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Cláudio Castro reforça operação no Rio e reage às críticas: “Protejo vidas, já estou reeleito”

Política

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), rebateu nesta terça-feira (28) alegações de que a megaoperação realizada na Zona Norte da capital teria motivação eleitoral. Reeleito em 2022 com quase 60% dos votos, o chefe do Executivo fluminense declarou que não precisa de “benefício político” para agir e apontou a ADPF 635 — decisão que restringe ações policiais em comunidades — como um dos fatores para o fortalecimento do crime organizado.

Governador defende operação e responsabiliza ADPF 635

Em entrevista à CNN Brasil, Castro afirmou que a ação das polícias Militar e Civil, planejada durante mais de 60 dias em conjunto com o Ministério Público, teve como “único objetivo salvar vidas”. O balanço parcial indica mais de 60 mortos, quatro policiais entre eles, e 81 suspeitos presos. Trata-se da operação mais letal já registrada na cidade.

Segundo o governador, a limitação imposta pela ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, criou um ambiente propício para a expansão de facções, em especial o Comando Vermelho (CV). Castro classificou a intensidade dos confrontos como “próxima ao terrorismo” e disse que o estado vem trabalhando para recuperar áreas dominadas pelo tráfico.

Críticas à União e negativa de apoio federal

Castro reiterou que o governo federal não participou diretamente da ofensiva. Ele relatou ter solicitado veículos blindados da Marinha em ocasiões anteriores e ouvido como resposta que a cessão dependeria de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O presidente Lula, lembrou o governador, já se manifestou contra a medida. “O Rio está sozinho nessa guerra”, resumiu.

Minutos após as declarações, o Ministério da Justiça divulgou nota afirmando ter “atendido prontamente” todos os pedidos do Palácio Guanabara. Diante do atrito, Castro telefonou para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com o objetivo de conter a crise. “A crítica foi dura, porém educada”, explicou.

O governador também cobrou atuação mais rigorosa do Executivo federal nas fronteiras, por onde entram armas e drogas que abastecem facções cariocas. Ele considerou insuficiente a discussão de uma nova PEC da Segurança Pública, alegando que o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) já existe e precisa ser efetivamente implantado.

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Sem pretensão eleitoral imediata

Embora tenha manifestado interesse em disputar o Senado em 2026, Castro garantiu que a decisão final passará por Jair Bolsonaro, pelo senador Flávio Bolsonaro e pela direção nacional do PL. “Estou reeleito, não preciso dessa operação para nada”, enfatizou. Seu foco, disse, é “proteger a vida de quem paga impostos e vive refém do crime”.

O governador citou ainda a necessidade de “integração” entre os entes federativos, mas reforçou que “o governo central ainda não enxergou a segurança pública como prioridade”.

Balanço da operação e próximos passos

A ofensiva concentrou-se em favelas da Zona Norte, região historicamente controlada pelo CV. De acordo com a Secretaria de Segurança, armas longas, explosivos e munições foram apreendidos, e parte dos suspeitos transferia lucros do tráfico para outras unidades da federação. A Polícia Civil manterá equipes no terreno para impedir o retorno de líderes criminosos.

Castro disse que novas ações serão iniciadas “a qualquer momento” caso o serviço de inteligência confirme movimentação de facções. Ele descartou recuo diante de críticas de entidades de direitos humanos e reiterou que operações seguirão “os protocolos determinados pelo Supremo”.

Para acompanhar outras discussões sobre a segurança pública e a relação entre estados e União, leia também nossa cobertura em Política.

Em síntese, o governador fluminense sustenta que a megaoperação foi planejada tecnicamente, sem viés eleitoral, e vê falhas na cooperação federal contra o crime. O debate sobre o papel da União na segurança deve intensificar-se, sobretudo diante dos pedidos por reforço militar no combate às facções.

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Resumo: Cláudio Castro nega uso político da maior operação policial já registrada no Rio, critica limitações impostas pelo STF e cobra mais participação do governo Lula no bloqueio de armas e drogas. Continue acompanhando nossas publicações e compartilhe este conteúdo para que mais leitores entendam os desdobramentos da segurança pública no estado.

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