A MetSul Meteorologia confirmou que um ciclone extratropical deve se organizar sobre o Rio Grande do Sul até o fim desta semana, elevando o risco de chuva volumosa e ventos fortes em grande parte do país. O centro de baixa pressão começa a se desenvolver no Oceano Pacífico, cruza a Cordilheira dos Andes e alcança o norte e o centro da Argentina entre quarta (6) e quinta-feira (7), antes de avançar para território gaúcho.
Volumes de chuva e áreas sob risco imediato
Modelos climáticos indicam acumulados entre 50 mm e 100 mm em 24 horas no Rio Grande do Sul, com picos superiores em pontos isolados. A instabilidade se estende a Santa Catarina e Paraná, onde as rajadas de vento já provocaram danos no fim de semana. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o mau tempo segue até a manhã de segunda-feira (3) nas regiões noroeste, norte e centro do estado, avançando depois para o litoral.
No interior paranaense, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) relatou alagamento de lavouras, perda de maquinário e prejuízos em quase todas as regiões. O governo estadual confirma impactos significativos em propriedades rurais e estruturas produtivas.
Alerta do Inmet atinge 13 estados
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta amarelo de perigo potencial para Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná. Nessas áreas, pode chover até 50 mm em 24 horas, com risco de granizo e ventos de até 60 km/h.
Em porções de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro o nível sobe para alerta laranja. A previsão é de precipitações de até 100 mm, rajadas que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de granizo. Já no Nordeste, o Inmet prevê chuvas isoladas até terça-feira (4) nas faixas litorâneas da Bahia, Sergipe, Alagoas e no centro-norte do Maranhão, enquanto a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 30 % no norte e oeste da região.
Deslocamento do sistema e previsão para o fim de semana
A meteorologista Estael Sias, da MetSul, explica que o ciclone se desloca para o Oceano Atlântico no sábado (8). Mesmo assim, parte do Rio Grande do Sul ainda poderá registrar precipitações. No Paraná, a condição de instabilidade deve perdurar pelo menos até segunda-feira (3), com tendência de enfraquecimento gradativo a partir do litoral.


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No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso do Sul e Goiás devem enfrentar temporais associados às áreas de instabilidade formadas pelo mesmo sistema de baixa pressão. Também há previsão de pancadas fortes em São Paulo, sobretudo no oeste e no sul do estado.
Atenção redobrada no campo e nas cidades
Apesar de o fenômeno ser típico da primavera, autoridades orientam que produtores rurais e moradores de áreas urbanas reforcem medidas de prevenção. A Faep reforçou a necessidade de apoio imediato dos governos municipal, estadual e federal para garantir recuperação rápida das lavouras danificadas. “O produtor faz a parte dele; agora é hora de o poder público estar presente”, declarou o presidente interino da federação, Ágide Eduardo Meneguette.

Imagem: Internet
Cidades costeiras também devem monitorar possíveis alagamentos em razão da elevação do nível dos rios e da maré, enquanto concessionárias de energia alertam para o risco de quedas de postes e interrupções no fornecimento.
Recomendações oficiais
Os serviços de meteorologia recomendam:
- Evitar deslocamentos longos durante os picos de chuva e vento;
- Reforçar telhados, painéis solares e estruturas suscetíveis a rajadas;
- Manter distância de fios elétricos e árvores com risco de queda;
- Acompanhar boletins atualizados de instituições oficiais.
Para acompanhar as decisões governamentais que podem influenciar ações de mitigação de desastres, visite nossa seção de Política.
O avanço do ciclone exige atenção redobrada em todo o Sul e regiões vizinhas. Fique atento às atualizações meteorológicas e às orientações da Defesa Civil. Confira novas informações aqui no portal e compartilhe as recomendações com familiares e vizinhos.
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