Rio de Janeiro – Os cantores e compositores Claudio Nucci e Zé Renato voltam a registrar uma faixa em dupla depois de 40 anos. O encontro está materializado no single “A bandeira do porvir”, que chega às plataformas digitais em 8 de agosto e ganhará edição física em vinil de sete polegadas até o fim do ano pelo selo Discobertas. A gravação traz a primeira versão de estúdio da canção homônima, composta por Milton Nascimento (música) e Márcio Borges (letra), inédita em disco, além da releitura de “Eu sambo mesmo”, captada em 1985 e nunca antes disponibilizada comercialmente.
A reunião comemora as quatro décadas de “Pelo sim pelo não”, único álbum lançado pela dupla em 1985. Naquele trabalho, as faixas “Pelo sim pelo não” e “A hora e a vez” ganharam projeção nacional ao integrar a trilha da novela “Roque Santeiro” (1985–1986), reforçando o alcance do projeto. Agora, o novo single resgata a parceria e revisita a trajetória que começou nos festivais estudantis do Colégio Rio de Janeiro, no início dos anos 1970, e se consolidou no grupo Boca Livre a partir de 1979.
“A bandeira do porvir” foi criada em 2012 para o musical sinfônico “Semente – A bandeira do porvir”, apresentado de 3 a 5 de agosto daquele ano no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Durante os ensaios, Márcio Borges entregou a Claudio Nucci uma fita com voz e violão de Milton Nascimento e pediu que ele harmonizasse a peça para interpretá-la no espetáculo. No entanto, a direção optou por exibir a gravação original de Milton, e a composição não chegou a ser finalizada em estúdio, permanecendo fora do mercado até agora.
Doze anos depois, um encontro casual entre Borges e Nucci, em 2024, reacendeu o plano de registrar a obra. Com aval dos autores, Nucci assumiu a produção musical e convocou Márcio Resende (flauta), Paulo Calasans (piano), Rafael Lorga (percussão) e Rômulo Gomes (baixo fretless). O próprio Nucci executou violões, assinou o arranjo e realizou a mixagem. A voz de Zé Renato foi adicionada na etapa final, concluindo a primeira gravação da dupla desde a década de 1980.
A faixa de apoio do single, “Eu sambo mesmo” (Janet de Almeida, 1945), foi encontrada por Maurício Gouvêa entre as fitas-demo de “Pelo sim pelo não”. Registrada em 1985, a interpretação contou com Carlos Bala (bateria), Luiz Avellar (teclados), Nico Assumpção (1954–2001) no baixo, Ricardo Silveira na guitarra e Serginho Trombone (1949–2020) no trombone. Na época, Nucci e Zé Renato decidiram não incluir o samba no repertório final, porque o rumo artístico do álbum era outro. A redescoberta da gravação impulsionou a ideia de lançá-la junto à nova produção, formando um contraste entre passado e presente.


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O projeto tem produção artística de Maurício Gouvêa Memeca Moschovich e produção executiva de Marcelo Fróes. A capa reúne fotografias de Alexander Landau e Dri Gonçalves, com arte gráfica de Philippe Leon. Sob o título “Claudio Nucci e Zé Renato 40 anos (1985–2025)”, a iniciativa prevê outras ações ao longo do próximo ano, reforçando a parceria que já ultrapassa meio século. A edição digital do single em agosto marca o primeiro passo, enquanto o vinil de tiragem limitada deve chegar às lojas no último trimestre, mantendo ativo o diálogo entre dois nomes ligados ao cancioneiro brasileiro desde os anos 1970.


