rss featured 4718 1755119127

China injeta bilhões e reforça domínio econômico no Brasil

Política

A presença chinesa no mercado brasileiro avança em ritmo acelerado. Projeções da ApexBrasil indicam que os aportes da China devem superar R$ 27 bilhões até 2032, consolidando a chegada de novas empresas em áreas estratégicas e ampliando o espaço já ocupado desde 2009, quando o país asiático assumiu a liderança como principal parceiro comercial do Brasil.

Crescimento dos investimentos diretos e setores priorizados

Dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) mostram que, em 2023, os investimentos de origem chinesa somaram US$ 1,73 bilhão — alta de 33 % em relação ao ano anterior. Do total, 39 % foram destinados a projetos do setor elétrico e 33 % à indústria automotiva. Já o Banco Central registra que, apenas entre janeiro e junho deste ano, o volume aplicado em participação de capital ultrapassou US$ 379 milhões, superando o valor anual observado desde 2018.

O advogado tributarista Marco Antônio Ruzene aponta que a China vem buscando parcerias público-privadas e concessões estatais, especialmente em infraestrutura logística e energética, áreas que facilitam o escoamento de produtos e ampliam a cooperação bilateral. A especialista Vivian Fraga, da TozziniFreire Advogados, destaca que os aportes chineses avançam em energia, logística, tecnologia, setor automotivo e varejo digital, refletindo o interesse de Pequim em segurança alimentar, energética e no fortalecimento de cadeias globais de suprimentos.

Comércio bilateral: saldo favorável aos chineses

Além do capital investido, a China responde por 28 % das exportações brasileiras e por 41 % do superávit comercial nacional. As vendas são concentradas em três commodities — soja (33,4 %), petróleo bruto (21,2 %) e minério de ferro (21,1 %). Pelo lado das importações, a participação chinesa subiu para 24,2 % em 2024, quadruplicando o peso observado duas décadas atrás. Entram no país principalmente veículos elétricos, equipamentos de telecomunicações e máquinas industriais.

Estados Unidos ainda lideram o estoque, mas tendência é de aproximação com Pequim

Mesmo com o ritmo de expansão chinês, os Estados Unidos mantêm a maior fatia do estoque de investimentos no Brasil: US$ 357,8 bilhões em 2024, triplo do registrado em 2014. O montante chinês, acumulado desde 2005, alcança US$ 76 bilhões — cerca de um quinto do norte-americano. Analistas observam que o aumento de tarifas aplicado por Washington a produtos brasileiros, iniciado na gestão Donald Trump, gerou incerteza e vem favorecendo a procura por parceiros mais previsíveis, cenário em que a China se apresenta como alternativa.

Aportes repartidos em mobilidade, energia e tecnologia

A diversificação marca a atual onda de investimentos chineses. Na indústria automotiva, a GWM pretende aplicar R$ 10 bilhões até 2032; a BYD investe R$ 5,5 bilhões na fábrica de Camaçari (BA), com capacidade para 600 mil veículos por ano; e a GAC projeta R$ 7,4 bilhões, incluindo centro de pesquisa no Nordeste. Em mobilidade urbana, a DiDi, controladora do aplicativo 99, reservou R$ 1 bilhão para relançar o 99Food e instalar dez mil pontos de recarga elétrica.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

No setor de energia, a Envision Energy planeja até R$ 5 bilhões em um hub industrial no Rio de Janeiro, dedicado a combustível sustentável de aviação, hidrogênio verde e amônia verde. A CGN, maior empresa nuclear chinesa, direciona R$ 3 bilhões à geração renovável no Piauí.

China injeta bilhões e reforça domínio econômico no Brasil - Imagem do artigo original

Em tecnologia e semicondutores, a Longsys, via subsidiária Zilia, investirá R$ 650 milhões na ampliação de fábricas em São Paulo e Amazonas. A Bytedance estuda a instalação de um data center para o TikTok, enquanto a Huawei negocia o uso de data centers da Dataprev e de universidades, aguardando ajustes regulatórios que estimulem a construção dessas estruturas.

Mineração e serviços completam o quadro

A China também intensifica a presença na mineração. A CMOC adquiriu operações de nióbio e fosfato por US$ 1,5 bilhão; a Baiyin Nonferrous comprou a mineradora Vale Verde por R$ 2,4 bilhões visando a produção de cobre; e a BYD obteve direitos de exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha (MG). Outros movimentos incluem a compra da Mina de Pitinga pela CNT e a aquisição de ativos de níquel da Anglo American pela MMG.

Nos serviços, a Meituan, via marca Keeta, prevê R$ 5,6 bilhões no mercado de delivery, e a rede de fast-food Mixue destinará R$ 3,2 bilhões à abertura de unidades que utilizem frutas locais. A UnionPay, maior emissora de cartões da China, opera no Brasil a partir de 2025 por meio da fintech Left.

Parcerias em inovação e área médica

A cooperação Brasil-China abrange ainda projetos de alta tecnologia. A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) firmou acordo com o Zhongguancun Development Group para criar um China Desk que facilitará a internacionalização de empresas dos dois países. Na saúde, a Eurofarma e a Sinovac estabeleceram o Instituto Brasil-China de Biotecnologia, dedicado ao desenvolvimento de vacinas de nova geração, anticorpos monoclonais e terapias celulares.

Com aportes sólidos e multiplos projetos em andamento, a presença chinesa no Brasil tende a se expandir, tornando o país asiático peça central na infraestrutura, na indústria e no comércio exterior brasileiros.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!