geraldenoticias 1763000609

Câmara adia votação do PL Antifacção e amplia debate sobre recursos para a Polícia Federal

Econômia

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagendou para a próxima terça-feira, 18, a análise do Projeto de Lei Antifacção. O adiamento foi solicitado pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP), diante das divergências que ainda cercam pontos centrais do texto.

Relatório ajusta repartição de bens apreendidos

Derrite apresentou a quarta versão do substitutivo na noite de quarta-feira, 12. A nova redação mantém a atuação da Polícia Federal e define que o valor arrecadado com a venda de bens confiscados seja direcionado:

  • ao Fundo de Segurança Pública do Estado responsável pela investigação, quando o caso correr em âmbito local;
  • ao Funapol, no cenário de apurações conduzidas pela Polícia Federal;
  • de forma igualitária, quando houver forças estaduais e federais atuando em conjunto.

O ajuste respondeu a críticas da base governista, que alegava “descapitalização” da PF. Ainda assim, o Ministério da Justiça sustenta que a mudança é insuficiente. Para o secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, a proposta retira recursos que chegam hoje à corporação via Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e cria risco de sobreposição normativa com a Lei de Organizações Criminosas.

Governo questiona conceito de “organização ultraviolenta”

Outro ponto de atrito é a inclusão do termo “organização ultraviolenta” para enquadrar facções com atuação armada e reiterada. Governistas argumentam não haver definição jurídica sólida, o que, segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), poderia gerar recursos intermináveis em tribunais. Para Farias, o relator “inventa categorias sem fundamento” e “enfraquece a política criminal”.

Em resposta, parlamentares de centro-direita defendem que o novo enquadramento atende à realidade do combate a facções responsáveis por ataques a transportes públicos, execuções e domínio territorial. O relator, ex-oficial da Polícia Militar, ressalta que a classificação objetiva diferenciar o crime violento organizado de associações menos agressivas.

Manutenção da autonomia da PF divide Plenário

Nos bastidores, a maior pressão parte da ala petista por manter integralmente o fluxo financeiro para a Polícia Federal. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, declarou que a partilha com Estados “esvazia fundos federais” essenciais às operações da corporação. Diante das críticas, Derrite adicionou a salvaguarda de repasse ao Funapol, mas recusou‐se a eliminar o repasse a Estados, frisando a necessidade de fortalecer forças locais que lidam na linha de frente com facções.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Parlamentares de siglas como Republicanos, PP, PSD e União Brasil apoiam o modelo de divisão, pois entendem que a descentralização dos recursos garante reação célere nos locais mais pressionados pelo crime organizado.

Emendas reforçam combate ao avanço de facções

Entre as emendas protocoladas, o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) propôs incluir na lei punições a grupos ou indivíduos que promovam ocupações de terras, prática frequentemente associada a movimentos que se valem de intimidação e violência para atingir objetivos políticos. A proposição amplia o escopo de enfrentamento ao crime, reforçando a proteção ao direito de propriedade.

O relatório também endurece penas, cria um banco nacional para mapear organizações criminosas e revoga benefícios a famílias de condenados por integrar facções, dispositivo considerado excessivamente leniente pelos defensores de políticas de segurança mais firmes.

Diálogo continua até terça-feira

Ao encerrar a sessão, Hugo Motta elogiou a “maturidade” de Derrite por concordar com novo prazo, reiterando que a construção do texto exige convergência entre lideranças e governo. Desde o início da semana, o relator percorre gabinetes para ouvir sugestões, sobretudo do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), e de bancadas de centro-direita.

O adiamento evita votação de um parecer ainda contestado, mas pressiona deputados a consolidar ajustes em menos de uma semana. Caso o acordo não seja fechado, líderes da oposição já sinalizam intenção de levar o texto a plenário mesmo sob resistência petista, argumentando que o país precisa de resposta rápida ao avanço de facções.

Com a sessão marcada para 18 de junho, a Câmara terá a oportunidade de definir parâmetros claros para destinação de recursos, tipificação de crimes e integração entre forças de segurança. A decisão impactará diretamente o financiamento de operações policiais e a capacidade de Estados e União reagirem a organizações que desafiam a autoridade do Estado.

Para acompanhar outras matérias sobre o cenário político em Brasília, acesse a seção dedicada em nosso site clicando aqui.

Em síntese, o adiamento amplia o espaço de negociação e evidencia o embate entre reforço de segurança pública e controle centralizado de recursos. Continue acompanhando nossos conteúdos e fique por dentro dos próximos passos da votação do PL Antifacção.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!