KUALA LUMPUR, Malásia – A primeira reunião técnica entre Brasil e Estados Unidos para discutir a suspensão da tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros foi transferida para as 8 h desta segunda-feira (27), horário local. O encontro estava inicialmente previsto para a noite de domingo, mas foi adiado após um contato telefônico de última hora entre as delegações.
Contatos de alto nível definem novo cronograma
O chanceler Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o assessor internacional do Planalto Audo Faleiros representaram Brasília na conversa. Pelo lado norte-americano, participaram o chefe do United States Trade Representative (USTR), Jamieson Greer, e integrantes da equipe econômica da Casa Branca.
De acordo com fontes que acompanham as tratativas, as agendas apertadas dos dois grupos explicam o ajuste de horário. O telefonema foi realizado por volta das 21 h em Kuala Lumpur (10 h em Brasília) e selou o novo compromisso. A mudança não altera o objetivo central: iniciar o processo técnico que, segundo o Itamaraty, deve levar à redução ou eliminação das sobretaxas “em poucas semanas”.
Tarifa de 50% na mira: foco em solução rápida
Washington aplicou a tarifa de 50% a uma série de exportações brasileiras sob argumento de proteção comercial. Brasília considera a medida “injustificada” e busca revertê-la com celeridade. A expectativa do governo federal é que a negociação bilateral resulte em alívio imediato para os setores mais afetados.
Durante encontro realizado no fim de semana, em Kuala Lumpur, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump acertaram o início de conversas técnicas já neste domingo. A sinalização da Casa Branca, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, é de “disposição para corrigir distorções” e avançar em um acordo de curto prazo.
O presidente Lula deve detalhar o andamento do diálogo ainda na noite de domingo, em entrevista coletiva no horário de Brasília. A coletiva servirá para confirmar a composição oficial das equipes e o calendário das próximas rodadas.


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Delegações alinhadas aos interesses domésticos
No lado brasileiro, a presença de representantes do Itamaraty e do MDIC indica o compromisso em harmonizar a política externa com a agenda industrial. Entre as prioridades estão setores de alta empregabilidade, que pressionam o governo pela remoção das taxas adicionais.
Já a delegação norte-americana leva à mesa membros do USTR e assessores econômicos da Casa Branca, sinalizando que a administração Trump deseja solução pragmática, sem prolongar tensões comerciais com um parceiro estratégico no Hemisfério Sul.
Próximos passos
Está previsto que, após a reunião desta segunda-feira, grupos de trabalho troquem informações técnicas sobre volumes exportados, impacto tarifário e cronogramas de implementação. A fase seguinte envolverá consultas públicas internas nos dois países, etapa necessária para ajustes regulatórios e possível assinatura de um termo de entendimento.

Imagem: Internet
Embora o governo brasileiro trabalhe com horizonte de “poucas semanas”, diplomatas reconhecem que prazos podem variar conforme a complexidade de cada linha tarifária. A permanência do tema na agenda dos líderes, no entanto, é vista como fator de pressão favorável a uma solução rápida.
Expectativa do setor produtivo
Empresas exportadoras acompanham com atenção o desfecho das conversas. Representantes da indústria avaliam que a suspensão das sobretaxas aumentará a competitividade dos bens brasileiros nos Estados Unidos, economizando custos relevantes em cadeias produtivas de alta intensidade de mão de obra.
Analistas também observam que um acordo contundente pode fortalecer a posição de ambos os países em negociações multilaterais, reduzindo contenciosos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e abrindo espaço para tratados futuros.
Para acompanhar outros desdobramentos da pauta econômica em Brasília, acesse a nossa seção de Política.
Em síntese, Brasil e Estados Unidos entram na semana com compromisso renovado de revisar a tarifa de 50% que atinge exportações nacionais. A reunião de segunda-feira será determinante para medir o grau de convergência e a velocidade de implementação das mudanças. Continue acompanhando o Geral de Notícias para atualizações diárias sobre comércio exterior e economia.
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