais, fatores que alimentam a incerteza.
Reforma tributária desafia o setor privado
Paralelamente, empresas de diversos segmentos relatam dificuldades na adaptação às primeiras fases da reforma tributária aprovada no Congresso. O novo modelo de Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) e a substituição de tributos federais exigem ajustes nos sistemas de contabilidade, logística e precificação. Levantamentos de consultorias revelam que a maioria das companhias ainda não concluiu testes internos para migrar processos, o que eleva custos operacionais no curto prazo.


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Entidades empresariais cobram cronogramas mais claros e normas complementares para evitar sobreposição de obrigações. Um dos pontos mais sensíveis envolve a apuração de créditos tributários em cadeias longas de produção, cenário que impacta diretamente a competitividade do parque industrial nacional.
Investigação sobre repasses a ONGs
O Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal investigue a aplicação de recursos públicos transferidos a Organizações Não Governamentais por meio de emendas parlamentares. O inquérito buscará identificar a destinação exata das verbas, verificar prestação de contas e apurar eventual desvio de finalidade.

Imagem: Marcello Casal Jr.
Segundo a portaria publicada no Diário Oficial, a força-tarefa analisará contratos, notas fiscais e relatórios entregues pelas entidades beneficiadas. A medida acontece em meio a questionamentos sobre critérios de seleção e controle dessas organizações, tema que mobiliza segmentos preocupados com a eficiência dos gastos públicos.
Cenário combina cautela monetária e pressão fiscal
Com juros mantidos no patamar mais alto desde 2016, inflação acima da meta, debate sobre novos impostos e fiscalização reforçada sobre repasses públicos, o ambiente econômico brasileiro segue marcado por tensão entre disciplina monetária e demandas por expansão de gastos. A postura do Banco Central indica convergência gradual da inflação como prioridade, enquanto Executivo, Legislativo e Judiciário discutem alternativas para aumentar receita e financiar programas sociais.
Esse quadro requer atenção dos agentes de mercado, em especial setores dependentes de crédito mais barato. A manutenção da Selic a 15% pressiona custos financeiros, mas é vista pela autarquia como necessária para preservar a confiança de investidores e proteger a moeda contra choques externos ou internos.
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Em síntese, o Banco Central sustenta o juro elevado para ancorar expectativas de inflação, enquanto o STF revisita a taxação de grandes fortunas, empresas ajustam-se à reforma tributária e a Polícia Federal verifica gastos de ONGs. Mantenha-se informado e compartilhe esta matéria com quem busca entender o impacto dessas decisões no cotidiano.
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