Brasília, 2 de setembro de 2025 — A coluna assinada pelo jornalista Luciano Trigo na Gazeta do Povo classificou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como “o julgamento mais triste da história” e apontou riscos de novos abalos na já frágil estabilidade institucional brasileira.
Colunista vê aumento de tensão após decisão judicial
De acordo com o texto, a condenação e eventual prisão do ex-chefe do Executivo não resolveriam os problemas nacionais nem promoveriam pacificação. Pelo contrário, Trigo sustenta que a medida aprofunda o distanciamento entre grupos políticos, amplia a desconfiança em relação às instituições e fragiliza ainda mais o ambiente democrático.
O autor afirma que a expectativa de um consenso nacional contra Bolsonaro mostrou-se ilusória. Para ele, mesmo derrotados, os apoiadores do ex-presidente sentem “impotência e indignação”, enquanto os adversários, embora celebrem a decisão, experimentam “um triunfo vazio”.
Segundo a análise apresentada, a narrativa de que a punição encerraria um ciclo político não se confirma. O bolsonarismo, observa Trigo, tende a se fortalecer, pois lideranças transformadas em mártires geralmente ganham maior relevância simbólica. O colunista cita exemplos históricos de perseguições judiciais que geraram figuras ainda mais influentes.
Críticas ao Supremo e à grande imprensa
Trigo argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) assumiu protagonismo político além de sua função constitucional. Ele sustenta que a Corte, ao “interferir, legislar e punir seletivamente”, contribui para erosionar a confiança pública e legitimar percepções de perseguição contra opositores.
O texto também aponta uma suposta convergência entre grandes veículos de comunicação e o Judiciário. Na avaliação do colunista, parte da imprensa teria abandonado o papel de fiscalização para atuar como “repetidora” das decisões do STF, tratando ministros como “oráculos”. Essa postura, acrescenta, reforçaria a ideia de que o debate público está empobrecido.


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Ainda segundo a coluna, a seletividade das punições enfraquece a credibilidade do Estado de Direito. O receio de que os mesmos métodos sejam direcionados futuramente contra qualquer cidadão, inclusive à esquerda do espectro político, alimentaria um clima de insegurança generalizada.
Impactos na eleição de 2026 e apoio popular
Trigo menciona projeções de que o pleito de 2026 ocorrerá sob “o signo da desconfiança”. Ele relata pesquisas que atribuem ao ex-presidente cerca de 40% de aprovação nas redes sociais, número que, segundo a publicação, supera o engajamento do atual mandatário Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro continuaria influente entre eleitores conservadores.
Para o colunista, o julgamento — longe de ser ponto final — inaugura novo ciclo de instabilidade. A direita buscaria transformar o ex-presidente em mártir, enquanto a esquerda dependeria cada vez mais de decisões judiciais para conter opositores. O resultado, pontua, seria uma sociedade marcada por medo, autocensura e sensação de perda de rumo.

Imagem: criada utilizando Chatgpt
Advertência sobre retrocessos democráticos
A coluna descreve a democracia brasileira como “disfuncional” e alerta para a naturalização de medidas autoritárias, como censura a vozes dissidentes e intimidação de jornalistas. Trigo afirma que a exclusão simbólica de milhões de eleitores que se identificam com Bolsonaro dificulta qualquer projeto de reconciliação nacional.
O autor encerra sugerindo que a esquerda começa a perceber o perigo de um poder judiciário ilimitado. Segundo ele, quando juízes atuam como “partido político togado” e jornalistas como “militantes”, a democracia adoece. A conclusão é que a condenação de Bolsonaro retrata um Brasil “dividido e amordaçado”.
O artigo de Luciano Trigo, portanto, transforma a decisão judicial em catalisador de debate sobre equilíbrio institucional, liberdade de expressão e futuro do processo democrático no país. Ele destaca que a resposta social ao veredicto será decisiva para determinar se o Brasil conseguirá recuperar a confiança nas suas instituições ou mergulhará em nova fase de instabilidade.
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Em síntese, a coluna reforça que a condenação de Jair Bolsonaro não encerra disputas, mas aguça tensões que moldarão o rumo do país. Continue acompanhando nossos conteúdos e participe do debate sobre o futuro do Brasil.

