O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou, nesta quinta-feira (7), um pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que novos visitantes sejam autorizados a entrar em sua residência, em Brasília, enquanto ele cumpre prisão domiciliar. A lista inclui sogros, cunhados, sobrinhos, integrantes do seu partido e profissionais responsáveis por sua segurança e saúde.
Pedido de autorização ao STF
A solicitação foi apresentada pela defesa do ex-chefe do Executivo quatro dias depois de iniciada a medida cautelar que o mantém em casa. O documento requer que os familiares de Michelle Bolsonaro, além do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, possam ter acesso ao imóvel onde o ex-mandatário se encontra.
O ministro Moraes, relator das investigações em curso, já havia autorizado, na manhã da quinta-feira, a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O despacho definiu uma janela diária de visitas das 10h às 18h, faixa horária replicada para os novos nomes pleiteados pelos advogados de Bolsonaro.
Pelo cronograma em vigor, Tarcísio chegou ao local ainda na tarde de quinta. Para a sexta-feira (8), está prevista a entrada da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Na semana seguinte, o ministro estabeleceu que os deputados federais Junio Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS) e Zucco (PL-RS) realizem visitas na segunda (11), terça (12) e quarta (13), respectivamente.
Quem está na lista solicitada
No pedido protocolado, a defesa enumera 18 nomes distribuídos em quatro categorias: familiares, equipe médica, equipe de segurança e representantes do Partido Liberal. A relação é a seguinte:
Familiares
• Vicente de Paulo Reinaldo, sogro;
• Maisa Torres Antunes, sogra;
• Diego Torres Dourado, cunhado;
• Magna Cely Torres Dourado, cunhada;
• Arthur Torres Dourado, sobrinho;
• Alice Torres Dourado, sobrinha;
• Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama.
Equipe médica
• Dr. Cláudio Augusto Vianna Birolini, cirurgião;
• Dra. Luciana de Almeida Costa Tokarski, da Clínica Dr. Erasmo Tokarski;
• Dr. Erasmo Tokarski, dermatologista;
• Dr. Leandro Santini Echenique, cardiologista.
Equipe de segurança


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• Sandro Daniel Soares;
• Cristiano Marques de Mesquita;
• Jossandro da Silva;
• Estácio Leite da Silva Filho;
• Vladimir Alves Ferraz.
Representantes do PL
• Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL;
• Bruno Scheid, vice-presidente do diretório estadual do partido;
• Marcus Antonio Machado Ibiapina, responsável pelo setor administrativo da sigla;
• Adriely, assessora.
Regras impostas pela Corte
Desde a última segunda-feira (4), Jair Bolsonaro está proibido de deixar sua residência e só pode receber quem obtiver autorização expressa do Supremo. A medida faz parte do inquérito que investiga eventos relacionados ao período pós-eleitoral de 2022. O ministro Alexandre de Moraes exige que toda visita seja previamente listada pela defesa e aguarde manifestação do tribunal antes de se dirigir ao local.
Além da limitação de horário, a decisão também prevê comunicação imediata às autoridades em caso de descumprimento. A cada novo pedido, a Corte avalia a pertinência dos nomes apresentados e estabelece data e turno específicos para a entrada e saída dos visitantes.
Próximos passos
Com o pedido protocolado, a defesa aguarda manifestação de Moraes para que os familiares, dirigentes partidários e profissionais de saúde possam acessar o imóvel entre 10h e 18h em datas a serem definidas. Caso o ministro siga o padrão adotado na autorização concedida a Tarcísio de Freitas, é provável que o STF apresente um calendário individualizado, distribuindo as visitas ao longo dos próximos dias.
Enquanto a decisão não é oficializada, continuam válidas as restrições já em vigor: Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, sem permissão para utilizar redes sociais e sujeito a monitoramento eletrônico. As concessões de visitas, portanto, representam o principal meio de contato pessoal do ex-presidente com aliados, familiares e equipe técnica durante esse período.
Ao solicitar a inclusão dos sogros, cunhados e do presidente do PL, a defesa busca assegurar assistência familiar, suporte partidário e acompanhamento clínico contínuo. A decisão final, contudo, depende de novo despacho do ministro Alexandre de Moraes, que deverá avaliar a compatibilidade dos nomes com as exigências da medida cautelar.

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