Roma, 02 de setembro de 2025. A partir deste domingo, as redes sociais contam com um padroeiro oficialmente reconhecido pela Igreja Católica. O papa Leão XIV proclamou santo o jovem Carlo Acutis, falecido em 2006, atribuindo-lhe a proteção dos ambientes digitais diante das frequentes tentativas de restrição de conteúdo.
Canonização estabelece protetor para a era digital
Carlo Acutis nasceu em Londres, em 1991, filho de pais italianos. Ainda criança, mudou-se para a região da Lombardia, onde desenvolveu interesse por programação e apostolado on-line. Criou um site dedicado a divulgar valores judaico-cristãos, incentivar obras de caridade e explicar temas religiosos de forma acessível. A iniciativa inspirou inúmeros projetos semelhantes, consolidando o adolescente como referência de evangelização na internet.
Em 2006, Acutis morreu em Monza, aos 15 anos, vítima de leucemia fulminante. O processo de canonização avançou rapidamente após dois milagres terem sido atribuídos à sua intercessão. O segundo — decisivo para a elevação aos altares — ocorreu em Campo Grande, onde um menino de dez anos foi curado de uma grave enfermidade no pâncreas. Médicos e peritos do Vaticano confirmaram a ausência de explicação clínica para a recuperação, validando o acontecimento como milagre.
Ao nomeá-lo padroeiro da internet, a Santa Sé pretende incentivar o uso responsável das plataformas digitais e reforçar a defesa da liberdade de expressão, tema sensível em diversos países, especialmente no Brasil, onde tramitam propostas que miram o controle de publicações em redes sociais.
Crime organizado ganha espaço e ameaça soberania regional
Enquanto a canonização chama atenção para a proteção do ambiente virtual, outro desafio avança no mundo físico. Na segunda-feira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, admitiu publicamente que 10% da gasolina refinada na estatal local é distribuída por organizações criminosas. O reconhecimento escancara a força do tráfico de combustíveis, considerado menos arriscado e mais lucrativo do que a venda de entorpecentes.
A realidade colombiana encontra paralelo no Brasil. Relatórios de segurança apontam que facções controlam cinco refinarias clandestinas de etanol, empregam cerca de 1,6 mil caminhões e abastecem centenas de postos. O domínio do crime se estende à floresta amazônica: somente no estado do Amazonas existem cerca de 100 pistas de pouso improvisadas para o transporte ilegal fluvial e aéreo, disputadas por PCC e Comando Vermelho.


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O poder dessas organizações também alcança instituições financeiras. O controle da Reag Investimentos, que mantinha o teatro Belas Artes em São Paulo, foi colocado à venda após investigações indicarem forte influência do PCC sobre a clientela. Sem a presença da facção, a empresa perdeu sustentação financeira.
Na Colômbia, a expansão criminosa coincide com a política de condescendência do governo de esquerda. Dados oficiais apontam aumento de 36% na produção de cocaína desde o início do mandato Petro, tornando o país o maior produtor e exportador mundial da droga. O avanço se reflete na escalada da violência: 35 militares colombianos permanecem sequestrados por grupos armados, cenário comparado por analistas à situação de reféns mantidos pelo Hamas no Oriente Médio.

Imagem: Cristina Cabrejas
A herança da antiga guerrilha das Farc, hoje partido político, soma-se ao problema. Equipamentos bélicos e treinamento adquiridos no passado reforçam facções contemporâneas, ampliando riscos à soberania não só da Colômbia, mas também de nações vizinhas.
Desafios convergentes: liberdade digital e segurança pública
A proclamação de Carlo Acutis como padroeiro da internet surge num momento em que plataformas digitais enfrentam pressões por regulação intensa. Especialistas entendem que a canonização reforça o apelo por espaços livres de censura, essenciais para o debate democrático. Paralelamente, a escalada do crime organizado evidencia a necessidade de presença estatal robusta para conter facções que sufocam a economia legal e ameaçam comunidades.
No Brasil, projetos de lei destinados a controlar o conteúdo nas redes avançam em Brasília, enquanto governadores e prefeitos buscam estratégias para recuperar áreas dominadas pela criminalidade. A combinação de ofensivas legislativas no ambiente virtual e fragilidade no combate a grupos armados coloca em xeque liberdades individuais básicas e a autoridade do Estado.
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Em síntese, a canonização de Carlo Acutis simboliza a defesa da livre circulação de ideias na internet, enquanto o avanço do crime organizado ressalta a urgência de políticas firmes de segurança. Continue seguindo nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para fortalecer o debate público.
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