Brasília, 26 de setembro de 2025 — O senador Ciro Nogueira (PP-PI) utilizou a rede social X nesta sexta-feira para conclamar os partidos e lideranças de direita a formarem um bloco único antes da corrida presidencial de 2026. Segundo ele, a fragmentação atual ameaça desperdiçar uma “eleição ganha” e, na prática, abrir caminho para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou para a vitória de um correligionário petista.
Alerta direto ao campo conservador
“Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez”, escreveu Nogueira, ex-ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro e um dos principais articuladores do chamado Centrão. A publicação surge num cenário de incerteza sobre quem encabeçará a chapa oposicionista, já que Bolsonaro permanece inelegível após decisão da Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, a liderança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como aposta competitiva. O próprio Ciro Nogueira vê em Tarcísio um nome capaz de agregar siglas conservadoras e captar votos independentes. Porém, a resistência de setores mais fiéis ao ex-presidente — especialmente parlamentares alinhados aos filhos de Bolsonaro — tem impedido uma proclamação consensual.
Ao declarar que falta “bom senso” na direita, Nogueira criticou o que classifica como vaidades pessoais. Para o senador, insistir em candidaturas paralelas, mesmo que tenham alguma base de apoio, significaria “ser cabo eleitoral de Lula, do PT e do PSOL”, conforme publicou.
Pressão por anistia e possíveis nomes na disputa
Enquanto a indefinição persiste, o clã Bolsonaro aposta em uma possível anistia ampla que restabeleça os direitos políticos do ex-presidente. O debate ganhou força após movimentos no Congresso que sinalizam abertura para rever condenações eleitorais, mas o calendário legislativo e a pressão de setores de oposição tornam o desfecho incerto.
Paralelamente, figuras como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não descartam entrar na disputa, caso o ex-chefe do Executivo permaneça barrado. Governadores de perfil conservador em estados do Sul e do Centro-Oeste, a exemplo de Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR), também avaliam seus espaços, ampliando o leque de pré-candidaturas sem que haja convergência clara.


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Nesse mosaico, Ciro Nogueira argumenta que o eleitorado de direita, majoritário em diversos estados e decisivo no segundo turno de 2022, precisa enxergar uma opção única para evitar a dispersão de votos. O senador sustenta que a vitória é “estatisticamente provável” se houver união, citando pesquisas internas que projetam ampla vantagem de um nome conservador unificado sobre qualquer candidato ligado ao PT.
Desafios para construir consenso
A tarefa, contudo, passa por duas variáveis centrais: a definição de critérios objetivos para escolha do candidato e a partilha de espaço em coligações proporcionais. Dirigentes do PL, Republicanos e Progressistas defendem pesquisas qualitativas como método principal, enquanto siglas menores pleiteiam prévias partidárias abertas. Para Ciro Nogueira, a preferência deve recair sobre indicadores de viabilidade eleitoral, “sem concessões a projetos pessoais”.
Outro obstáculo é a composição de um programa mínimo de governo que unifique agendas fiscal, de segurança pública e de costumes. Integrantes da ala liberal cobram compromissos com reformas estruturantes, ao passo que grupos mais ligados ao bolsonarismo priorizam temas de combate ao aborto, defesa da posse de armas e educação de viés conservador. Nogueira, que se posiciona como articulador de consenso, defende um documento enxuto, focado em responsabilidade fiscal, redução da máquina estatal e respeito à pauta de valores, “sem radicalismos”.
Impacto no Congresso e nas bases eleitorais
A demora na definição repercute também na Câmara e no Senado. Deputados de direita relatam dificuldade para organizar chapas estaduais e planejar financiamento de campanha sem clareza sobre a cabeça de chapa nacional. Analistas do Congresso apontam que a pulverização de candidatos pode reduzir o número de cadeiras conservadoras, favorecendo alianças de esquerda.

Imagem: Edils Rodrigues
Nas bases, líderes evangélicos, representantes do agro e movimentos de renovação política pressionam por rapidez. Eles temem que o eleitorado perca entusiasmo caso as principais lideranças permaneçam em disputa interna até a virada do ano legislativo.
Para Ciro Nogueira, a solução deve ser selada “o quanto antes”. O senador planeja ampliar conversas com dirigentes partidários, governadores e parlamentares nas próximas semanas, buscando consolidar uma frente única até meados de 2025, prazo considerado estratégico para registrar candidatura e estruturar palanques estaduais.
Em meio às articulações, o senador reafirmou que seu apelo não se restringe a um nome específico, mas a um compromisso coletivo. “Quem quer que seja o escolhido, precisa ter o apoio de todos”, concluiu em sua publicação.
O posicionamento de Nogueira aprofunda o debate sobre o futuro da direita brasileira e coloca pressão sobre as lideranças a superarem divergências. Caso a unificação ocorra, a oposição acredita ter força suficiente para retomar o Planalto; se falhar, a divisão pode facilitar a manutenção do atual governo ou a ascensão de outra candidatura de esquerda.
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Este artigo sintetizou o apelo de Ciro Nogueira por unidade e os desafios que a direita enfrenta na preparação para 2026. Continue acompanhando nossas publicações e receba em primeira mão as definições da corrida presidencial.
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