Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuam de uma nova tentativa de obstrução na Câmara dos Deputados e concentram esforços em pautas com maior chance de apoio do Centrão. A avaliação interna é de que insistir, neste momento, no chamado pacote anti-STF isolaria o partido e traria novo desgaste com a cúpula da Casa.
Falta de apoio interno e cautela após desgaste
Na primeira semana de agosto, parlamentares bolsonaristas bloquearam votações em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal. O movimento irritou lideranças de centro e gerou atrito com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que atuou para retomar a agenda normal do plenário. Agora, segundo interlocutores, o Partido Liberal reconhece não ter votos suficientes para repetir a estratégia – e teme acirrar a ruptura com forças decisivas para a formação de maiorias.
O cálculo político considera ainda o momento de tensão entre Brasília e Washington, citado por deputados como fator de desconfiança adicional do Centrão. Qualquer sinal de radicalização, avaliam, poderia afastar legendas que hoje funcionam como fiel da balança nas principais deliberações legislativas.
PECs seguem na mesa, mas sem perspectiva de avanço
A oposição mantém a intenção de levar ao plenário duas propostas de emenda à Constituição:
• PEC do fim do foro privilegiado – retira de parte dos políticos a prerrogativa de serem julgados diretamente pelo Supremo.
• PEC das prerrogativas parlamentares – exige autorização do Congresso para abertura de ações penais contra deputados e senadores.
Apesar da insistência, líderes da Câmara voltam a se reunir nesta terça-feira, 19, sem indícios de que as matérias sejam pautadas. Nos bastidores, o sentimento é de que não há maioria para enfrentar o STF em plena sessão, e a base governista deverá trabalhar para manter a situação como está. Já a proposta de anistia ampla a investigados pelos atos de 8 de janeiro – defendida por parte do bolsonarismo – encontra resistência ainda maior e não tem data para entrar na pauta.
Plenário prioriza proteção de menores nas redes
Enquanto o pacote anti-STF perde tração, o foco desta semana recai sobre o projeto que combate a adultização de crianças e adolescentes na internet. A matéria será debatida em comissão geral e tem votação prevista para quarta-feira, 20. O texto cria obrigações para plataformas digitais no controle de conteúdo sexual direcionado a menores, além de sanções a perfis que violem as novas regras.


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Dentro do PL, há parlamentares que veem no projeto risco de censura e defendem a manutenção de um grupo de trabalho permanente para acompanhar o tema. Mesmo assim, a direção da bancada considera a proposta de forte apelo social e não pretende se posicionar contra, evitando nova crise de imagem.
Impacto para a estratégia da oposição
Sem os instrumentos de obstrução e sem consenso para emplacar PECs que atingem diretamente o Supremo, a oposição terá de calibrar o discurso. A tática agora é explorar temas com alto respaldo popular – como a defesa da família e a proteção de menores – para manter visibilidade e pressionar o governo por outra via. Ao mesmo tempo, líderes ligados a Bolsonaro garantem que não abandonarão as pautas que limitam o alcance do STF, apenas aguardam “o momento político adequado”.
No curto prazo, contudo, a prioridade do plenário dificilmente mudará: projetos com apoio transversal, custo político reduzido e respaldo do presidente da Câmara tendem a avançar primeiro. Assim, o Centrão segue impondo ritmo próprio e condicionando a agenda a interesses pragmáticos.
Para acompanhar outras movimentações do Legislativo e entender como o Centrão atua nas negociações diárias, visite a seção de política do Geral de Notícias.
Em resumo, o PL recua taticamente, o pacote anti-STF continua sem apoio suficiente e o plenário se volta a temas de maior consenso. Fique atento às atualizações e participe nos comentários: qual pauta deveria ser prioridade na Câmara?

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

