Brasília, 22 jun. — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o hospital DF Star no início da tarde deste sábado, depois de passar quase cinco horas submetido a uma bateria de exames solicitada por sua equipe médica. O laudo divulgado pela unidade apontou persistência de esofagite e gastrite, além de imagem residual de infecções pulmonares recentes, justificando a continuidade do tratamento medicamentoso.
Exames detalham quadro gastrointestinal e pulmonar
Bolsonaro chegou ao hospital às 9h e recebeu alta às 13h58, após realização de endoscopia e tomografia. Conforme o boletim, a endoscopia revelou que a inflamação no esôfago e no estômago permanece, embora em intensidade menor do que a verificada no procedimento anterior, realizado em abril. Já a tomografia identificou sinais residuais de duas infecções pulmonares, possivelmente ligadas a episódios de broncoaspiração.
Segundo os médicos, o tratamento prescrito inclui medicação contínua para reduzir a inflamação digestiva e impedir novas crises. Eles também reforçaram a necessidade de monitorar eventuais dificuldades respiratórias, recorrentes desde a internação de abril. Nos últimos dias, o ex-presidente voltou a apresentar soluços persistentes e dispneia, sintomas associados à esofagite.
Prisão domiciliar e restrições judiciais permanecem
O retorno ao hospital ocorreu durante o período de prisão domiciliar determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi mantida devido a reiterados descumprimentos de cautelares, entre eles a proibição de utilizar redes sociais direta ou indiretamente. A autorização para os exames foi concedida ontem pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, que fixou as datas para as avaliações médicas.
Aliados relatam que o ritmo das crises de saúde aumentou desde a imposição da prisão domiciliar. De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que visitou o pai na última quarta-feira, o ex-presidente teve dificuldade para concluir frases por causa da falta de ar. O próprio corpo médico solicitou a nova bateria de exames diante do agravamento dos sintomas.
Visitas políticas e apoio familiar
Ainda durante o período de monitoramento domiciliar, Bolsonaro recebeu visitas de parlamentares e apoiadores. Entre eles, os deputados Junio Amaral, Luciano Zucco e Marcelo Moraes, além do empresário Renato Araújo e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Embora persistam limitações impostas pelo STF, o ministro Moraes autorizou para a próxima semana encontros com a cúpula do PL: Valdemar Costa Neto, Altineu Côrtes e o senador Rogério Marinho.
Um ponto sensível permanece a impossibilidade de contato com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro e também é investigado. Proibido de se comunicar com o pai por ordem judicial, o parlamentar tem evitado retornar ao Brasil, temendo a apreensão do passaporte. Em razão disso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem atuado como principal interlocutora entre o ex-presidente e as lideranças do partido. Diariamente na sede do PL, ela coordena o núcleo feminino da sigla e repassa orientações de Bolsonaro aos correligionários.


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Tratamento segue em casa
Com a alta médica deste sábado, Bolsonaro retorna à residência em Brasília, onde cumprirá as recomendações clínicas. O protocolo prevê uso contínuo de inibidores de acidez, anti-inflamatórios e acompanhamento fisioterapêutico para reduzir o risco de novos episódios de falta de ar. A equipe ressalta que a evolução do quadro será reavaliada em consultas periódicas e que eventuais complicações poderão exigir nova internação.
A agenda pública do ex-presidente continua suspensa, mas dirigentes do PL sinalizam que pretendem discutir estratégias eleitorais com ele tão logo haja liberação médica para conversas prolongadas. Mesmo sob rígidas restrições, Bolsonaro mantém interlocução limitada com aliados e, segundo relatos, demonstrou ânimo maior nos últimos dias, apesar das condições impostas pela Justiça.
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Em síntese, os exames confirmaram a necessidade de tratamento continuado para gastrite e esofagite, mas descartaram complicações graves no momento. Bolsonaro volta para casa sob cuidados médicos e sob as mesmas restrições judiciais. Continue acompanhando nosso portal para atualizações e demais desdobramentos.

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