Brasília — A Câmara dos Deputados firmou contrato com a Fundação Getulio Vargas (FGV) no valor de aproximadamente R$ 4,9 milhões para executar um programa de comunicação destinado a melhorar a imagem da Casa perante a sociedade. O acordo prevê mapeamento de gargalos, diagnóstico de processos internos e realização de oficinas com servidores e parlamentares.
FGV assumirá diagnóstico de imagem institucional
De acordo com os termos divulgados, a FGV deverá identificar falhas na relação entre a Câmara e a opinião pública, propor ações de transparência e aperfeiçoar canais de prestação de contas. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, defende que a medida é necessária para recuperar a confiança dos eleitores após sucessivos desgastes políticos.
O montante será pago com recursos públicos, o que gerou questionamentos sobre custo-benefício em meio a outras prioridades orçamentárias. Fotografias divulgadas recentemente — como a que mostra Motta segurando uma garrafa de uísque em evento interno — reforçaram críticas de que a instituição precisaria, antes, rever condutas de seus integrantes.
Paralelamente, a Casa aprovou, há mais de um mês, regime de urgência para um projeto de anistia eleitoral. Até agora, contudo, não foi apresentado texto definitivo. O atraso alimenta percepções de ineficiência que o novo contrato pretende combater.
Barroso deixa STF após 12 anos votando a favor do aborto
O ministro Luís Roberto Barroso encerrou sua passagem de 12 anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com voto favorável à descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação. O posicionamento marcou sua última sessão antes da aposentadoria compulsória.
A decisão ocorre em cenário de intenso debate jurídico. A Constituição, no artigo 5º, estabelece a inviolabilidade do direito à vida, enquanto o artigo 2º do Código Civil garante proteção ao nascituro desde a concepção. A votação dividiu juristas e reacendeu discussões sobre competências do Legislativo e do Judiciário.


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Barroso deixou o tribunal de forma repentina, sem cerimônia de despedida tradicional. Com o cargo vago, o Palácio do Planalto deve indicar novo ministro nas próximas semanas.
Violência retoma na Faixa de Gaza após ataque do Hamas
O frágil acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza sofreu revés após militantes do Hamas matarem dois soldados israelenses e ferirem outros três. O ataque levou o Exército de Israel a retomar operações militares na região. Horas antes, facções rivais palestinas relataram que o Hamas executou, em praça pública, integrantes opositores para impor controle.
A escalada demonstra as dificuldades de acordos que incluem o grupo, apoiado pelo Irã e classificado como organização terrorista por diversos países ocidentais. Autoridades israelenses afirmam que não negociarão novo cessar-fogo enquanto persistirem ações armadas.

Imagem: Douglas Gomes
Assassinato de adolescente em Brasília renova debate sobre maioridade penal
Em pleno Plano Piloto, no bloco 112, o estudante do Colégio Militar Isaac Vilhena, de 16 anos, foi esfaqueado no peito por um grupo de seis a sete adolescentes que praticava roubos de celulares. A vítima perseguia um dos assaltantes para recuperar o aparelho quando foi atingida.
Isaac morreu no local antes da chegada do socorro. Filha de militar médico do Exército, a família se deparou com o corpo do jovem ainda à beira da quadra residencial, abalando a comunidade. A polícia investiga o paradeiro dos envolvidos, todos menores de idade.
O caso reacendeu discussões sobre a responsabilização penal de adolescentes que cometem crimes graves. Hoje, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, menores de 18 anos estão sujeitos a medidas socioeducativas, e não às penas aplicadas a adultos.
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Em síntese, a semana ficou marcada pelo investimento milionário da Câmara em reputação, pela saída de Barroso do STF com voto polêmico, pela retomada do conflito em Gaza e por um crime que expôs falhas na segurança urbana. Continue conosco e receba atualizações diárias diretamente no seu dispositivo.
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