Brasília, 13 out. 2025 – O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que a intervenção do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no exterior alterou profundamente a estratégia eleitoral da direita para 2026. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o presidente do Progressistas declarou que a base conservadora tinha a próxima disputa presidencial “completamente resolvida”, mas precisou refazer o roteiro após a atuação do parlamentar nos Estados Unidos.
Críticas à estratégia internacional
Segundo Nogueira, Eduardo Bolsonaro provocou “prejuízo gigantesco” ao pautar denúncias contra o Supremo Tribunal Federal fora do país. O deputado, radicado temporariamente nos Estados Unidos, acusa a Corte de perseguição política e enfatiza supostos abusos do ministro Alexandre de Moraes. Para o senador, essa movimentação ofereceu ao presidente Lula (PT) terreno fértil para reforçar o discurso de vítima e recuperar popularidade.
Nogueira sustentou que Lula “ficou muito feliz” com as sanções impostas ao próprio Eduardo e a aliados, pois ganhou novo fôlego junto ao eleitorado moderado. Ainda assim, o dirigente do PP vê oportunidade de diálogo entre Brasília e Washington, mencionando a recente reabertura de canais diplomáticos. Ele responsabilizou o Planalto pela demora em iniciar negociações bilaterais mais robustas.
Possíveis nomes e cálculo eleitoral
Ciro Nogueira disse confiar na competitividade dos quadros conservadores. Revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro “já decidiu” quem apoiará em 2026, citando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR) como pré-candidatos viáveis. Embora não tenha detalhado qual dos dois conta com preferência maior, o senador ressaltou que ambos carregam boa imagem de gestor e defendem agenda de ajuste fiscal e redução de impostos.
Questionado sobre eventual divisão interna, Nogueira minimizou o risco, argumentando que a direita conta com base sólida no Congresso e em governos estaduais estratégicos. “Temos agenda clara, não dependemos de narrativas externas para mobilizar nosso eleitor”, declarou.
Disputa sobre emendas e MP da Taxação
O senador também comentou a queda da Medida Provisória da Taxação, proposta pela equipe de Fernando Haddad para criar novos tributos e reforçar o caixa federal em R$ 17 bilhões. A MP caducou após sucessivos adiamentos no Congresso. Durante a votação, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) agradeceu a Tarcísio de Freitas pelo suposto empenho contra o aumento de impostos. Tarcísio negou ter articulado a derrubada, mas Ciro Nogueira atribuiu o reconhecimento à postura constante do governador paulista em defesa da carga tributária mais baixa.


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Haddad reagiu sugerindo corte de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares como compensação. Nogueira rebateu a ameaça, classificando as verbas como essenciais para estados carentes, citando o Piauí como exemplo. “Não há hipótese de abrir mão desse instrumento”, disse. Ele acusou o governo de tentar monopolizar o controle das emendas para ampliar poder de barganha sobre deputados e senadores.
Mandatos no STF em segundo plano
Sobre a proposta de limitar tempo de permanência de ministros do Supremo, o senador defendeu idade de aposentadoria “significativa”, sem especificar número, mas destacou que o tema não está entre suas prioridades. O foco imediato, segundo ele, é avaliar se Lula indicará ao Senado um nome técnico, livre de motivação ideológica, para a vaga que será aberta na Corte.
Nogueira considera que a composição do STF, embora relevante, pesa menos no curto prazo do que a consolidação de um bloco conservador forte no Legislativo e nos governos estaduais. Para o senador, partidos de centro-direita devem manter aliança pragmática, garantindo maioria em votações-chave e sustentação de uma candidatura única em 2026.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Dentro desse cenário, o Progressistas projeta intensificar diálogo com Republicanos e PSD, mirando articulação que envolva setores empresariais e pautas de competitividade. A meta é apresentar pacote de reformas tributária e administrativa já no primeiro semestre de 2026, caso eleitos.
Para Nogueira, o principal desafio é reconquistar parcela do eleitorado que se distanciou após embates judiciais envolvendo figuras do antigo governo. Ele acredita que a narrativa de defesa das liberdades individuais, somada à crítica a aumentos de impostos, permanece com forte apelo entre pequenos empresários e classe média.
Embora lamente o “contratempo” causado pela exposição internacional de Eduardo Bolsonaro, o senador sustenta que a direita mantém estruturas de campanha sólidas e não descarta vitória em primeiro turno, caso Tarcísio ou Ratinho Junior consolidem amplo arco de alianças.
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Em resumo, Ciro Nogueira atribui aos movimentos de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos a necessidade de replanejar a corrida presidencial, mas mantém otimismo na força eleitoral da direita. Continue acompanhando nossos artigos e fique informado sobre cada passo rumo a 2026.
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