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Carvão em Candiota volta a operar e reforça segurança elétrica no Sul

Econômia

CANDIOTA (RS) – A usina termelétrica a carvão instalada na cidade de Candiota, no extremo sul gaúcho, retomou suas operações depois de um período de paralisação. O empreendimento pertence à Âmbar, companhia controlada pelos empresários Wesley e Joesley Batista, e volta a injetar energia no sistema nacional em um momento de crescente demanda no horário de ponta.

Retomada sem contrato regulado

O contrato regulado de fornecimento da usina expirou em 2022, situação que resultou no fechamento de empresas prestadoras de serviço e na saída de moradores em busca de trabalho. Sem novo acordo de longo prazo, a Âmbar optou por vender eletricidade no mercado de curto prazo, estratégia que garante receita imediata e contribui para a estabilidade do grid quando a geração solar e eólica cai.

Mesmo com uma matriz composta por mais de 80% de fontes renováveis, o Brasil ainda mantém cinco termelétricas a carvão ativas, responsáveis por aproximadamente 3% da eletricidade consumida. A justificativa oficial para mantê-las gira em torno da segurança energética, sobretudo em dias de baixa oferta hídrica ou variação nos ventos.

Apoio legislativo até 2040

No mês passado, o Congresso Nacional aprovou medida provisória que garante contratos de fornecimento para usinas movidas a carvão mineral nacional até 2040. O dispositivo, que aguarda sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, funciona como tábua de salvação para plantas como a de Candiota e dá previsibilidade a investidores e trabalhadores do setor.

Além disso, o Ministério de Minas e Energia incluiu o carvão no leilão de capacidade programado para março de 2026. A proposta é remunerar unidades capazes de entrar em operação rapidamente quando as renováveis intermitentes não entregarem a energia prevista. Especialistas contrários à medida argumentam que usinas a carvão não têm partida instantânea, mas a pasta sustenta que a contratação ampliará a confiabilidade do sistema e permitirá a inserção de mais renováveis.

Pressão local por empregos

Em Candiota, cerca de 10 mil postos de trabalho dependem direta ou indiretamente das atividades relacionadas à mina de carvão, à termelétrica e a indústrias derivadas, como a de cimento que reaproveita cinzas. Lideranças sindicais e empresariais defendem a continuidade das operações até que alternativas econômicas sejam implantadas.

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José Adolfo de Carvalho Júnior, responsável por uma das minas da região, afirma que o fechamento imediato não traria benefício ambiental relevante, classificando a participação de 3% do carvão na matriz brasileira como “uma gota no oceano” em relação às emissões globais. Já Graça dos Santos, ex-empregada da usina, teme pelo futuro caso a transição energética não seja acompanhada de programas de recolocação.

Críticas e disputas judiciais

O grupo ambientalista Arayara ingressou na Justiça pedindo suspensão da licença ambiental da termelétrica. Paralelamente, a Frente Nacional dos Consumidores de Energia critica subsídios ao carvão por considerá-los onerosos ao consumidor final. A Âmbar rebate e sustenta que o carvão nacional é seguro, abundante e essencial para o equilíbrio do sistema em períodos de baixa hidrologia.

Para analistas do think tank Global Energy Monitor, o lobby de produtores nos Estados mineradores prolonga a vida das térmicas. Eles apontam ainda falta de planejamento para expandir linhas de transmissão e uso de excedentes renováveis, o que deixaria o governo suscetível à pressão de setores ligados ao carvão e ao gás natural.

Ausência de plano de transição

Apesar de sediar a COP30 e cobrar o fim de combustíveis fósseis em foros internacionais, o governo federal não apresentou cronograma claro para desativar as termelétricas a carvão remanescentes. Na visão de produtores rurais locais, investimentos em cadeias como carne bovina, vinho e azeite poderiam absorver parte da mão de obra, mas até agora nenhuma política concreta saiu do papel.

Hermelindo Ferreira, líder do sindicato dos mineiros, reconhece a queda de confiança no futuro do carvão e incentiva colegas a buscarem qualificação em setores como o eólico. Ele mesmo já obteve certificação para manutenção de torres de medição de vento, mas ressalta que a indústria de renováveis ainda não chegou com força à região.

A discussão sobre o papel do carvão em um país majoritariamente renovável segue aberta. Enquanto ambientalistas pressionam por desligamento imediato e empresários locais defendem contratos mais longos, a usina de Candiota permanece operando e garantindo eletricidade em horários críticos, à espera da decisão presidencial sobre o dispositivo que estende seu funcionamento até 2040.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre políticas energéticas e decisões que impactam o setor, confira a seção dedicada a política nacional e mantenha-se bem informado.

Em resumo, a retomada da termelétrica de Candiota revela o impasse entre segurança elétrica, empregos regionais e metas ambientais. Continue nos acompanhando para saber como o governo e o Congresso vão equilibrar esses interesses nos próximos meses.

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