Brasília, 17 de abril — O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, criticou nesta quarta-feira as sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil e contra ministros da Corte. Em pronunciamento no início da sessão plenária, ele classificou a medida norte-americana como “profundamente injusta”, uma vez que a decisão que motivou a retaliação — a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus — teria sido tomada “com base em provas” amplamente divulgadas.
Julgamento da trama golpista
O atrito diplomático teve origem no desfecho do processo que apurou a chamada “trama golpista” envolvendo Bolsonaro e aliados. O STF concluiu o julgamento condenando o ex-chefe do Executivo e sete colaboradores por planejarem o Plano Punhal Verde e Amarelo, cujo objetivo, segundo confissões constantes nos autos, seria assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
Ao longo da investigação, vieram a público documentos e relatos que, na avaliação da Corte, comprovaram a organização do plano. A decisão final foi acompanhada em tempo real por veículos de imprensa nacionais e internacionais, o que, para o tribunal, reforça a transparência do procedimento. Mesmo assim, a resposta de Washington veio por meio de sanções direcionadas ao Estado brasileiro e aos próprios ministros que assinaram a condenação.
Críticas duras às sanções norte-americanas
No plenário, Barroso argumentou que a punição atinge não apenas integrantes do Judiciário, mas também “empresas e trabalhadores brasileiros” que nada teriam a ver com o caso. “É injusto punir o Brasil por uma decisão baseada em provas, acompanhada pela imprensa mundial”, afirmou. O ministro enfatizou que não há “caça-às-bruxas” nem perseguição política contra Bolsonaro, sustentando que todas as etapas processuais seguiram o devido processo legal.
Barroso fez questão de destacar laços pessoais com os Estados Unidos, onde morou e estudou, e disse esperar que o episódio não prejudique a “longa amizade” entre os dois países. “Este é um chamamento ao diálogo e à compreensão, pelo bem das nossas nações”, declarou. As palavras do presidente do STF ocorreram um dia depois de o vice-secretário de Estado norte-americano comentar, em Washington, bastidores da decisão brasileira — declaração que contribuiu para acentuar o desconforto diplomático.
Repercussão e próximos passos
Até o momento, não há detalhes sobre o alcance preciso das sanções, mas a expectativa é de que afetem setores estratégicos da economia. Internamente, a posição de Barroso pretende sinalizar firmeza institucional diante de interferências externas enquanto busca preservar a estabilidade política.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Segundo fontes do Palácio do Planalto, o governo federal acompanha as tratativas internacionais e avalia caminhos para reverter as restrições impostas por Washington. Nos bastidores, integrantes da equipe econômica alertam para possíveis impactos sobre investimentos e acordos comerciais.
Embora o ministro Barroso tenha reiterado a inexistência de motivações políticas no julgamento, o embate reforça questionamentos sobre a relação entre decisões judiciais no Brasil e a percepção de parceiros estrangeiros. A tensão diplomática ocorre em um momento em que o país tenta restabelecer a confiança de agentes econômicos e manter uma agenda de reformas.

Imagem: Internet
Para entender como o clima político tem evoluído desde então, confira a cobertura completa em nossa seção de Política.
Com a fala de Barroso, o STF busca conter danos à imagem do país e preservar a independência do Judiciário. Resta saber se o apelo por diálogo terá efeito imediato ou se novas pressões surgirão no cenário bilateral.
Em síntese, a Corte brasileira enfrenta agora um desafio que extrapola o âmbito jurídico: equilibrar soberania institucional com a necessidade de manter relações comerciais e diplomáticas estáveis. A declaração do presidente do Supremo marca um ponto de inflexão e pode influenciar tanto o ambiente político interno quanto a postura de nações parceiras.
Quer acompanhar desdobramentos sobre a reação de autoridades brasileiras e possíveis revisões das sanções? Continue conosco e receba atualizações em tempo real.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

