Paraná – A cooperativa Capal concluiu, no fim de outubro, a colheita de cevada em sua área de cobertura superior a 14 mil hectares e registrou 58,7 mil toneladas de grãos. O volume representa crescimento de 12% sobre a estimativa inicial da safra 2025, fixada em 52 mil toneladas de produtividade líquida.
Clima favorável impulsiona rendimento
O coordenador regional de Assistência Técnica Agrícola (DAT) da Capal, Roberto Martins, atribui o desempenho ao regime hídrico regular durante o inverno. Embora as chuvas tenham sido menos volumosas que em temporadas anteriores, a distribuição ocorreu de maneira equilibrada, evitando períodos de estresse hídrico. Essa condição foi decisiva especialmente para a cevada, cuja semeadura é antecipada.
Além da regularidade das precipitações, o inverno apresentou temperaturas amenas com amplitude térmica acentuada: noites frias e tardes ensolaradas. Essa combinação assegurou melhor enchimento dos grãos e maior peso específico, fatores que elevam a qualidade do produto final.
Segundo Martins, a menor nebulosidade nas tardes de inverno permitiu maior incidência de radiação solar, otimizando a fotossíntese e aumentando o acúmulo de biomassa. “O resultado foi um grão mais pesado e com alto potencial germinativo, características essenciais para a indústria de malte”, observa o técnico.
Qualidade acima da média e destino à malteação
Os dados da classificação da cevada revelam que mais de 90% das cargas entregues apresentaram grãos maiores, baixo teor de proteína e ausência de microtoxinas. Esse padrão supera as exigências para o mercado cervejeiro, principal destino da produção.
Vilmar Schüssler, gerente da Maltaria Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa, confirma o desempenho positivo. “Esperamos classificar praticamente 100% da cevada recebida da Capal como cervejeira. Os grãos estão acima da média e atendem a todos os requisitos para a malteação”, afirma.


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A maltaria possui capacidade instalada de 240 mil toneladas por ano. Para operar no limite, a estrutura demanda recepção diária de 800 toneladas de cevada, que resultam em cerca de 650 toneladas de malte após o processo de transformação. A safra robusta da Capal contribui para suprir parte desse volume e reforça o potencial de expansão do cultivo na região.
Genética e manejo garantem produtividade
Além do clima, a escolha de cultivares adaptadas às condições locais foi determinante para o resultado. A cooperativa investiu em sementes com maior resistência a doenças e capacidade de desenvolvimento em temperaturas mais baixas. O manejo criterioso, aliado a assistência técnica constante, minimizou perdas e maximizou o retorno econômico ao produtor.

Imagem: GIls Abreu
Martins destaca que o plantio antecipado, realizado logo após a colheita da soja, favoreceu a germinação e um alongado ciclo de desenvolvimento. “A soma de planejamento, tecnologia de sementes e condições climáticas adequadas proporcionou um cenário raro de produtividade e qualidade simultâneas”, explica.
Perspectivas para 2026
Diante do resultado, a expectativa é ampliar a área de cevada no próximo ciclo e atrair novos cooperados ao projeto de intercooperação que envolve Capal e outras cooperativas da região dos Campos Gerais. A meta é elevar a liquidez da maltaria e assegurar remuneração competitiva ao agricultor.
A tendência favorável reforça a importância do agronegócio paranaense no fornecimento de matéria-prima para a cadeia cervejeira nacional. Com clima favorável, genética de ponta e suporte técnico, a Capal consolida-se como referência em produtividade e qualidade na cultura da cevada.
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Em síntese, a safra 2025 da Capal confirma que planejamento, tecnologia e condições climáticas adequadas podem gerar resultados sólidos, beneficiando produtores, indústria e consumidores. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro do que move o agronegócio brasileiro.
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